Aquele que se preocupa em retribuir um favor entendeu o valor da reciprocidade!

Relacionar-se com as pessoas é o maior desafio da vida. São as relações que nos trazem os maiores e melhores conflitos, mas toda e qualquer relação só encontra equilíbrio e saúde na reciprocidade.

É desafiador se relacionar porque não importa o quão próximo você é, ou quanta intimidade tem, sempre haverão momentos de discordância entre as partes e, que um ou o outro, não entenderão as necessidades dessa relação.

A reciprocidade nem sempre acontece porque as pessoas tendem a querer oferecer ao outro aquilo que elas gostariam de receber, mas como as pessoas são diferentes e únicas, na maioria das vezes, o que oferecemos ao outro não é exatamente o que ele gostaria de receber.

Para que a reciprocidade favoreça as relações precisamos estar atentos as necessidades dos outros, e não ao que a gente deseja e acredita que o outro precisa. É preciso entender o sinais, fazer perguntas, tecer uma compreensão mais profunda a respeito do momento de vida do outro.

A lealdade é um dos pilares da reciprocidade. Quando somos leais aos nossos sentimentos e ao outro, queremos demonstrá-los através de ações.

Nosso amor pode encontrar expressão no cuidado, no carinho e na ajuda. Geralmente, ofertamos o que queremos ou o que precisamos receber, mas é preciso estar atento ao que o outro deseja receber, senão, estaremos apenas satisfazendo o nosso ego com a ajuda prestada. E o outro se sentirá invadido e não, ajudado.

A cada dia um tijolo pode ser assentado na construção dessa liga que une dois ou mais seres. Quando nos atentamos a necessidade do outro, as faltas que lhe geram preocupação ou sofrimento, e perguntamos a ele “COMO EU POSSO TE AJUDAR?”, as relações se tornam mais fáceis.

Ouvindo do outro o que ele precisa, podemos avaliar se temos condição de ajudá-lo ou de retribuir qualquer ato amoroso que ele tenha nos ofertado.

Caso entendamos que não temos condições de ajudar nesse momento, procuraremos outras pessoas que podem, e apresentaremos a ele essa opção, sem que ele tenha a obrigação de aceitar essa ajuda.

Quando buscamos suprir ou atender uma necessidade do outro, sem que sermos solicitados, precisamos, antes de mais nada, perguntar ao outro se ele deseja essa ajuda, esse é o maior sinal de que esse alguém é muito importante para nós.

Quando efetivamente nos importamos em demonstrar o quanto nos preocupamos, o quanto o outro pode contar conosco, talvez podemos criar uma expectativa de receber o mesmo que ofertamos. Mas a reciprocidade não se funde em expectativas, se trata de doação amorosa e desinteressada.

Quando entendemos o valor da reciprocidade percebemos que cada um só pode oferecer o que tem, e então, paramos de cobrar que o outro nos ofereça exatamente o que oferecemos a ele, simplesmente porque somos diferentes e não podemos cobrar atitudes iguais de pessoas diferentes.

Quando oferecemos o que temos e aceitamos receber o que o outro possui de melhor, passamos a nos relacionar com fio de verdade e confiança, e sentimos o outro como um manto que nos cobre nos momentos em que nos habita as incertezas geradoras de medo.

Se entregar a solidariedade, amizade, empatia é se saber importante, é se sentir valiosa para alguém em que, em algum momento, promoveu os melhores sentimentos em nós, e que trouxe tanto conforto e significância a nossa existência.

A reciprocidade é sempre o que sustenta o nosso entusiasmo quando o corpo não suporta a realidade.

Relacionamento exige reciprocidade, mas é preciso entender que retribuir um favor, não necessariamente, se trata de devolver na mesma moeda, e sim, oferecer o que você pode, o que você tem de melhor dentro de si, e muitas vezes, o seu melhor é diferente do melhor do outro.

Entendendo isso, você parará de exigir que o outro te ofereça o mesmo amor que você dá pra ele, a mesma atenção, a mesma dedicação, porque você compreendeu tudo, que somos diferentes, e que existem muitas formas de amar, muitas formas de ajudar.

Aquele que retribui um favor compreendendo quais são as necessidades do outro, e não simplesmente, tecendo uma compreensão rasa diante daquilo que o outro deseja, demonstra que entendeu o valor e a importância da reciprocidade.

Reciprocidade não se cobra, muito menos se exige, mas ela sempre vem de pessoas boas e conscientes, portanto, não se demore onde não houver quem lhe seja recíproco.

*DA REDAÇÃO RH. *texto de Fabiano de Abreu – Doutor e Mestre em Psicologia da Saúde pela Université Libre des Sciences de l’Homme de Paris; Doutor e Mestre em Ciências da Saúde na área de Psicologia e Neurociência pela Emil Brunner World University;Mestre em psicanálise pelo Instituto e Faculdade Gaio,Unesco; Pós-Graduação em Neuropsicologia pela Cognos de Portugal; Três Pós-Graduações em neurociência,cognitiva, infantil, aprendizagem pela Faveni; Especialização em propriedade elétrica dos Neurônios em Harvard; Especialista em Nutrição Clínica pela TrainingHouse de Portugal. Neurocientista, Neuropsicólogo, Psicólogo, Psicanalista, Jornalista e Filósofo integrante da SPN – Sociedade Portuguesa de Neurociências – 814, da SBNEC – Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento – 6028488 e da FENS – Federation of European Neuroscience Societies-PT30079. E-mail: [email protected]

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Fabiano de Abreu Rodrigues é psicanalista clínico, jornalista, empresário, escritor, filósofo, poeta e personal branding luso-brasileiro. Proprietário da agência de comunicação e mídia social MF Press Global, é também um correspondente e colaborador de várias revistas, sites de notícias e jornais de grande repercussão nacional e internacional. Atualmente detém o prêmio do jornalista que mais criou personagens na história da imprensa brasileira e internacional, reconhecido por grandes nomes do jornalismo em diversos países. Como filósofo criou um novo conceito que chamou de poemas-filosóficos para escolas do governo de Minas Gerais no Brasil. Lançou o livro ‘Viver Pode Não Ser Tão Ruim’ no Brasil, Angola, Espanha e Portugal.