Nos filmes ou nas séries, o momento da morte é sempre algo muito dramático, cheio de revelações e discursos emocionantes.
Contudo, segundo profissionais que acompanham de perto o fim da vida, a realidade é muito diferente — e, surpreendentemente, mais tranquila e cheia de significado.
De acordo com a especialista em cuidados paliativos, a enfermeira Julie McFadden, o processo de morrer costuma ser calmo, sereno e repleto de gestos simples, nos quais as palavras finais revelam muito sobre o que realmente importa na vida.
Julie conta que muitas pessoas parecem “saber quando vão partir”. Ela já testemunhou pacientes que afirmavam frases como:
Em vários desses casos, as previsões se cumpriram de forma exata, mesmo sem sinais clínicos evidentes. Para ela, isso mostra que o corpo e a mente, de alguma forma, entendem e aceitam o momento da despedida.
De acordo com Julie, há quatro frases que mais são usadas nas horas ou dias que antecedem a partida. Elas não são dramáticas nem teatrais — são palavras simples, mas carregadas de paz e amor.
Expressa gratidão — pela vida, pela família, pelos amigos e pelos pequenos momentos que fizeram tudo valer a pena.
Reflete a libertação de mágoas antigas. Nesse estágio, o perdão se torna um ato de leveza e cura interior.
É o desejo de reconciliação — um último gesto de arrependimento e humildade diante da própria humanidade.
Uma despedida serena, dita com consciência, carinho e aceitação do inevitável.
Além dessas frases, muitos pacientes também dizem “Eu te amo” ou chamam por familiares que já faleceram, o que, segundo a enfermeira, parece confortá-los emocionalmente neste momento de transição.
Julie também observou comportamentos intrigantes que desafiam a lógica médica. Um deles é a regressão linguística — pacientes bilíngues, que viveram décadas falando outro idioma, passam a se comunicar apenas em sua língua materna, inclusive com dialetos esquecidos há anos.
Segundo Julie, essa expressão raramente se refere a um local físico, mas sim a um sentimento espiritual de retorno, descanso e pertencimento.
Frases como “Está na hora da minha viagem” ou “Preciso ir para casa” simbolizam esse momento de aceitação e paz.
Ao longo de sua carreira, Julie ouviu reflexões profundas sobre a vida e o que realmente tem valor. Entre os arrependimentos mais citados, estão:
Para Julie McFadden e outros especialistas em cuidados paliativos, como a médica britânica Kathryn Mannix, morrer é um processo humano e natural, não um evento abrupto.
Nos últimos instantes, o que se destaca não são segredos revelados, mas emoções puras — amor, perdão e gratidão.
Essas palavras finais mostram que, no fim, a vida se resume a conexões humanas e sentimentos verdadeiros. São gestos simples, mas cheios de significado, que confortam quem parte e também quem fica.
Imagem de Capa: Canva
Há períodos da vida que parecem testes intermináveis. Anos em que você precisou engolir o…
Você costuma acordar sempre entre às 3h e 4h da manhã? Muitos se questionam se…
O debate sobre uma possível Terceira Guerra Mundial voltou a ganhar força nos últimos anos,…
Entre tantos lançamentos barulhentos, algumas produções passam despercebidas no catálogo da Netflix, mesmo entregando uma…
Você prefere ovo cozido, mexido, frito ou em forma de omelete? Para a psicologia comportamental,…
Há curiosidades que não precisam de desculpa. Quando falamos de intimidade, o mais interessante é…