Algumas pessoas estão viciadas em criar desculpas para não fazer o que precisa ser feito, mas não percebem e nem se dão conta das consequências que essa atitude gera em suas vidas!

Só enxerga oportunidade onde ninguém mais vê aquele para de dar desculpas e, com responsabilidade, passa a promover ações positivas para mudar a sua realidade para melhor!

Fazendo a nossa parte, fazendo tudo que precisa ser feito e, de forma positiva, conseguimos trazer soluções simples para problemas aparentemente complexos.

Algumas pessoas, e você deve conhecer pelo menos uma pessoa assim, vivem em completa negação.

Essas pessoas têm como costume focar na falta, na escassez, na dor, na decepção, na humilhação… elas se sentem muito injustiçadas pela vida.

Por mais que a gente tente ajudar, orientando, acolhendo, oferecendo o nosso tempo, nada adianta, porque o que parece é que elas estão fechadas para as soluções e se tornaram um radar para problemas, assim, a vida delas sempre está cheia deles e os impedimentos para a realização de seus objetivos, do mais simples ao mais complexo, são constantes.

Muitas vezes, os vícios emocionais e comportamentais podem fazer com que as pessoas coloquem mais peso nas situações que vivenciam do que, de fato, elas têm. Esses comportamentos criam ainda mais problemas na vida dessa pessoa, mas ela não consegue perceber o que está errado com ela.

Uma coisa é certa, nada que a gente diga será o suficiente, ela sempre criará mais e mais desculpas.

Portanto, precisamos ter muito cuidado para lidar com pessoas que se justificam o tempo todo. Só o autoconhecimento poderá ajudá-las a contextualizar melhor esses comportamentos, encontrar recursos de apoio e aprender estratégias de enfrentamento. Mas para isso, elas precisam primeiro, admitir que os seus comportamentos diante da vida estão equivocados para só depois, conseguirem pedir ajuda. Antes disso, elas continuarão achando que o mundo está contra elas.

Comportamentos preocupantes

De acordo com a American Society of Addiction Medicine, uma das características definidoras do vício é que ele leva as pessoas a se envolverem em comportamentos compulsivos que persistem mesmo quando levam a consequências negativas e prejudiciais. Embora o vício não seja uma desculpa para esses comportamentos equivocados, eles denotam que a pessoa que os repete se encontra inconsciente, mesmo que esteja agindo racionalmente, isso ajuda a explicar por que eles acontecem.

Mentindo

Uma pessoa viciada em dar desculpas pode mentir por diversos motivos. Ela pode mentir para evitar confrontos, para não admitir os seus erros, para não enfrentar a verdade, para se eximir de culpa, para se sentir melhor, ou pior, para se vingar, para obter o que quer, e assim por diante.

Ela tende a criar histórias ou aumentar o ocorrido para sensibilizar os outros, passa a enganar amigos e familiares para não ter que mudar o seu comportamento. Também porque ela não quer ser alvo de desaprovação.

Embora esses comportamentos possam ser frustrantes e destrutivos, é importante lembrar que essas mentiras costumam ser motivadas por sentimentos de vergonha, constrangimento, arrependimento e medo.

Para ser empático com a pessoa que vive esse vício emocional e comportamental, precisamos antes de mais nada, entender o que é empatia.

Empatia não é aceitar tudo o que outro faz calado, o acolhendo e, passando a mão na cabeça dele, também não é apontar o dedo e jogar um monte de supostas “verdades” na cara dele.

Empatia é entender que você nunca vai saber realmente o que o outro sente, mesmo já tendo passado pela mesma coisa. E saber disso te leva a concluir que não deve julgá-lo.

É valorizar o que o outro sente e não minimizar a dor dele com frases como “você é o culpado, sempre faz tudo errado, ou quando quer ser legal, “você é forte, vai superar!”, “você tem que…”, “você tem que… isso… você tem que… aquilo”. Indicar caminhos sem que a pessoa tenha pedido, não é empatia é invasão e intromissão.

Se você quer dar um conselho para alguém querido que nega a verdade de seus comportamentos viciantes, você precisa se aproximar e ouvir o que ele tem a dizer com atenção, após a escuta atenciosa e amorosa, você pode pedir a permissão de falar algumas palavras e perguntar se a pessoa está aberta para ouvir. Caso ela diga que não quer ouvir, empatia é saber receber o não compassivamente e aceitar que o outro ainda não está pronto para ouvir e ponto, forçar a barra ou falar mesmo assim não vai fazer tudo ficar bem, só vai matar a sua vontade de falar. Espere uma melhor oportunidade ou ela mesma vir te procurar. Não force nada.

Diante de uma relação onde existe uma troca injusta porque o outro nunca quer fazer o que precisa ser feito e a maior carga acaba caindo em seus ombros, você precisa aprender dizer não, a impor seus próprios limites e encorajar seu ente querido a procurar ajuda profissional para o bem de todos.

