Como estabelecer a paz em uma sociedade que ignora o amor?

Não tem como.

Não tem como estabelecer a paz sem o conhecimento da verdade sobre o amor.

Desde os tempos mais remotos, os seres humanos enfrentam lutas por territórios, invadem os espaços alheios sem o mínimo de compaixão, e quer tomar para si mais e mais, priorizando a ganancia e a ignorância.

Muitos sábios e mestres já passaram por esse mundo e dedicaram suas vidas a proliferar os conceitos de paz e amor, alguns deles tiveram êxito por algum tempo, outros, viram os seus sonhos desmoronarem bem diante dos seus olhos.

Hoje, nos deparamos com a mais clara demonstração da ignorância humana, o Talibã toma o poder, e os EUA, abandonam milhares de inocentes a própria sorte.

Estamos presenciando os direitos civis sendo negligenciados, e avanços que tinham sido conquistados a duras penas, sendo retirados, em um retrocesso incomparável.

Ando me perguntando o que Deus quer nos ensinar com tudo isso, e quanto mais me pergunto, mais recebo a mensagem de que em pouco tempo teremos essa resposta, e que ela diz respeito a necessidade urgente de nós, seres humanos, entendermos definitivamente a verdade a respeito do amor.

Milhões de anos negando a verdade e a natureza de Deus nos levaram a esse estado de calamidade que vivemos hoje.

Milhões de pessoas defendendo as mentiras criadas pelos seres humanos, diante de dogmas religiosos fantasiosos e de falácias do ego que deseja prazeres imediatos nos levaram a degradação da natureza, e pior ainda, nos levaram ao ódio que separou os povos e nos colocou um contra os outros.

É triste ver tanta desgraçada sendo divulgada e compartilhada como se ainda vivêssemos na idade da pedra. É triste pensar nas mulheres e crianças que sofreram os mais terríveis abusos por conta da ignorância do patriarcado.

Mulheres do mundo, uni-vos!

Somos frágeis em nossa carcaça aparente, mas somos fortes quando nos permitimos acessar o amor que nos oferta o poder da fertilidade e da reprodução! Esse amor nos faz criativas, e nos leva a estabelecer uma conexão poderosa com a criação. A nossa força é capaz de vencer o ódio sim, mas para isso, precisamos parar de querer nos igualar a aos homens através da violência.

Esses homens que querem nos prender nas cozinhas das casas deles, só fazem isso porque permitimos, porque acreditamos que precisamos nos igualar a eles, e quando acreditamos nisso, negamos o nosso poder.

Não precisamos nos tornar homens para conquistar o poder de assumir o comando das nossas próprias vidas, pelo contrário, precisamos assumir o nosso poder feminino porque é justamente ele que os homens querem abafar. Porque só conseguiremos vencer o ódio que os homens sentem quando se deparam com o nosso poder, quando reconhecermos esse poder em nós.

Reconhecer o nosso poder não é bater de frente, queimar sutiãs, e fazer revoluções violentas, nós não somos em essência violentas. Quando fazemos isso, estamos nos igualando a eles, e tomando para nós, ainda mais responsabilidades do que já temos.

Para neutralizar a violência que, há décadas, sofremos, precisamos acessar o verdadeiro amor, que nada se assemelha a essa mentira que nos contaram a respeito dele.

O amor não é pacífico, mas também não promove guerras, ele vai além!

Violência é sinal de fraqueza e ignorância, e é diferente de bravura e valentia. E o amor é pura bravura e valentia.

Ser bravo e valente é vibrar amor em sua máxima potência recorrendo a sabedoria para enfrentar as dificuldades e solucionar os problemas.

Ser violento e agressivo é negar o amor e se render a ignorância.

O amor não aceita represálias, ele é valente e bravo, luta por seu direito de existir e não se rende a uma contrainteligência repleta de egoísmo e frivolidades.

A paz só se instala em sociedades que compreendem o amor em sua essência.

Mas como podemos ajudar essas mulheres que estão vulneráveis nas mãos do Talibã? Acreditem que mesmo a distância temos o poder de paralisar a violência e mudar consciências, basta que não nos concentremos no medo e não vibremos na tristeza que a empatia traz.

Acreditem em mim, é urgente que nós mulheres aprendamos a vibrar no amor e que enviemos essa energia amorosa para essas mulheres e crianças agora.

