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Às vezes, as coisas não dependem de tempo, mas sim de uma atitude

Dizem por aí, aos quatro ventos, que o tempo é o senhor da razão, que ele põe as coisas em seus lugares e mostra as verdades, mas isso não significa, de modo algum, que devemos nos comportar como meros espectadores de nossas próprias vidas. Somos os protagonistas de nossa jornada, ou seja, o tempo nos mostrará não o que ele fez e sim o que nós mesmos fizemos de nossas vidas.

Precisaremos nos afastar de certos conflitos e situações problemáticas para podermos recobrar nossos sentidos e buscar soluções em vez de fugir ao que nos incomoda, sem tentar intervir no que pode e deve ser mudado. Temos que enfrentar as situações que nos afligem como sujeitos ativos, analisando nossas responsabilidades, assumindo nossa parte e mudando para melhor o que em nós for negativo.

Temos uma enorme influência na vida de quem nos rodeia, pois não vivemos isolados do todo. O que fazemos reflete em tudo e em todos que se encontram à nossa volta. Postarmo-nos como público passivo, como se estivéssemos em frente ao que não tem a ver conosco, ao que não recebe nossa interferência, é cômodo, porém estéril, vazio de sentido. Dessa forma apenas limitamos e neutralizamos o melhor que temos dentro de nós e que merece ser compartilhado.

Em diversas situações, teremos tomar uma atitude imediata, de forma segura e nem sempre simpática, para que não percamos pessoas, para que não sejamos injustiçados, para que não nos desrespeitem, para que não abusem de nossa solicitude, para que sobrevivamos, enfim. Mesmo que doa, é assim que evitamos arrependimentos futuros e lamentações sobre o que poderíamos ter dito, ter feito, ter vivido.

Saber que o tempo contribuirá à verdade e à justiça é preciso, mas tendo a certeza de que fizemos a nossa parte em contribuição ao que virá. Porque ficar assistindo à passagem do tempo, aguardando providências sobrenaturais, sem agirmos, fará com que o que nos aguarda esteja impregnado pelas nossas omissões e covardias. E assistir ao tempo perdido traz muita tristeza, muitos arrependimentos, além da impotência frente ao que já é tarde demais. Como dói o tarde demais…

Prof. Marcel Camargo

Graduado em Letras e Mestre em "História, Filosofia e Educação" pela Unicamp/SP, atua como Supervisor de Ensino e como Professor Universitário e de Educação Básica. É apaixonado por leituras, filmes, músicas, chocolate e pela família.

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