Decepção com pessoas: tudo culpa da liberdade que você deu!

Gabi Barboza
young woman lying on back with her hands over her face. Shy.

A decepção com pessoas é proporcional ao nível de liberdade que você dá a elas. Sei como é: amizade nova. Você se identifica tanto com a pessoa. Dá logo nível 8 em uma escala de 0 a 10 de liberdade à pessoa.

Quem me dera se as pessoas viessem com avisos na testa à lá “vou te decepcionar depois que ganhar a sua confiança”, “vou confundir amizade com intromissão e te dizer algo que você vai detestar”, “vou me sentir no ‘direito’ de te pisar”, etc.

Conviver com pessoas implica em lidar com mentiras, falsidade, decepções. E vem de quem menos esperamos. De repente, aquele castelo lindo, aquela que parecia uma boa amizade, desaba. E quem fica em cacos? Você!

A parte boa de uma decepção com pessoas é o aprendizado. Meu pai sempre diz: “tudo tem seu lado bom” e “vai passar”. Notei ao longo da minha jornada, que cada decepção, por mais cruel que tenha sido, me fez mais forte. Me deixou mais atenta a certos sinais que as pessoas dão. Me fez conseguir farejar a decepção.

Mesmo sendo uma apaixonada incurável por pessoas, mantenho meu pezinho atrás. Cada desilusão fez de mim alguém melhor. Aprendizado árduo e regado à lagrimas e arrependimento. Mas agora, consigo analisar friamente, de onde virá o problema. Assim, vou me moldando, me blindando.

Hoje, o que mais me causa decepção com pessoas, é o grau de liberdade que dou a elas. Percebo que certos tipos de gente, não merecem nem um décimo da liberdade que as dei. Para descobrir isso, só me decepcionando ou dando quase nada de liberdade a quem chega à minha caminhada.

Então hoje, cada pessoa que chega à minha vida, ganha o mesmo nível de intimidade: 1 em 10. Antes, eu começava logo do 8, por ter gostado da pessoa. Só que a gente erra muito no julgamento das pessoas. Confiamos demais por sermos confiáveis. E essa é a porta de decepção com pessoas mais larga.

Começamos a subir a escada do relacionamento do meio e até de cima. Então, o tombo é inevitável. As pessoas não são nosso espelho. É um perigo dar tanta liberdade a quem acabou de chegar.

Quando a pessoa ‘passa dos limites’, pensamos “o que eu fiz pra merecer isso?”. E eu te respondo: deu liberdade a quem não merecia.

Tente não fazer isso. Em algum momento a pessoa vai até querer te dizer o que você tem que fazer. Sem nem saber o que você planejou pra si. Julgando te conhecer e saber qual caminho você deve escolher.

Sabe aquela coisa de “distância de segurança”? Mantenha!!! A liberdade deve ser dada com o passar dos anos, se você notar que a pessoa permaneceu em sua vida. A confiança que vale à pena, só é estabelecida com a convivência e o passar dos anos.

Quem nunca errou ao escolher uma amizade e se decepcionou feio, que atire a primeira pedra. Eu mesma, quebrei e ainda quebro muito a cara com pessoas. Sou admiradora do comportamento humano.

Mas essa caminhada de decepção com pessoas, me ensinou a me resguardar. Me proteger. O tempo mostra quem vale o nosso tempo e quem não.

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Gabi Barboza
É graduanda em Psicologia, tem 32 anos. Como o que faz o mundo dela girar, são as pessoas, trabalha com Recursos Humanos. É mineira, bem casada com um Gaúcho lindo. Mora em Porto Alegre desde 2012. Está sempre lendo e ama escrever. Se sente rica, por ter vários livros em uma estante que é o seu tesouro. Ama se engajar em causas sociais, crê que a única coisa que levamos desse mundo, é o que plantamos. E que as boas obras, são fundamentais.

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