Casamento não é seguro de vida, diploma de conclusão de curso, nem previdência privada para a velhice. Portanto, ninguém realmente precisa de um casamento para se sentir completa.

O que nós precisamos é começar a difundir mais essa verdade e dizer para nossas meninas que elas precisam estudar, se tornar independentes, focarem nelas, e aí sim, decidirem se querem se casar ou não.

Casamento também não é cartão de crédito sem limite, nem milhagem infinita rsrs.

Então, por que será, que ainda hoje, muitas mulheres fazem do casamento o grande objetivo de suas vidas?

E muitas vezes param o que estão fazendo, faculdade, trabalho, cursos, simplesmente anulam seus projetos pessoais para casarem.

Casamento é uma ação natural da vida, do fluxo. Não deve ser a única meta, a “supra meta” de uma vida.

Desde pequenas somos condicionadas a crer que só seremos completas o dia que tivermos cumprido o script pré programado: Escola, casamento, filhos, velhice, netos, morte. Pronto.

Se não for assim, uma mulher não pode se considerar uma ‘mulher’. Temos que casar e sermos mães obrigatoriamente. E a verdade, real mesmo, é que muitas vezes só vamos parar se era o que queríamos ou não, depois que já casamos, depois que já tivemos filhos, depois que já passaram algumas décadas de nossas existências.

Ser independente, ter uma profissão, ser ambiciosa, priorizar a si mesma, não anula o papel de esposa. Dá para ser os dois. Mas, infelizmente, o que vemos, é que muitas vezes o papel de esposa anula todo o resto.

E o que eu mais vejo e converso com minhas leitoras é que, mais cedo ou mais tarde, tudo o que nos negligenciamos vem cobrar a conta e deixa verdadeiros rombos na alma.

Aquele vazio quando finalmente olhamos para dentro de nós. Já passou de hora de ensinarmos às nossas meninas que quando elas fizerem um prato gostoso, não estão “prontas para casar” antes, elas estão prontas para morarem sozinhas, ajudarem em casa, fazerem um jantar legal para os amigos…é cultural e está enraizado na nossa sociedade.

Precisamos mudar essa mentalidade arcaica. E como fazemos isso? Com diálogo. Com informação, com exemplo.

Sororidade e empoderamento precisam começar em casa. ❤

*DA REDAÇÃO RH. Texto de Bruna Stamato. Foto de Jon Ly no Unsplash

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