Ela era uma verdadeira guerreira, dava para ver nos olhos dela.
Ela não nasceu assim, mas a vida a fez assim.
Ela foi treinada pelo sofrimento a ser sua própria heroína.
As pancadas foram fortes, ela caiu por várias vezes, mas aprendeu a juntar os pedaços e voltar cada vez mais inteira.
Hoje, ela já não cai mais, porque aprendeu a voar. Hoje, os penhascos já não a assustam mais.
Ela inspira coragem e expira força, determinação e resiliência.
Se tem alguém que entende de sobrevivência, é ela.
Enquanto uns reclamam, ela agradece pelo pouco que tem. Há algum tempo ela não tinha nada, hoje ela tem tudo.
Tudo que ela sempre desejou.
Hoje ela tem amor, hoje ela é amor.
Ela é só mais uma na multidão, sua história pode ser igual a de muitas mulheres por aí, mas toda vez que se lembra de tudo o que passou, tudo o que viveu, tudo o que superou, ela sorri, apesar de tantos altos e baixos, ela pode bater no peito e dizer, eu fiz, eu consegui, sozinha e sem nunca perder minha dignidade, minha decência.
Usar os outros como degrau é fácil, ela construiu degrau por degrau, e foi subindo, graças a seu esforço, sua vontade, hoje ela está muito mais perto do topo.
Na verdade o topo é só uma consequência, o mais importante para ela é poder olhar para trás e se orgulhar de cada passo de sua jornada.
Ela, sou eu, ela é você, ela, somos todas nós que fomos para a guerra, batalhamos, sobrevivemos, e voltamos para contar nossa história.
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