Algumas pessoas sofrem de narcisismo patológico e recorrem a empatia para chamar a atenção.

Como neurocientista luso-brasileiro e membro da SIGMA XI, sociedade que possui cerca de 200 prêmios Nobel, realizei uma palestra no maior evento de tecnologia do mundo, sobre o uso de video-games e redes sociais e a relação com QI.

Alguns estudos recentes identificaram uma relação entre o uso de videojogos e o aumento do QI, no entanto, os resultados positivos da pesquisa não devem ser generalizados.

Existem pessoas que, debruçadas nesses estudos, acabam fazendo uso desses jogos de maneira inconsequênte, sem considerar que existem as outras variáveis, como o tempo gasto com os jogos, os tipos de jogos em relação à faixa etária do jogador, e vários outros.

Um benefício não apaga os malefícios. Todos os aspetos devem ser considerados e é importante saber utilizar os jogos para estimular o que cada pessoa tem de melhor e não apenas ignorar o lado negativo.

Porém, em uma sociedade onde se prega o vitimismo e se utiliza da empatia para chamar atenção, podemos observar um narcisismo patológico que acaba prejudicando a saúde mental de muita gente.

Muitas pessoas estão criando lógicas que lhes convêm, e de forma incoerênte para obter conforto e acabam prejudicando a si mesmas e aos seus filhos com as suas verdades absolutas. É extremamente perigoso analisar resultados de pesquisas isolada, sem entender o que está por trás desse mergulho descontrolado nos video games.

Percebo que, muitos aspetos do mundo online estão afetando a saúde mental de formas assustadoras. Afirmo já há algum tempo que, o excesso de horas nas redes sociais pode diminuir o QI e contribuir para desenvolver personalidades que podem prejudicar o futuro da humanidade.

Muitos jovens estão apresentando personalidades narcisistas, e utilizam da empatia para chamar atenção de uma forma vitimista.

Fato que está causando fortes preocupações, não só nos pais, mais também, na sociedade em geral, pois esses jovens estão demonstrando sérias disfunções em seus relacionamentos interpessoais.

É preciso olhar para os jogos online e para o uso das redes com mais responsábilidade, caso contrário, em um futuro próximo teremos uma quantidade desproporcional de pessoas que sofrem com o transtorno patológico narcisista.

A empatia está sendo usada por muitos jovens para se colocarem em uma posição de vítima social, e essa atitude causará muitos problemas na vida adulta, pois a falta de interação social leva a inversão do real significado da palavra empatia.

Texto de Fabiano de Abreu Rodrigues, PhD, neurocientista, neuropsicólogo, biólogo, historiador, jornalista, psicanalista com pós em antropologia e formação avançada em nutrição clínica. PhD e Mestre em Ciências da Saúde nas áreas de Psicologia e Neurociências pela EBWU na Flórida e tem o título reconhecido pela Universidade Nova de Lisboa; Mestre em Psicanálise pelo Instituto e Faculdade Gaio/Unesco; Pós Graduação em Neuropsicologia pela Cognos em Portugal; Pós Graduação em Neurociência, Neurociência aplicada à aprendizagem, Neurociência em comportamento, neurolinguística e Antropologia pela Faveni do Brasil; Especializações avançadas em Nutrição Clínica pela TrainingHouse em Portugal, The electrical Properties of the Neuron, Neurons and Networks, neuroscience em Harvard nos Estados Unidos; bacharel em Neurociência e Psicologia na EBWU na Flórida e Licenciado em Biologia e também em História pela Faveni do Brasil; Especializações em Inteligência Artificial na IBM e programação em Python na USP; MBA em psicologia positiva na PUC. Membro da SPN – Sociedade Portuguesa de Neurociências – 814; Membro da SBNEC – Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento – 6028488; Membro da FENS – Federation of European Neuroscience Societies – PT 30079; Contato: [email protected]

Foto de MIN HIUS no Unsplash

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Fabiano de Abreu Rodrigues é psicanalista clínico, jornalista, empresário, escritor, filósofo, poeta e personal branding luso-brasileiro. Proprietário da agência de comunicação e mídia social MF Press Global, é também um correspondente e colaborador de várias revistas, sites de notícias e jornais de grande repercussão nacional e internacional. Atualmente detém o prêmio do jornalista que mais criou personagens na história da imprensa brasileira e internacional, reconhecido por grandes nomes do jornalismo em diversos países. Como filósofo criou um novo conceito que chamou de poemas-filosóficos para escolas do governo de Minas Gerais no Brasil. Lançou o livro ‘Viver Pode Não Ser Tão Ruim’ no Brasil, Angola, Espanha e Portugal.