Celulites? Sim, eu tenho! Estrias? Sim, eu tenho! Flácida? Sou também! Sou mulher!

Resiliência Humana

Celulites, estrias, flacidez, rugas e pés de galinha são sinais de vida longa, enquanto muita gente não terá a felicidade de sentir isso na pele.

Preocupe-se com a sua essência, pois isso é a libertação para você se sentir plena e irresistível.

Por Simone Guerra

A perfeição existe para quem acredita nela, e depende do ponto de vista de cada um, assim como existem gostos diferentes para se sentir perfeita.

Não existem pessoas perfeitas, mas existem pessoas que encantam a gente e, pensando assim, podemos concluir que esses padrões ditados pela sociedade, pela cultura, pela TV e por pessoas que não têm nada melhor para fazer, não passam de enganação e escravização.

Todos os dias vemos um mundo estranho em que para ser bonita e estar em forma, tem que ser magra, definida, esguia, plastificada, mumificada ou tudo ao mesmo tempo.

Ninguém inventou ainda que comer com vontade, de tudo um pouco e ter marcas pelo corpo é mais humano do que ser seduzida por padrões de beleza que apenas nos fazem paranoicas e doentes.

Toda mulher tem celulites, tem estrias, tem flacidez…e quem falou que isso é feio? Feio é ser infeliz, ser mal humorada ou não ter capacidade de se entregar por vergonha de mostrar as marcas originais.

Feio é ser arrogante, chata e intragável. Tantas coisas que precisamos arrumar dentro da gente ao invés de nos apegar a coisinhas que são mais naturais do que pensamos.

Essas marcas do tempo nos nossos corpos podem nos incomodar e podem desequilibrar nossa autoconfiança, é verdade. Cuidar do corpo e da saúde faz bem para a alma, alimenta o ego e melhora a autoestima.

Fazer aplicações, massagens, lasers e tantas outras possibilidades mais, é necessário quanto isso tudo nos faz plenas, mas viver em função da perfeição e se auto-escravizar para viver dentro de padrões ditados pela mídia e por pessoas que não têm o que fazer, é perder-se de si mesmo.

Cuidar de você, reparar, recauchutar, faz muito bem, mas viver em função de aplicações, cirurgias e dietas absurdas é permitir-se patética demais.

Não adianta fazer tratamentos e procedimentos, se dentro de você existe tristeza sufocada, se a dieta te faz mal humorada e frustrada, ao invés de ser meta alcançada, se não acredita em si mesma, se há mais agitação nos seus sentimentos do que amor, se há punição pessoal por ter ganho algumas gramas ou alguns quilos a mais.

Não adianta um corpo perfeito se o seu íntimo precisa melhorar. Não adianta querer ser bonita, ter corpo invejável ou ser mulher maravilha, se você não passa de superficialidades e falta amor-próprio. Não adianta ser perfeita, se por dentro é tudo integral e light sem sabor de viver de fato.

Toda mulher que se preza tem celulites, estrias, flacidez e outros detalhes a mais, mas também temos um coração que ama e que entrega, que é mais importante do que esses incômodos que a idade ou a estrutura física nos proporciona. Detalhes pelo corpo são melhores do que mulheres “perfeitas”, superficiais e rasas.

Antes um corpo marcado pela idade, pela gravidez e pela genética, do que alguém com vida limitada pela falta de vontade, pela falta de emoção, pela maldade, pela mentira, pela insegurança.

Antes uma mulher marcada pelas celulites, estrias e flacidez, do que não ter histórias para contar ou ser perfeita sem ser feliz.

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