Escondendo a gravidade do problema

Pessoas com vícios comportamentais, geralmente, escondem a natureza ou a gravidade do problema. Dar desculpas para não fazer o que precisa ser feito é uma forma de esconder para elas mesmas e, para os outros, o quanto que elas se vergonham ou se revoltam por não conseguirem controlar a própria vida.

Respeite a privacidade dessas pessoas, mas quando você tropeçar em evidências claras de que elas estão utilizando de desculpas para não se autorresponsabilizarem, não aceite uma explicação ou desculpa fraca, deixe claro que você não vai aceitar esse comportamento.

1 – Exponha os fatos sem julgamentos, apenas os fatos e traga para o consciente tudo o que ela não está enxergando porque age de forma inconsciente.

2 – Imponha quais serão as consequências caso ela decida cruzar os limites que você impôs e cumpra a sua palavra.

Não gostam de conversar sobre o assunto

Pessoas que têm vícios emocionais e comportamentais procuram evitar falar sobre o assunto. Elas tentam evitar a todo custo a exposição, e frequentemente, reagem agressivamente quando o assunto é levantado por seus familiares e amigos.

Até as oportunidades novas que surgem em sua vida são vistas como problemas, e com esse comportamento negativo, as pessoas próximas começam a evitar o assunto para não se estressarem.

Para ajudar uma pessoa que nega a verdade é preciso saber a hora de quebrar o silêncio, coisas importantes ditas na hora errada podem piorar a situação. Procure usar palavras amorosas.

Negação

Como mencionado no início do texto, o que leva a pessoa a não fazer o que precisa ser feito e ficar criando desculpas e justificativas para os seus fracassos pessoais é a negação.

A negação é quando a pessoa se recusa a admitir a realidade da existência do vício emocional e comportamental.

A pessoa em negação procrastina e desiste, ou até, nem sabe o que precisa fazer. Se sabe, finge que não sabe. Com isso, ela se sente perdida e sua vida parece não ter sentido, porém, na maioria dos casos, ela tenta minimizar ou racionalizar esse problema.

Essa negação a impede de obter ajuda e, com isso, ela repete os mesmos erros e persiste nesse comportamento por muitos anos.

É natural que a mudança leve tempo e progrida por etapas. Porém, é fácil perceber se a pessoa tem a intenção de melhorar ou se ela só quer manter você preso a ela também.

Normalmente a pessoa viciada em criar desculpas para não fazer o que precisa ser feito só começa a acordar para a deficiência das suas próprias ações quando se depara com as consequências dos seus atos!

Como a perda de um relacionamento, de um emprego, da credibilidade, o afastamento das amizades, entre outras perdas, só assim ela resolve realmente entrar em ação. Mas infelizmente, a perda não é determinante, existem pessoas que nem assim, reconhecem os próprios comportamentos equivocados, elas culpam os outros e algumas, ainda querem vingança.

O que você pode fazer?

1 – Definir os seus limites. O que você considera aceitável? O que para você é inegociável? O que você espera do outro é o que o outro pode te oferecer? Quais são as suas expectativas? Quais são as suas necessidades?

Você precisa olhar para tudo isso e focar em você.

Tire o foco do outro e pergunte-se: Como eu posso melhorar?

Quanto mais você se concentra em você, mais o outro percebe que não vai conseguir te enganar facilmente, e mais você se percebe e se dá o que precisa quando sente que precisa.

Mas se você for a pessoa que cria desculpas, você vai conseguir identificar com mais clareza os pontos que estão te colocando no lugar onde você está, na posição que você se encontra se você decidir olhar para o seu comportamento antes de culpar ou identificar uma causa externa para justificar a sua situação atual.

Essa intenção e disposição de ter uma consciência desperta sobre si mesmo trará luz para questões que você não consegue entender claramente porque aparentemente só acontecem com você.

Agora, se você convive com uma pessoa que vive dando desculpas para não fazer o que é preciso, e que está viciada em se justificar para não reconhecer a sua parcela de responsabilidade, procure focar em você e não nela, imponha limites, ajude como puder, não faça por ela, se afaste se for preciso, e cuide da sua saúde emocional.

Se o outro não quer procurar ajuda profissional, procure você, cuide-se!

Se você estiver bem, com certeza será mais fácil lidar com esse ente querido.

Você conhece a terapia transpessoal? Ela poderá te ajudar a compreender os seus processos e a lidar com inteligência diante das situações mais desafiadoras da sua vida. Mande um direct para @rhamuche para agendar uma consulta.

*DA REDAÇÃO RH.
Texto de Robson Hamuche, idealizador do Resiliência Humana, terapeuta transpessoal e Constelador Familiar.

*Foto: hsyncoban / Getty Images

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Robson Hamuche é Terapeuta transpessoal com especialização em constelação familiar, compõe a equipe de terapeutas do Instituto Tadashi Kadomoto (ITK). É também idealizador e sócio-proprietário do Resiliência Humana, grupo de mídia dedicado ao desenvolvimento humano, que reúne informação de qualidade acerca de todo o universo do desenvolvimento pessoal, usando uma linguagem leve e acessível.