Aquele que mais te incomoda é o que mais te ensina! Não seja aquele que só aponta os defeitos!

Você já se deparou com uma pessoa que te incomoda demais? A um ponto que, qualquer coisa que ela diga ou faça, te irrita de uma forma assustadora?

Você já apontou alguém como sendo a causa para o seu descontrole emocional?

Vou te contar uma verdade QUE PODE SER DIFÍCIL DE ENGOLIR: Ninguém nesse mundo é culpado pelo seu desequilíbrio interior. Tudo o que você sente em relação a alguém é um reflexo do que acontece dentro de você. É você que se incomoda, não é o outro que te incomoda.

Isso que você sente não é culpa do outro, por mais que você queira culpá-lo e até pareça que ele tem culpa, na verdade, o que você sente em relação a algo ou alguém é de sua inteira responsabilidade.

E você pode até ficar brava (o) comigo, e jogar na “roda” milhares de justificativas que são até plausíveis, como: “Essa pessoa é muito difícil”, “Ela é extremamente abusiva, tóxica, invasiva”, “Ela faz de tudo para me aborrecer”, “Ela quer ser melhor do que os outros”, “Ela fala mal dos outros”, “Ela tem manias que me irritam” – Você pode dizer o que quiser, e pode até ter razão nos seus julgamentos, mas em verdade te digo, essa pessoa só te incomoda tanto porque você permite.

Ela só consegue te atingir porque dentro de você existe um interruptor onde a “voltagem” da frequência energética dela se encaixa.

Você pode até achar balela isso que estou dizendo, mas pare um minuto para pensar:

Essa pessoa consegue irritar todo mundo, ou existem pessoas que se dão bem com ela, que gostam dela, e que fazem dela uma prioridade?

Se existem pessoas que gostam dela e se identificam com o teor das suas conversas, se ela consegue fazer bem para alguém, ela não deve ser de todo mal, apesar de você se sentir mal na presença dela. E mesmo que outras pessoas do seu convívio pensem o mesmo dela, o fato é que, ela, como todos nós, muitas vezes, despertamos no outro, emoções e sentimentos que o outro tenta esconder.

Quando uma relação nos causa desconforto, ao invés de reagirmos jogando pedras, envenenando os outros contra ela, e espalhando o veneno que tenta tomar conta de nós, deveríamos nos colocar de outra forma.

Deveríamos nos perguntar o que na atitude do outro se espelha dentro de nós a ponto de nos causar tamanho desconforto.

As pessoas que já desenvolveram a inteligência emocional são mais felizes porque conseguem perceber no outro um espelho e não um adversário a ser combatido.

Elas se sentem confortáveis no desconforto e por isso são capazes de transformar relações tóxicas em relações onde o que impera é o respeito mútuo.

Como elas fazem isso?

Elas traçam um paralelo entre a atitude do outro e a irritação que sentem. E principalmente, colocam na frente a primeira premissa do autoconhecimento que é a “autorresponsabilidade”, ou seja, elas já compreenderam que não é o outro que é isso ou aquilo, sou eu quem ainda não consigo lidar com a forma do outro ser e por isso me incomodo tanto.

Sou eu quem não aceito a forma que o outro pensa, sou eu quem não tolero o jeito do outro ser, e tudo isso só quem pode resolver, sou eu mesmo.

O outro não vai deixar de ser quem ele é só porque eu quero.

E o que eu posso fazer?

Eu posso mudar a forma como eu me sinto em relação a ele.

Eu posso me afastar, posso tentar colocar o meu ponto de vista, posso evitar o contato, mas o que eu não posso de jeito nenhum é apontar os defeitos que eu vejo no outro. Ou pelo menos, não deveria.

Tem gente que adora apontar os defeitos nos outros. Apontar os defeitos se tornou um vício meio doentio que a leva a criticar o outro de uma forma destrutiva, excluir e desdenhar das atitudes alheias.

Vou usar um termo aqui muito conhecido ultimamente para ilustrar, elas sentem prazer e adoram “cancelar” aqueles que as “incomodam” ou “irritam”.

Se a simples presença de uma pessoa te incomoda ou te irrita, o problema não está na pessoa, o problema está em você.

E se você é uma pessoa que se irrita facilmente, você com certeza já deve estar irritada comigo.

Normal.

