Às vezes o motivo de não terminar um relacionamento é acreditar na promessa da mudança.

Thamilly Rozendo

Muitas pessoas não conseguem se desligar de relacionamentos tóxicos, seja por acreditarem que o outro vai mudar, que as coisas vão melhorar ou porque não conseguem ver a sua vida sem aquele alguém.

A verdade é que você existia mesmo antes de conhecer essa pessoa. Você sabe que esse relacionamento só te faz mal e que você não é feliz. Talvez você tenha alguns momentos bons, mas no fundo você sabe que isso não é suficiente. Mas como dói pra você pensar na possibilidade de um fim, não é mesmo? Como é difícil se ver sem esse alguém. Como dói pensar em seguir a vida sem essa pessoa. Mesmo sabendo de todos os males que esse alguém o faz. Mesmo vivendo um amor morno cheio de ajustes e reajustes que parece não estar na média certa nunca. Eu entendo o quanto isso esteja doendo, o quanto você já suportou em nome do tal do “amor” que de amor não tem nada. Eu imagino o quanto você já acreditou em mudanças e o quanto se desdobrou em mil para fazer dar certo. Então meu conselho é: Liberte-se. É esse o conselho que tenho para você.

Vai doer, mas também vai passar. Conviver com um amor mais ou menos não é o que você deseja para o resto da sua vida, pode acreditar. Pode bastar hoje, mas amanhã esse fardo será pesado demais. Chega de adoecer, de chorar e de ficar triste. Chega de dúvidas sobre o fato de realmente ser amado (a). Você merece certezas. A gente pode ser incerto quanto ao sabor da pizza, a roupa, mas no amor não. Amor exige certeza.

Às vezes é preciso deixar algo que achamos ser tudo em nossa vida ir para percebermos que na verdade aquilo não era nada. Que aquilo que achávamos ser o nosso mundo, não passa de um pedacinho dele e que a sua ausência é necessária para que a gente consiga enxergar o nosso mundo, a nossa beleza e não perder a nossa paz. Não confunda amor com comodismo, dependência ou apego. Você não precisa dessa tempestade toda não. Liberte-se.

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Thamilly Rozendo
Estudante de psicologia, apaixonada por artes, música e poesia. Não dispensa um sorvete e adora um pastel de feira com muito requeijão, mesmo sendo intolerante a lactose. Tem pavor de borboletas, principalmente as no estômago.