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Aprendi a ser menos radical e mais resiliente. Não se muda o mundo nem as pessoas, apenas a si mesmo

Quando jovem, eu costumava acreditar que, se o lugar não estava bom para mim, era hora de mudar. E não tinha medo algum: mudava de trabalho, trocava a faculdade, a cidade e até mesmo os relacionamentos. E lá se foram muitas aventuras, algumas desvairadas, mas todas de grande aprendizado.

Com o tempo, aprendi a ser menos radical e bem mais resiliente. Afinal, não se muda o mundo nem as pessoas, apenas a si mesmo. Será? Até que ponto isso é verdade?

A maturidade e tapas na cara também nos deixam traumatizados, apreensivos e com medo.

Por vezes, imaginamos ser cautelosos, quando, na verdade, apenas adiamos uma mudança benéfica e necessária.

Em tempos de transição planetária, de uma nova era e de discursos espiritualistas e otimismo sem fim, não se vive mais o desperdício do tempo. Felicidade e plenitude não duram para sempre, mas sofrimento e solidão também não deveriam durar mais do que o que faz feliz.

Recentemente, vivi uma situação que acabou durando mais do que deveria em minha história. Estava numa situação em que não gostava e num ambiente que hoje, mais do que antes, percebo que era hostil à minha maneira de ser e pensar. Por forças externas, eu me retirei, quando poderia ter me retirado antes, pelas minhas próprias decisões. Com gratidão e respeito pelo lugar e ensinamentos, mas com o devido fim.

Não temos vida a perder. O tempo tem passado mais do que nunca. O viver se esvai a cada dia, bem como as possibilidades de se ter os poucos momentos que fazem toda uma vida valer a pena.

É importante a fé de que uma mudança de rumo sempre nos levará a um lugar melhor, mais apropriado ao que se é, ao que se pensa e se acredita. Quantos de nós estamos vivendo em lugares inadequados, forçando um encaixe que jamais irá acontecer? Estamos indo na contramão de tudo em que acreditamos em nome da sobrevivência ou dos desejos e regras de uma sociedade com valores distorcidos.

Se não formos nós mesmos a consertar a nossa vida, quem o fará? Com sorte, o destino!

Mas pode ser que até esse momento oportuno, mais de você mesmo já tenha se perdido.

Depressão é um sinal de dor, do desencontro consigo mesmo numa sociedade que nos força ao irreal, invertido e superficial.

É responsabilidade nossa a pergunta deste artigo, bem como sua resposta e a mudança para onde quer que seja, a fim de que esta resposta seja um sorridente “sim, eu estou no lugar certo, sendo quem sou, sendo quem desejo ser e vivendo os valores em que acredito!”

Estar no lugar certo é a plenitude da fé, da crença de que o fluir da vida acontece em nós mesmos, quando por dentro tudo está no devido lugar.

O resto é fluidez, segue como um rio.

Carolina Vila Nova

Brasileira, 41 anos, formada em Tecnologia em Processamento de Dados, pós-graduada em Gestão Estratégica de Pessoas. Atua numa multinacional na área administrativa como profissão. Escritora, colunista e roteirista por paixão. Poliglota. Autora de doze livros publicados de forma independente pelo Amazon, além de quatro roteiros para filme registrados na Biblioteca Nacional. Colunista no próprio site www.carolinavilanova.com e vários outros. Youtuber no canal Carolina Vila Nova, que tem como objetivo divulgar e falar sobre as matérias do próprio site.

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