Traições raramente começam do nada. Antes da infidelidade surgir, muitos relacionamentos passam por mudanças silenciosas que vão desgastando a conexão emocional entre o casal.
Segundo especialistas em comportamento amoroso, existe um padrão que aparece com frequência em histórias de traição: a chamada “deadness”.
A psicoterapeuta Esther Perel foi quem popularizou esse termo, ela é considerada uma das maiores especialistas do mundo em relacionamentos, intimidade e infidelidade.
Perel estudou por décadas casais e afirma que a maioria das pessoas que traem descrevem uma sensação parecida: não necessariamente falta de amor, mas uma espécie de vazio emocional dentro da própria relação.
Apesar do nome forte, “deadness” não significa que o relacionamento acabou completamente. O conceito descreve uma sensação gradual de desconexão emocional, monotonia e perda de entusiasmo dentro da vida a dois.
Muitas vezes, o casal continua junto, mantém a rotina, conversa sobre tarefas do dia a dia e segue funcionando aparentemente bem. Mas emocionalmente, algo começa a parecer desligado.
De acordo com especialistas, isso pode surgir quando:
As conversas passam a girar apenas em torno de responsabilidades.
De acordo com Esther Perel, muitas pessoas que traem não estão necessariamente procurando destruir o relacionamento. Em muitos casos, elas tentam recuperar uma sensação perdida dentro de si mesmas.
A especialista explica que a infidelidade frequentemente aparece ligada ao desejo de voltar a se sentir viva, desejada, interessante ou emocionalmente conectada.
Por isso, a traição nem sempre nasce apenas da atração física por outra pessoa. Às vezes, ela surge como uma tentativa equivocada de escapar da sensação de vazio emocional.
Especialistas apontam alguns comportamentos que costumam aparecer quando a relação entra nesse estado de desconexão:
Muitas pessoas descrevem sensação de cansaço emocional constante ou impressão de que perderam parte da própria identidade dentro da relação.
Segundo especialistas, quando alguém passa muito tempo emocionalmente desconectado, pode começar a buscar fora aquilo que sente falta dentro da relação. E isso nem sempre acontece de forma planejada.
Em muitos casos, a pessoa procura apenas validação emocional, novidade, atenção ou sensação de intensidade, elementos que desapareceram da rotina do casal.
Isso não justifica traição, mas ajuda a entender como certos processos emocionais podem abrir espaço para ela acontecer.
Para a especialista, o maior antídoto contra a “deadness” é a curiosidade dentro do relacionamento. Ela defende que muitos casais param de enxergar o parceiro como alguém em constante mudança e passam a tratá-lo apenas como parte da rotina.
Por isso, ela recomenda criar novas experiências juntos, quebrar padrões repetitivos, conversar sobre assuntos além das obrigações diárias, trazer leveza e novidade para a convivência, permitir que o parceiro continue sendo alguém interessante e “descoberto” ao longo do tempo.
Especialistas afirmam que intimidade emocional não depende apenas de grandes gestos românticos. Muitas vezes, pequenas mudanças já ajudam a quebrar a sensação de desgaste:
O problema da desconexão emocional é que ela costuma crescer em silêncio. E quando ninguém percebe, o relacionamento pode continuar funcionando por fora enquanto, emocionalmente, começa a desaparecer por dentro.
Imagem de Capa: Esther Perel
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