Apressa-te a viver bem e pensa que cada dia é, por si só, uma vida.- Sêneca

Karen Padilha

Mas uma coisa é verdade, não podemos viver no fundo do poço sentindo alto-piedade pelo que aconteceu para sempre.

Sobre o que escrever? Essa pergunta paira sob minha cabeça constantemente. Sempre gostei de escrever, sempre tive emoções, sentimentos, experiências que gostava de expressar pela arte de escrever.

Em algum momento sinto que perdi aquela mágica que me fazia sentar, pegar meu computador e simplesmente escrever.

Não parei de viver, de sentir as coisas, tudo continua acontecendo só que de uma maneira mais dolorosa, porque tudo acontece dentro de mim, não sou mais capaz de expressá-las.

Agora sinto que chegou a hora de recuperar tudo o que eu perdi, meu talento e minha paixão pela escrita, minha vontade e uma forte necessidade de realizar ideias no mundo da realidade concreta.

Acredito que parte de eu ter perdido minha vontade de escrever, de ter perdido aquela mágica de que falei seja devido a essa ‘couraça’ de defesa que desenvolvi e se manifesta como desconfiança e como uma tendência a manter um pé atrás diante de pessoas muito agressivas. Aconteceram muitas coisas que me inclinaram a não acreditar mais nas outras pessoas, nas promessas, palavras, a não acreditar em ninguém mais além de nós mesmos.

Quando experienciamos um grande choque na vida, ficamos muito vulneráveis e nos esquecemos de quem somos, do que gostamos de fazer, nos esquecemos de viver e passamos a ser uma pessoa viajante nessa terra. Sem rumo, sem perspectiva, som sonhos, metas… nos esquecemos de tudo isso, mas não porque queremos e sim porque nos fizeram querer esquecer, querer não mais viver.

Essa fase de esquecimento de quem somos, do que queremos, de viver a nossa vida que temos depois daquele grande choque que citei acima, não passa tão rápido e pra ser franca, eu nem sei se passa.

Mas uma coisa é verdade, não podemos viver no fundo do poço sentindo alto-piedade pelo que aconteceu para sempre. Vai chegar a hora de se reconstruir novamente, e agora com uma coisa muito importante ao lado ‘o conhecimento ‘, ‘a experiência ‘.

Tudo aquilo que lá atrás te levou para o fundo do poço de hoje será tudo aquilo que irá te reerguer, pois você aprendeu alguma coisa e sairá mais firme, mais consciente , inteligente e forte para começar de novo.

Não existe outra maneira de aniquilar uma dor por completo se não sentirmos ela inteiramente até o fim.

De tudo o que eu aprendi e sempre tenho em mente é que o tempo é uma coisa valiosa e definitivamente tudo aquilo que vivemos, todos os desafios que enfrentamos, cada segundo que ja se foi enquanto eu escrevo esse texto e enquanto você lê, será eventualmente uma lembrança de um tempo que já se foi.

Nosso presente diário é o tempo, com ele podemos fazer e ser o que quisermos, afinal viver é isso, significa para todos nós, transformarmos constantemente o que somos e o tempo nos permite isso. É realmente uma dádiva.

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Karen Padilha
Sou Karen Padilha natural de Cotia-sp , formada em Introdução a Filosofia ( University of Edinburg – Londres), Introdução a Psicologia ( University of Toronto), Origens da vida no contexto cósmico (USP) e Inglês ( Mayfair School of English- Londres). Áreas como filosofia, psicologia e astronomia são fontes de inspiração para meus projetos. Recentemente acabo de publicar meu primeiro livro , ‘’ O que fizeram de mim? Reflexões sobre traumas e transformações” , pela editora novo século , na categoria de Talentos Da literatura Brasileira. Escrevo para o site ‘’ O Segredo’’, ‘’Kacosmic.com’’, ‘'Entrelinhas literárias’’ e ‘’ Academia do Aprendiz’’. Minha Página no facebook chama ‘’ YOUNIVERSE’’ , meu facebook pessoal ‘’ Karen Padilha’’ e meu instagram ‘’Karenppadilha’'.