É preciso cuidar dos laços familiares com empatia e respeito

Resiliência Humana

Por: A Mente é Maravilhosa

Criar e, principalmente, educar as crianças não é uma tarefa fácil, pois pode destruir os laços familiares se não forem atividades realizadas de maneira adequada. É preciso ter toneladas de paciência, carinho e boa vontade para construir uma educação saudável e responsável que contribua para que as crianças se desenvolvam o melhor possível, além de cuidar dos laços familiares ao mesmo tempo.

Nessa tarefa, outras habilidades também são relevantes, como saber escutar nossos filhos, aprender a se colocar no lugar deles, estabelecer limites e ser capaz de transmitir-lhes esse sentimento de pertencimento a um grupo único, que lhes proporcionará segurança e proteção, que é a família. Continue lendo para saber como cuidar dos laços familiares e, assim, criar vínculos fortes!

“Ao final do dia, uma boa família deveria fazer com que tudo fosse inesquecível.”
-Mark V. Olsen-

Dizer “eu te amo”: a base para cuidar dos laços familiares

Na família, cada um tem suas próprias necessidades, assim como qualidades e capacidades diferentes. É por isso que nem todos expressamos nosso afeto da mesma maneira nem precisamos ouvir tanto quanto outros que somos amados, embora seja importante comunicar esses sentimentos.

Às vezes é difícil fazer críticas de forma construtiva não apenas para os adultos mas também para as crianças, e nos dedicamos unicamente a apontar o que está errado. O problema é que algo que pode passar despercebido para nós pode ter importantes consequências na autoestima dos outros, especialmente na das crianças, enfraquecendo, assim, nossos laços familiares.

Por isso, é importante utilizar parte da nossa comunicação para expressar que amamos e que gostamos dos nossos pequenos, assim como expressar a importância que eles têm na nossa vida e na vida da nossa família. Dessa forma, nutriremos com amor e melhoraremos a autoestima das crianças.

Os laços familiares fortes são alimentados com empatia e esforço

A empatia é uma grande aliada quando acontecem conflitos em casa. Tentar se colocar no lugar do outro não vai fazer com que a discussão termine de maneira instantânea, mas nos ajudará a entender um pouco melhor a situação. Além disso, vai facilitar a explicação e a compreensão da opinião do outro, mesmo que não partilhemos do seu ponto de vista, contribuindo para chegar a acordos que beneficiem a todos.

“A família proporciona mais flexibilidade emocional e permite que você se dê bem com a vida de outras pessoas.”
-Bruce Springsteen-

Nos colocarmos na pele dos outros vai facilitar outro elemento fundamental para fortalecer os laços familiares: valorizar o esforço dos outros. Quando tentamos mudar ou fazer alguma coisa para melhorar a convivência em casa, nem sempre conseguimos de primeira. Quando os outros nos dizem que sabem que estamos tentando e que apreciam o que estamos fazendo isso, nos motiva a melhorar ainda mais.

Esse reconhecimento vai funcionar como um reforço que estimula aqueles comportamentos que nos ajudam a melhorar as relações familiares. No entanto, é preciso ter em mente que a mudança vai acontecer de maneira progressiva.

Definir direitos e deveres ajuda a cuidar dos laços familiares

Dentro de casa, todos os membros têm suas obrigações. Nesse ambiente, é importante que essas obrigações estejam claramente delimitadas e que sejam consistentes. Mas, como e quando começar a dar responsabilidades para os pequenos? Aqui é importante levar em consideração a idade das crianças e pedir tarefas com base nas suas capacidades.

Assim que completarem um ano, já é possível começar a pedir tarefas simples que estimulem sua autoestima. Dessa maneira, eles já podem recolher seus brinquedos, ajudar a levar algum objeto de um lugar para outro ou limpar algo que derrubaram no chão. Além disso, dizer o quanto elas estão nos ajudando e o quanto são importantes para a família vai fazer com que se sintam bem.

Do mesmo modo que temos deveres, também temos direitos que devem ser respeitados no lar. O problema surge quando, ao aparecerem contratempos, cedemos nossos direitos. É importante saber ceder em prol de uma boa convivência, mas também é essencial que isso não aconteça sempre nem com a mesma pessoa.

“A família é a única coisa que se adapta às nossas necessidades.”
-Paul McCartney-

Ou seja, não se pode respeitar mais os direitos de determinados membros da família do que os de outros. Encontrar o equilíbrio nesse aspecto vai evitar que surjam tanto discussões e mal-entendidos desnecessários quanto emoções negativas que minam os laços familiares.

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