Às vezes mudamos tanto para agradar aos outros que, um belo dia, sentimos falta de nós mesmos…

MARIAH ANDRADE

Às vezes mudamos tanto para agradar aos os outros, que em uma noite qualquer, acabamos sentindo falta de nós mesmos…

E lá vêm aqueles questionamentos mais íntimos e secretos que só somos capazes de falar trancados no nosso quarto ou em frente ao espelho do banheiro.

Aí questionamos tudo, cores, músicas, sonhos, atitudes e mil gritos contidos na garganta vem à tona… daqueles só conseguimos colocar para fora criando um oceano de lágrimas ou com versos e prosas que deixamos escondidos em nossos diários secretos, em enigmas ocultos em nosso subconsciente, que tentamos o tempo todo brigar com as verdades que deixamos passar despercebidas.

Para não criar guerras extras, elas se tornaram guerras internas, as quais você não consegue determinar, onde começou o furacão e muito menos onde vai parar…

Quero fazer a você um pedido; não se contente em ser brisa se nasceu para ser furacão! Não bata de frente consigo, isso é prejudicial à sua saúde e ao seu amor-próprio.

Se estiver jogando e não achar que tem as cartas certas para vencer, não se sinta intimidado (a) com isso, vire a mesa de jogo, siga seu caminho você não é obrigado a vencer sempre.

Se não consegue nadar no mar de emoções, crie um maremoto e se permita chegar à beira da praia, sem se importar com o estrago feito. Quem estiver do seu lado tem que ser bom marinheiro, para lhe seguir e não se afogar.

Faça algo que lhe pareça estranho e medonho todos os dias, isso vai tirar você da sua zona de conforto.

Desafie a si mesmo a ser cada dia melhor em tudo que lhe traz euforia e felicidade, grite consigo pelo menos duas vezes ao dia, pode um: “É isso menina parabéns!” Ou uma bronca tipo: “De novo? Vai repetir esse erro?”

Peça a si explicações de alguns dos seus atos, repita em voz alta o que lhe falta, o que lhe dói, o que você deixou de fazer. Pergunte a si mesma se está cuidando da sua aparência, faça a si mesma mil críticas e elogios, mas não se permita desistir de algo que o(a)faça sorrir.

Não há nada mais cruel do que se deixar esquecer, perder-se ou se anular ao ponto de um dia acordar, no meio de linda manhã de domingo e precisar voltar para cama e para seus sonhos, pois a realidade do mundo aqui fora, já não lhe parece tão desafiante.

Não esqueça o quanto o mundo precisa da sua diferença, da sua eloquência, sua insanidade, daquela liberdade de escolha, que o(a) faz ser em bilhões de outras pessoas, uma nova e melhor versão de si mesmo(a) faz o som sua respiração ofegar ou suspirar, a doce sensação de pode salvar o dia daqueles,que só precisam de um sorriso seu para ter a certeza de dever cumprindo, pois você espalhou alegria e felicidade ao mundo.

E fazendo isso, seu mundo de fora se une ao de dentro, formando uma identidade que é lhe íntima e particular, pois você é única pessoa capaz de se entender, a única a quem pertence e ficará consigo mesmo em todos os momentos do seu viver.

Você pode ser única e permanente para o que é agora e para o quiser ser no seu futuro. O tempo que você dá ou recebe de alguém é você quem determina, pois a vida é ação com infinitas modificações constantes… ou você está indo ou você está vindo de algum lugar e aqueles que cruzam nosso caminho, só devem observar a nossa chegada e partida de suas vidas.

O tempo disso é determinado por ações, atenções e sentimentos. Então, para que mudar tanto ao ponto de ser perder, se não ficamos no mesmo lugar para sempre?

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MARIAH ANDRADE
Sempre que perguntam como ela se tornou escritora, Mariah responde: “Escrever livros é uma benção, um milagre. Livros é a forma que Deus deixou para que pessoas mais sensíveis conseguissem se comunicar com seu mundo interior e exterior, buscando ter uma vida cheia de sentimentos e verdades, ao qual nunca saberemos ao certo o que é realidade e o que é fantasia, mas feliz em saber que sua mensagem será entregue ao mundo mesmo depois que deixar de existir.”