Mas entenda uma coisa:

A sua irritação só prova uma coisa: a sua intolerância e a sua incapacidade de aceitar que o outro discorde de você, ou pense diferente, ou tenha outros interesses na vida.

E eu já adianto que não sou a dona da verdade e nem quero ser, por isso, aceito que você discorde disso tudo que eu estou escrevendo aqui.

Porém, uma coisa é certa, as pessoas que mais me incomodaram nessa vida foram as que mais me ensinaram. E sabe por que eu aprendi com elas? Porque eu me permiti ouvir sem julgar.

Faça o teste se você se discorda de mim:

Se abra para aprender com aquele que te desafia e evidencia áreas da sua personalidade que até você desconhece!

Não falo para você tentar concordar com ele não. Falo para você simplesmente parar de julgar, parar de colocá-lo como causa das suas aflições quando ele é apenas um circuito.

Explico melhor:

O outro é um circuito e não a causa do seu descontrole emocional porque quando a ação dele, ou o jeito dele ser, te desequilibra, dentro de você é como se acontecesse um “curto circuito” que te impulsiona a agir de uma forma que você não agiria com alguém com quem você se identifica.

Sabe aquela história? Basta uma faísca para tudo pegar fogo.

Por isso, as pessoas que entram em “curto circuito” com frequência, muitas vezes, preferem ficar sozinhas, justamente para não terem que lidar com emoções que, em suas cabeças, são despertadas pelos outros.

Mas o fato é que, mesmo quando elas se afastam, na solidão dos seus pensamentos, “o curto” continua acontecendo, porque só de lembrar da outra pessoa, elas já ficam desconfortáveis, e isso me leva a crer que o problema não está no outro, está dentro delas.

Sabe por quê?

Porque o autoconhecimento não se faz sozinho.

Por mais que seja necessária e importante a meditação solitária, e eu sou uma das que a pratica todos os dias, as relações humanas são essenciais para a nossa descoberta em si!

Mas quando o outro nos incomoda demais, a tendência é que fiquemos o tempo todo apontando os defeitos dele, e se essa pessoa é alguém muito próximo, da família, do grupo de amigos, ou do trabalho, não fique indignado caso ele decida sair da sua vida sem te dar explicação, ou comece a fazer o mesmo com você, expondo seus defeitos para os outros!

Porque quando você aponta constantemente os pontos fracos das pessoas, que por sinal, todos nós temos, inclusive você, elas se afastam ou te hostilizam porque percebem a sua falta de empatia!

Se for para falar alguma coisa, fale palavras que motivem, que incentivem, que façam acordar no outro uma versão ainda melhor!

Não a versão que você acha que ele tem que ser, mas a versão que ele quer ser, e que o fará ainda mais feliz!

Os maiores conflitos nas relações nascem quando um quer provar para o outro que está certo!

A vilania do dono da verdade se encontra com a tirania de quem se vê encurralado tendo que aceitar a posição de estar sempre errado!

Fale bem dos outros e para os outros!

A verdade não é dura quando dita com doçura!

A honestidade também pode ser amorosa!

E para o seu próprio bem, pare de julgar aquele que te incomoda!

Se está te incomodando de propósito, fale abertamente sobre o assunto com amor. Mas se a atitude dele só incomoda a você e a mais alguns que compraram os seu argumentos, por favor, coloque a mão na consciência e pare de apontar os defeitos que, às vezes, só você vê no outro.

E se a sua justificativa for que você falou mal do outro para uma amiga só para saber se ela também sentia a mesma coisa, você já está cavando uma cova rasa aí, porque você disseminou uma discórdia que talvez não aconteceria se você não tivesse jogado a semente.

Você vai entender, se você se permitir, o tanto que a prática do “não julgamento” é libertadora!

Vale a pena viver sem julgar, sem apontar o dedo, sem querer estar certo e principalmente, sem atirar a mesma pedra que já te atiraram.

Se abra para aprender com aquele que te incomoda, ele não está na sua vida por acaso, simplesmente porque acaso não existe.

Quando você foca nos pontos fracos das pessoas, elas se afastam porque percebem a sua falta de empatia, mas quando você foca nos pontos fortes das pessoas, elas se tornam fonte de inspiração. Você ganha, e elas crescem!

Experimente!

*TEXTO DE IARA FONSECA. *Foto de Sarah Cervantes no Unsplash

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