Alô sociedade: Ser solteiro(a) não é um problema!

Thamilly Rozendo

Para algumas pessoas o fato de estar solteiro (a) é um grande problema. Ainda não entendo a lógica da nossa sociedade que entende que ter alguém é necessariamente sinônimo de felicidade.

Nessa minha vida de solteiro (a) já escutei tantas coisas e percebi que o desespero das pessoas para que eu tivesse alguém em minha vida era tão grande que tentavam me “empurrar” qualquer coisa e esperavam que eu aceitasse.

Quantas vezes não passaram o meu telefone para alguém que eu mal conhecia, tentaram marcar encontro com casais e no final sobrava eu e esse alguém, também solteiro (a). Logo, pela falta de afinidade não tinha assunto, não tinha nada. Para mim só restava a vontade de sair correndo e ir embora daquela cilada. As pessoas achavam que estavam ajudando, mas a verdade é que eu nunca pedi ajuda.


Você diz que está bem e feliz assim e elas entendem isso como desculpas. Medo de se envolver ou qualquer coisa do tipo. Não aceitam que alguém pode estar feliz sem necessariamente estar com alguém. É por isso que essa gente irá cansar de passar o meu telefone, de tentar marcar encontro e de dizer que eu estou escolhendo demais. Ah, e quem nunca ouviu um “você vai acabar ficando sozinha (o) desse jeito?” Eu apenas gostaria de entender o que leva alguém a pensar que desespero é sinônimo de amor. Que aquela ânsia em ter alguém fará com que eu encontre alguém para partilhar a minha vida.

Eu não estou escolhendo, porque escolher implica em ter opções e ultimamente eu não tenho tido interesse algum em conhecer alguém. Já tive, confesso. Mas a gente cansa de conhecer pessoas superficiais, que pensam apenas na academia, no corpo malhado, que prometem mil coisas, mas que não conseguem assumir um compromisso. Pessoas assim não conseguem honrar as suas palavras e apenas nos mostram que não vale a pena se envolver.

Corações de pedra – como dizem por ai – também se apaixonam e talvez estejam calejados de tanto acreditar e tentar novamente. O fato de estar bem sozinho (a) não implica que não quero ter ninguém, mas que simplesmente não quero e não aceito um amor mais ou menos. Não quero viver qualquer história por medo de “ficar sozinho”. Amor é compromisso, amor é algo leve, nobre e bonito e eu não aceito qualquer coisa.

Deus me livre viver de migalhas, sofrer com a indiferença de quem está ao meu lado apenas fisicamente. Não quero isso para a minha vida, um amor mais ou menos que não sabe se você é de fato o amor da sua vida, alguém que ignora as suas falas de saudade e que sempre demonstra não estar tão interessado (a). Não quero um relacionamento redes sociais que posta fotos com textão, mas que pessoalmente dispensa o toque físico, os beijos e abraços. Amor sem respeito, sem cuidado, amor sem carinho e sem compromisso. Não quero não, obrigada.

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Thamilly Rozendo
Estudante de psicologia, apaixonada por artes, música e poesia. Não dispensa um sorvete e adora um pastel de feira com muito requeijão, mesmo sendo intolerante a lactose. Tem pavor de borboletas, principalmente as no estômago.

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