Desabafos e conselhos: Aceitei as desculpas, voltamos, mas me machuquei de novo.

Iandê Albuquerque
Relaxed Woman at Home Reading a Text Message

O DESABAFO:

Namoro há um ano e cinco meses, amo muito minha namorada, nunca pensei em trair, mas de uns tempos pra cá, peguei uma mensagem de outro homem no celular dela. Fiquei desconfiado e então, resolvi tirar uma prova real se ela era realmente fiel a mim como sou com ela.

Coloquei o celular dela no Whatsapp Web e daí então, comecei a ver suas conversas com outros homens, até nudez rolou. Mostrei as conversas para ela, não tinha como ela mentir e então confessou que errou comigo, pediu desculpas, disse que não sabia o que estava passando pela cabeça dela.


Resolvi terminar o namoro. Passou um mês e ela veio me pedir pra voltar, disse que iria mudar, que nunca mais isso iria acontecer. Aceitei as desculpas dela e voltamos a namorar. O tempo passou e então descobri que ela saiu escondido de mim, peguei uma nova mensagem no celular que dizia: ”você beija muito bem”, mas ela disse que a mensagem tinha sido de um amigo. Estou sem chão, me dá um conselho. O que eu faço? Pois a amo muito. – D.A


A RESPOSTA:

A gente não pode amar alguém sem encontrar, dentro de nós, todo o amor que precisamos, sabe? Quando você ama alguém mais do que você mesmo, você começa a achar que merece pouca coisa, você acredita que o pouco que o outro te dá já é o suficiente pra você, quando na verdade, se te faz mal, se te faz chorar, não é o suficiente, não é bom! Será mesmo que o amor significa permanecer ao lado de alguém que em vez de te curar dos seus medos, te trás ainda mais insegurança?

Será que o amor significa ficar com alguém que, em vez de te mostrar a verdade, de te acolher e te tratar com afeto, te ignora, mente pra você, te machuca e no final das contas te pede desculpas pra amenizar as coisas? Será que vale mesmo a pena amar alguém assim?

Entenda, rapaz, não tente encontrar no outro aquilo que deveria estar dentro de você: amor (próprio). Não busque no outro um refugio, porque é você quem precisa ser esse abrigo. Não insista nessa busca incansável por afeto, porque esse sentimento precisa sair de dentro de você primeiramente. Não acredite que, por amor, o outro possa te fazer bem. O outro nunca vai ser o posto pra você ancorar o seu barco. Você precisa ser o seu porto, a sua âncora e o seu barco, porque no final das contas, é em você que você precisa encontrar a sua paz. E ninguém, deve tirá-la de você.

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Iandê Albuquerque
Sou recifense, 24 anos, apaixonado por cafés, seriados e filmes, mas amo cervejas e novelas se houver um bom motivo pra isso. Além de escrever em meu blog pessoal e por aqui, escrevo também no blog da Isabela Freitas, sou colunista do Superela e lancei o meu primeiro livro em Novembro de 2014 pela Editora Penalux. .

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