Como diz o velho ditado: “Não é mentira se você acredita”. Será?

Renato Russo estava certo quando disse que “mentir para si mesmo sempre a pior mentira’. Porque quando você mente para os outros, por um momento, você acredita que está salvo, mas quando você mente para si mesmo, você cria ilusões fantasiosas e, aos poucos, você se perde de si mesmo.

Quem mente para si mesmo sempre se sente sozinho, mesmo estando rodeado de gente. Pior, têm medo da solidão. Não aprecia a sua companhia, porque o personagem que ele criou não inspira nem a sua própria confiança.

Quando você nega a verdade você se sente sozinho. Solidão não é sentir falta dos outros, é sentir falta de si mesmo.

Todas às vezes que você se deixa levar pelas histórias mentirosas que a sua mente cria, você perde a conexão com a sua essência.

Quando você escolhe acolher as próprias mentiras, pensando que elas vão te proteger, você, na verdade, começa a perder a confiança em si mesmo. E quando você se dá conta que não pode confiar em si mesmo, você passa a desconfiar de todo mundo.

O mentiroso fabrica uma verdade inventada, e quer evitar que os outros saibam disso.

Quanto mais mente para si mesmo e para os outros, mais ele cria uma versão falsa da realidade que o distancia do seu verdadeiro eu.

As constantes mentiras que contamos a nós mesmos, nos levam a duvidar até das experiências que acreditávamos ser honestas.

Mentiras possuem prazo de validade, digo isso porque elas não se sustentam por muito tempo. Aos poucos, depois de tanto mentir, vamos perdendo a sanidade, doenças mentais e emocionais começam a aflorar, e saem do nosso controle.

Sentimos que estamos a mercê dos acontecimentos e caímos, literalmente, no jogo que nós mesmos criamos.

Uma pessoa que mente para si mesmo não é feliz e nunca será, por um motivo simples: nós só nos sentimos felizes de verdade quando começamos a dizer a verdade para nós mesmos, mesmo quando dói.

Como diz o velho ditado: “Não é mentira se você acredita”.

Você poderá fingir para si mesmo até vencer uma limitação, por exemplo: dizer constantemente a si mesmo que é corajoso, quando sente medo, até afastar o medo e acessar a coragem. Quando você está com medo, essa afirmação parece mentirosa, mas com o tempo praticando, você passa a acreditar nela e a coragem aparece. Essa “mentira” por tempo determinado, é aceitável.

Mas, a insanidade se revela quando vivemos negando a verdade, quando decidimos construir a nossa vida em cima de uma mentira.

Por exemplo: você está sendo desonesto, mas não quer admitir, vive justificando as suas atitudes dizendo que não está fazendo nada de errado, quando na verdade, está. Se você repete para si mesmo essa mentira, uma hora, você passa a acreditar nela, e mesmo que você seja descoberto, você continuará defendendo essa verdade inventada. Consequentemente, você não aprenderá nada com isso, e continuará sendo desonesto… até que a vida te pare.

Mentir para si mesmo é o que faz manifestar as mais diversas doenças em nossos corpos físicos. Se você está doente, pergunte-se agora:

Quais mentiras eu estou contando para mim? O que eu não quero admitir ser verdade?

Geralmente, basta um movimento honesto para que as dores cessem e as feridas cicatrizem.

Se precisar de ajuda, me chame no direct @rhamuche, e agende uma consulta individual.

*DA REDAÇÃO RH. Texto de Robson Hamuche, idealizador do Resiliência Humana, terapeuta transpessoal e Constelador Familiar. Foto de Taras Chernus no Unsplash

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Robson Hamuche é Terapeuta transpessoal com especialização em constelação familiar, compõe a equipe de terapeutas do Instituto Tadashi Kadomoto (ITK). É também idealizador e sócio-proprietário do Resiliência Humana, grupo de mídia dedicado ao desenvolvimento humano, que reúne informação de qualidade acerca de todo o universo do desenvolvimento pessoal, usando uma linguagem leve e acessível.