Covid: Vacina pode sair em dezembro, mas só para metade da população, o restante só em março de 2021

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Covid: Vacina pode sair em dezembro, mas só para metade da população, o restante só em março de 2021. Informação foi dada após o governo assinar MP de quase 2 bi.

O Governo assinou uma Medida Provisória, que destina R$ 1,99 bilhão para produção da vacina de Oxford contra a Covid-19. Essa MP foi assinada na quinta, 6, pelo presidente Jair Bolsonaro, segundo informou a Agência Brasil.

Essa MP vai viabilizar a fabricação de 100 milhões de doses da vacina, que será suficientes para imunizar apenas metade da população brasileira.

Toda a fiscalização e acompanhamento tecnológico e de viabilização serão feitas pela Fiocruz e a empresa farmacêutica AstraZeneca – que, em parceria com a Oxford, realiza as pesquisas. Os testes aqui no Brasil começaram em junho.

A MP já está em vigor e segue para a aprovação do Congresso Nacional que tem 120 dias para dar o veredíto final, como informou a Agência Brasil.

A ideia é que em dezembro e janeiro tenhamos uma quantidade de vacina que atenderá a metade da população brasileira.

As primeiras 30,4 milhões de doses vão chegar em dois lotes: metade, 15,2 milhões, em dezembro e a mesma quantidade em janeiro.

“Com o avanço da ciência, acreditamos que, em dezembro, talvez, já passemos o ano novo de 2021 com pelo menos 15,2 milhões brasileiros vacinados para covid-19 e possamos juntos construir essa nova história da saúde pública do nosso país”, disse o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Arnaldo Correia.

O restante virá apenas em março de 2021

Além desses dois lotes, mais 70 milhões de unidades da vacina serão disponibilizadas gradativamente, a partir de março de 2021.

O medicamento está sendo desenvolvido pela farmacêutica britânica AstraZeneca, em conjunto com a Universidade de Oxford.

Mas a direção do grupo AstraZeneca confirma que a vacina poderá estar disponível à população brasileira ainda este ano.

A afirmação foi feita por Maria Augusta Bernardini, diretora-médica do grupo farmacêutico , que participa das pesquisas da universidade de Oxford em parceria com Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

“Esperamos ter dados preliminares quanto à eficácia real já disponíveis em torno de outubro, novembro”, disse Bernardini.

Apesar de os voluntários serem normalmente acompanhados durante um ano nos testes, ela disse que existe a possibilidade de distribuir a vacina à população antes desse período.

“Vamos sim analisar, em conjunto com as entidades regulatórias mundiais, se podemos ter uma autorização de registro em caráter de exceção, um registro condicionado, para que a gente possa disponibilizar à população antes de ter uma finalização completa dos estudos”, acrescentou.

Cautelosa, Maria Augusta Bernardini lembrou que os prazos podem mudar de acordo com a evolução dos estudos.

Como fica a divisão dos investimentos?

O Ministério da Saúde informou que o valor liberado pela Medida Provisória do governo será dividido assim:

R$ 1,3 bilhão para pagamentos à AstraZeneca, previstos no contrato de Encomenda Tecnológica
R$ 522,1 milhões para produzir a vacina na Fiocruz/Bio-Manguinhos
R$ 95,6 milhões para absorção da tecnologia pela Fiocruz

*Da Redação RH. Com informações SNB, Agência Brasil.
*Foto de freestocks no Unsplash

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