Mas para vibrar amor, precisamos conhecer a verdade a respeito desse sentimento tão poderoso e que era a mágica cura que Jesus usava em seus atendimentos públicos.

O amor não é bondade exclusiva. Amor não é caridade e abnegação. Amor é o exercício incansável da vibração positiva diante das adversidades. Perceba que a palavra “VIBRA AÇÃO”, NÃO É PASSIVA, para vibrar no amor, precisamos agir, precisamos fazer algo positivo em relação a dor que sentimos. Por isso, não há amor onde não há ações positivas. Não se engane! Ninguém faz guerra para o bem, mesmo que queira nos convencer disso.

O amor não responde na mesma moeda, ele sempre trás algo a mais, um Q de extraordinário e inesperado. Ele traz novas percepções para o mesmo fato e imprime novas ideias, mais avançadas e democráticas.

Sem amor não será possível vencer as guerras que assolam o mundo. Nem todas as bombas, armas, e soldados dos países mais poderosos do mundo conseguirão vencer uma guerra com mais ódio. E isso ficou muito claro com a saída dos EUA do Afeganistão.

Só será possível estabelecer a harmonia entre os povos, se os que hoje são oprimidos pela violência da ignorância e da mentira, se fortalecerem na bravura e na valentia do amor verdadeiro.

Não podemos deixar que o medo contamine os olhos das crianças e das mulheres e que elas sintam que não há o que se fazer diante de armas e da força bruta dos homens.

Não pense que, quando eu afirmo que o amor pode vencer as guerras, que eu estou fantasiando algo lúdico e estou sendo inocente, pensar assim é exatamente o que os homens violentos esperam de nós, porque quando eles desmerecem e desqualificam o amor e, nós acreditamos neles, eles conseguem o que querem, e nos oprimem cada vez mais.

Ser forte não é aguentar calado os desmandos dos violentos, é tomar o poder com a astúcia e a perspicácia da inteligência amorosa que tudo soluciona, que cria alternativas assertivas, firmes e producentes para sobrepor a ignorância.

Não estaremos vivos para presenciar a conquista da paz em um mundo sem amor!

Infelizmente ainda teremos que sofrer as consequências dessa distorção que homens e, também, muitas mulheres, fizeram e fazem a respeito do amor.

Para muitos, amor é sinônimo de fraqueza, e quem ama precisa, necessariamente ser passivo, precisa se submeter a quem odeia e se enraivece.

Mas olha só, mais uma grande mentira que nos contaram!

É preciso mudar esse paradigma para que possamos salvar as sociedades da ignorância. É preciso que os bons se indignem e se movam em direção da verdade.

Como disse Nelson Mandela, “OS TOLOS SE MULTIPLICAM QUANDO OS SÁBIOS FICAM EM SILÊNCIO!”.

Precisamos falar sobre as injustiças sociais e precisamos eleger seres humanos com virtudes reais e que conheçam a verdade a respeito do amor.

Se continuarmos colocando o poder nas mãos de pessoas sem escrúpulos e que distorcem a verdade do amor e de Deus, o resultado será mais dor e sofrimento, mais mortes… E seremos responsáveis por permitir o monopólio da ignorância que constantemente toma o poder a força.

Para tanto, homens e mulheres, que são responsáveis pela educação de meninos e meninas, precisam se conscientizar de que se faz urgente a educação a respeito do verdadeiro amor, aquele que vence o medo com a coragem, que vence a tristeza com a alegria, que vence a ansiedade com a esperança, que vence a insegurança com a confiança, e que vence a ignorância com a sabedoria.

Que a paz esteja com todos nós! Tenham certeza meus amigos, o amor sempre vence! Não o amor pela ganancia, baseado nas mentiras do ego, mas o verdadeiro, aquele que é bravo e valente, que transforma realidades positivamente, que compartilha e agrega valor, que respeita a diversidade e acolhe, que multiplica os pães e o vinho… Porque sem esse amor não será possível estabelecer a paz no mundo.

*DA REDAÇÃO RH. Texto de Iara Fonseca – jornalista, escritora e taróloga. Para agendar uma consulta de Tarô Espiritual, envie um direct para @escritoraiarafonseca

*Foto: Cidadãos afegãos fazem fila no passo fronteiriço de Chaman, entre o Paquistão e o Afeganistão, tentando sair do país de avião após o Talibã tomar o poder.- / AFP

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