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Ela nos faz comer muito, falar demais e ficar com os nervos a flor da pele. Quem é ela?

Ela nos faz comer muito, falar demais e ficar com os nervos a flor da pele. Quem é ela?

Vivemos numa sociedade altamente estressante, que cria um falso senso de urgência e de falsas necessidades. Que nos pressiona pela busca de resultados imediatos, mas que, às vezes são dificílimos de alcançar.

Para Zygmunt Bauman a nossa modernidade líquida está marcada pela ansiedade, que tem vínculo com a hiperconectividade.

Nesse ambiente, as relações humanas são cada vez mais descartáveis e permeadas dos sentimentos de fracasso, de cancelamento e perda de influência.

Esse é um cenário que colabora para aumentar os níveis de ansiedade, que interferem na qualidade de vida e no desempenho familiar, social e profissional das pessoas.

A ansiedade afeta todas as idades, desde o nascimento até a velhice. Ela tenciona os músculos do corpo, acelera os batimentos cardíacos, aperta o peito, deixa a boca seca, causa desconfortos abdominais e gera outras sensações ruins.

Quando ela se instala, comemos muito, falamos demais, ficamos com os nervos à flor da pele e sentimos dificuldade para relaxar.

Assim, a ansiedade atinge todas as dimensões da vida individual e coletiva.

Para Freud, nascemos propensos à ansiedade, pois ela é a nossa capacidade de reagir às ameaças que colocam em risco a nossa sobrevivência.

A ansiedade se torna neurótica quando traz à tona os conflitos inconscientes, que se confundem com as inquietações do mundo real.

No entanto, existem recursos à nossa disposição para tratar a ansiedade, como a psicoterapia, a adoção de hábitos saudáveis, a prática espiritual e o uso de medicamentos, sob a orientação médica.

A ansiedade pode afetar de diferentes formas as pessoas, pois cada pessoa é diferente. Em você, como ela age? Como você percebe que está sofrendo de ansiedade?

Existe um jeito de transformar essas sensações ruins em coisas boas, e utilizar a ansiedade para trazer soluções para a sua vida prática, é apenas uma questão de inteligência emocional. Para desenolvê-la é preciso um trabalho de autoconhecimento e autoresponsabilidade.

*DA REDAÇÃO RH Foto de dusan jovic no Unsplash.

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Jackson César Buonocore

Sociólogo e Psicanalista

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