Ansiedade que paralisa: O que devo fazer para controlar as crises e não sentir tanto medo de tudo?

Fabiano de Abreu

Parte do nosso cérebro primitivo, a ansiedade é uma reação natural do corpo e está ligada ao nosso sistema de alarme e preservação da espécie. É como um alerta interno, um impulso de autoproteção.

Orientada pelos hormônios adrenalina, noradrenalina e cortisol, essa resposta ao imediato nos orienta para tomarmos decisões e termos iniciativa para lidar com as circunstâncias inesperadas da vida.


Uma espécie de alarme primitivo que deve nos motivar, a ansiedade, muitas vezes, nos paralisa.

É assim que surgem os transtornos por não conseguir cumprir as tarefas cotidianas, o medo, o pavor, a síndrome do pânico e tantas outras enfermidades da mente.

Doenças crônicas ligadas à ansiedade estão cada vez mais presentes nos tempos atuais. E por que será que algo que deveria nos abrir os olhos para agir acaba tendo efeito contrário, nos bloqueando e deixando sem ação?

Usando o Brasil, país onde há mais pessoas com transtornos de ansiedade como exemplo, consigo enxergar o acúmulo de informações como um dos fatos geradores desses inúmeros casos.

As mídias sociais e a internet, as questões políticas e sociais agravam ainda mais essa situação. Além de tudo, a briga pela sobrevivência, essa competitividade contínua, onde tudo é muito caro e difícil e funciona mal… É engarrafamento nas ruas, plano de saúde que não atende às necessidades das pessoas, companhia de celular que não funciona, serviços públicos e privados ruins enquanto você tem que trabalhar, se sustentar e sobreviver.

O acúmulo de informação mais o acúmulo de problemas é igual à perda de identidade. O resultado dessa equação só pode ser um: dificuldade de agir.

Alguns ensinamentos são importantes nessa jornada e me ajudaram a combater as inúmeras crises de ansiedade que tive desde a infância.

É importante saber que:

Ninguém consegue dar resultado o tempo inteiro;

Não podemos nos penalizar porque ‘a vida é curta’ e temos que aceitar qualquer situação;

Existe um limite humano para cada um;

Devemos anotar nossas pendências;

Devemos aprender a lidar com a vida nas redes sociais com equilíbrio;

É fundamental meditar sobre a ansiedade para tentar encontrar os gatilhos que a descontrolam;

Uma alimentação saudável ajuda;

Tudo se resolve no tempo certo e devemos encontrar o nosso tempo emocional interno;

Existe um lado positivo em tudo;

É importante ter cuidado com o acúmulo de tristeza;

Tudo passa, por isso, tenha consciência e paciência;

É importante buscar a auto suficiência sem se preocupar tanto com julgamentos alheios;

É importante praticar a auto ironia, e não se levar tão a sério.

Se você notar que não está funcionando, é preciso procurar o especialista psicólogo ou psiquiatra.

O poder da respiração

Depois de tantas ocasiões tendo que lidar com o autocontrole da ansiedade, aprendi que, às vezes, é melhor ser preguiçoso do que elétrico.

Respirar fundo, tomar um ar e dar um tempo do trabalho, da confusão e da agitação podem ajudar muito. Uma rotina que compreenda a hora certa do trabalho, do passeio e do descanso pode ser a peça que falta.

Mais do que desejar a ausência da ansiedade, é preciso saber da sua importância e ter nas mãos o controle que a liga e desliga, esse poderoso equipamento dentro de nós chamado saúde mental.

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Fabiano de Abreu
Fabiano de Abreu Rodrigues é um jornalista, empresário, escritor, filósofo, poeta e personal branding luso-brasileiro. Proprietário da agência de comunicação e mídia social MF Press Global, é também um correspondente e colaborador de várias revistas, sites de notícias e jornais de grande repercussão nacional e internacional. Atualmente detém o prêmio do jornalista que mais criou personagens na história da imprensa brasileira e internacional, reconhecido por grandes nomes do jornalismo em diversos países. Como filósofo criou um novo conceito que chamou de poemas-filosóficos para escolas do governo de Minas Gerais no Brasil. Lançou o livro ‘Viver Pode Não Ser Tão Ruim’ no Brasil, Angola, Espanha e Portugal.