Conhecimento

Eliminar certas pessoas de nossas vidas traz mais leveza do que eliminar quilos

Eliminar certas pessoas de nossas vidas traz mais leveza do que eliminar quilos.

Assim como temos que identificar quais objetos são apenas entulhos, devemos fazer o mesmo com as pessoas: desapegar de quem atrapalha a nossa vida.

Às vezes, eu paro e penso no tanto de coisas que eu guardo e não uso, sejam roupas, livros, sejam objetos.

Engraçado como eu ainda resista em me desprender de certas coisas e acho que isso acontece com todo mundo: guardar quinquilharias inúteis, sem saber a razão daquilo.

Talvez eu faça isso porque eu sinto as coisas com muita intensidade e parece que tudo carrega, em si, um valor emocional.

É como se eu olhasse para o objeto e voltasse tudo de novo.

É como se voltasse, dentro de mim, tudo o que eu vivi com ele, tendo ele, ao lado dele.

Guardo muitas lembranças e sempre retorno, em mente, aos momentos que construíram minha jornada. Daí eu acabo achando que o que ficou aqui dentro possa ir embora junto com as coisas.

E, talvez por essa mesma razão, eu também costumava me apegar fortemente às pessoas.

O convívio com os outros me marca e por isso era tão duro, para mim, despedir-me dos outros, mesmo quando elas não iam embora para sempre.

Eu melhorei muito nesse aspecto. Hoje já eu sei quem tem que ficar junto e o que tem que ficar para trás.

A quarentena me serviu, também, para perceber quem realmente faz falta na minha vida.

Na verdade, a gente tem que agir com os sentimentos da mesma forma como agimos em relação aos espaços de nossa casa.

Assim como temos que identificar quais objetos são apenas entulhos, devemos fazer o mesmo com as pessoas: desapegar de quem atrapalha o nosso sorriso, de quem não valoriza o nosso viver.

Isso traz leveza, pois abre caminhos, libera espaço para que entrem coisas e pessoas novas em nossa jornada, que está em andamento.

Não podemos é ter medo de deixar ir embora o que tiver que ir, o que já deu o que tinha que dar.

Com o tempo, a gente entende que muito daquilo que saiu de nossas vidas foi livramento, que não ter dado certo foi o melhor, que nem tudo e nem todos farão parte de nossas vidas.

A gente tem mais calma para aguardar o que a vida traz enquanto se renova. E é tão lindo. Sempre será.

VOCÊ JÁ VISITOU O INSTAGRAM E O FACEBOOK DO RESILIÊNCIA HUMANA?

SE TORNE CADA DIA MAIS RESILIENTE E DESENVOLVA A CAPACIDADE DE SOBREPOR-SE POSITIVAMENTE FRENTE AS ADVERSIDADES DA VIDA.

Prof. Marcel Camargo

Graduado em Letras e Mestre em "História, Filosofia e Educação" pela Unicamp/SP, atua como Supervisor de Ensino e como Professor Universitário e de Educação Básica. É apaixonado por leituras, filmes, músicas, chocolate e pela família.

Recent Posts

Uma foto de 1989 reúne 3 atrizes que ainda não eram famosas — hoje são lendas do cinema. Você reconhece quem são?

Existem fotos que capturam, sem que ninguém perceba na hora, o início silencioso de algo…

19 horas ago

18 milhões de visualizações em uma semana: por dentro do romance que virou o novo fenômeno da Netflix

Lançado em 19 de junho de 2026, essa produção da Netflix não demorou para assumir…

19 horas ago

Lembra de Patrick Jane? A série que marcou os anos 2010 voltou ao topo da Netflix quase 20 anos depois

O Mentalista chegou completo à Netflix Brasil em março de 2026 e não demorou para…

6 dias ago

6 coisas que deixar a louça suja pode revelar sobre você, segundo a psicologia

Lavar louça parece um gesto automático, quase sem importância. Mas o jeito como cada pessoa…

6 dias ago

Setembro traz um amor com potencial real de durar para 2 signos — será que o seu está entre eles?

Alguns encontros começam sem nenhuma aparência de "grande história". Uma conversa despretensiosa, um convite aceito…

6 dias ago