Por que não nos sentimos plenamente felizes?

Enquanto existirem pessoas na extrema vulnerabilidade social, sofrendo violências, sendo subjugadas, discriminadas, e passando fome ou qualquer tipo de privação, não haverá felicidade plena neste planeta.

Enquanto todos os seres não tiverem amor, proteção, condições de vida sem a discriminação, enquanto existirem as guerras, uns oprimindo os outros a paz não será plena neste planeta.

Vamos entender isso:

Todos precisam desfrutar de todos os recursos. Igualdade!

Todos os seres estão interligados, interferimos um na vida do outro, direta ou indiretamente.

O amor precisa ser desfrutado por todos, a comida é para todos, a paz é um direito universal, a saúde também.

Enquanto isto não acontecer, mesmo que você tenha dinheiro, sua família esteja bem, com uma vida confortável, e você fique alegre com acontecimentos, situações, não sentirá a plenitude porque ela depende de algo muito maior, não depende só de alguns estarem bem, com saúde ou felizes, depende de todos.

Podemos formar correntes de ajuda ao próximo, estamos em véspera de festas de fim de ano, podemos separar roupas, sapatos, brinquedos e fazer pessoas felizes, e dar algo para fazer o Natal de alguém um pouco melhor.

Quem tem condições pode comprar coisas novas e oferecer a alguma instituição.

Sei que se cada um fizer algo em favor do próximo não resolverá a desigualdade, mas confortará corações, ajudará a tornar as pessoas um pouco mais felizes e amenizar condições de vulnerabilidade social.

Não é preciso esperarmos condições ideais ou termos muito para oferecer algo, é preciso fazer o que podemos com o que temos para doar aos outros.

Quando oferecemos algo a alguém, seja o que for, comida, uma roupa, etc, junto estamos dando amor, afeto, atenção, respeito, interesse. E quem já experimentou essa sensação sabe que a pessoa que mais se sente bem é a que oferta, é uma sensação de muita felicidade, algo incomparável.

Precisamos espalhar por este mundo tudo que for bom e distribuir a todos o que podemos oferecer. O momento de contribuir com o todo é agora.

Neste ano de pandemia que se estende até hoje, muitas pessoas ficaram extremamente prejudicadas, profissionais autônomos, músicos, artistas e vários outros profissionais, microempreendedores, além de pessoas que já se encontravam em condições de vulnerabilidade social.

É hora de pensarmos no coletivo!

Outra forma de ajudarmos é comprarmos de pessoas que conhecemos, de comércio pequeno que ficou mais vulnerável neste momento, contribuirmos com pequenos produtores.

Divulgue entre seus contatos de amigos algo que comprou de um pequeno produtor e que tenha gostado. Unidos somos um.

Contribuir, ajudar e fazer bem a alguém está em suas mãos, não deixe a oportunidade passar, hoje é o melhor momento.

A vida dá muitas voltas, hoje é alguém que precisa de você, amanhã pode ser você que precise do outro.

E quanto mais pessoas alcançarem melhores condições de vida, forem mais felizes, desfrutarem dos direitos essenciais para a vida, mais teremos chances de alcançarmos felicidade, saúde, alegria, bem estar e amor maiores no coletivo. Porque é o coletivo que mais importa, não o interesse ou o bem estar individual.

O desfrute da vida coletiva. O bem do outro precisa ser o meu bem, e vice versa.

Mas precisa ser sentido assim de uma forma natural, não de uma forma imposta, evoluiremos quando for algo espontâneo e natural, algo que sentimos sem pensarmos, sem forçarmos nada.

Fazer o bem como algo natural.

Olhar para o outro com gentileza, com solidariedade.

Desejarmos para todos a mesma felicidade que desejamos para nós e para as pessoas queridas, aí sim estaremos evoluindo enquanto civilização.

O bem pelo bem. O amor pelo amor. A felicidade pela felicidade, a generosidade pela generosidade.

Precisamos aprender a:

Trocar;

Oferecer;

Contribuir;

Repartir;

Dividir;

Unir;

Acreditar;

No outro. Na solidariedade. Na bondade…

O bem, pelo bem.

A amar a todos indistintamente, coletivamente.

Só assim sentiremos a plenitude em todos os corações, para toda a gente.

*Foto de Motoki Tonn no Unsplash

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Sou Psicóloga e Reikiana nível 2, trabalho há 19 anos em consultório com psicoterapia, hipnose clínica. Já trabalhei em hospital, núcleo de violência da mulher. Acredito na vida, no amor, nos bons sentimentos, no perdão, na beleza da alma, na superação, no ressignificar, na humanidade. Adoro escrever e falar sobre sentimentos, superações, motivar pessoas, conseguir promover o melhor, despertar o que possa ser maravilhoso em cada um de nós e libertar pessoas de suas prisões emocionais, com uma nova e especial forma de viver, independente dos acontecimentos da vida.