Autores

Ame sua própria companhia, todas as outras são temporárias

Inevitavelmente, todos nos veremos sozinhos e solitários, em alguns momentos de nossas vidas. Nessas horas, teremos somente a nós próprios para atravessarmos a escuridão avassaladora dos caminhos tortuosos que se descortinarão à nossa frente.

Existe uma linha, por vezes tênue, que separa o sentimento de solidão da situação de estar sozinho. O que nos torna solitários pode ser nossa própria vontade, nossa necessidade de nos retirarmos do burburinho que pode incomodar. Já a solidão é um sentimento melancólico e que incomoda quem não quer ficar sozinho de jeito nenhum.

Nem todo mundo que está sozinho sente solidão e nem todo mundo que está acompanhado foge dela, simplesmente porque se trata de algo íntimo, subjetivo, dependendo do que cada um sente dentro de si. Podemos, por exemplo, estar nos sentindo vazios e afastados do mundo, mesmo quando temos um companheiro ou nos encontramos em meio a muitas pessoas. A solidão vem lá de dentro.

Da mesma forma, apreciar a companhia de si mesmo, gostar de estar sozinho, apreciando tudo o que somos e temos por nós mesmos, sem dramas ou tristezas, é o que chamamos de solitude, que ocorre quando somos a nossa própria companhia, uma companhia gostosa e que basta.

Solitude tem a ver com amor-próprio, com aceitação de si mesmo, com entendimento de toda luz e de toda escuridão que há dentro de si, lidando com isso sem se machucar nem machucar ninguém.

Fato é que muitas pessoas acabarão indo embora de nossas vidas, uma ou outra hora, por vontade própria, pelas distâncias que a vida traz, por causas diversas. Inevitavelmente, todos nos veremos sozinhos e solitários, em alguns momentos de nossas vidas, mesmo quando menos esperarmos, ainda que contra os nossos desejos. Nessas horas, teremos somente a nós próprios para atravessarmos a escuridão avassaladora dos caminhos tortuosos que se descortinarão à nossa frente.

Por isso, é preciso que aprendamos a apreciar a nossa própria companhia, a escutar o nosso coração, a entender os sentimentos que preenchem a nossa alma, pois lidar com as repetidas ausências alheias sempre será uma luta individual, íntima e pessoal. Se estivermos de bem com o que temos dentro de nós, será mais fácil conseguir superar os vazios afetivos que vêm ao nosso encontro quando em vez.

É assim que a gente se sente bem, com alguém ou sem ninguém além de nosso eu verdadeiro e feliz, apesar de tudo.

Prof. Marcel Camargo

Graduado em Letras e Mestre em "História, Filosofia e Educação" pela Unicamp/SP, atua como Supervisor de Ensino e como Professor Universitário e de Educação Básica. É apaixonado por leituras, filmes, músicas, chocolate e pela família.

Recent Posts

A teoria de que a realidade mudou em 2012: Por que tanta gente acredita que algo quebrou no mundo

Em 21 de dezembro de 2012, o mundo deveria acabar, pelo menos segundo interpretações populares…

4 dias ago

O que passa pela sua mente no fim da vida? A ciência finalmente tem uma resposta

A morte é uma das questões que mais geram questionamentos na sociedade. Uma das mais…

4 dias ago

9 Cheiros que surgem do nada e podem ser avisos espirituais importantes

Você já sentiu um cheiro forte surgir do nada, sem origem aparente, e desaparecer poucos…

4 dias ago

Você vai desconfiar de todo mundo: Essa minissérie sobre assassinato que está dominando o Top 1 da Netflix

A Netflix adicionou mais um grande sucesso em sua plataforma e que vem tomando conta…

5 dias ago

Alerta amoroso: estes signos podem enfrentar separações em 2026, segundo a astrologia

O ano de 2026 mal chegou e vem carregado com uma energia intensa, marcada por…

5 dias ago

Como identificar uma pessoa má nos primeiros cinco minutos de conversa, segundo a psicologia

Você já saiu de uma conversa curta com a sensação de que algo estava errado…

5 dias ago