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Afinal, o que há de tão mágico no Natal?

Eu simplesmente amo o Natal. Provavelmente porque, desde criança, vivencio o espírito natalino muito forte, todos os anos, na minha família.

Confesso que depois que eu e meus primos crescemos, a data perdeu um pouco a magia. No entanto, nos últimos anos parece estar voltando com tudo.

E não. O motivo não são novas crianças na família. Fiquei pensando nisso esses dias e cheguei a uma conclusão que faz muito sentido. Em meio à vida corrida e caótica que levamos na cidade grande, o Natal resgata o aconchego da minha infância.

O resgate são momentos calmos e gostosos ao lado das pessoas mais importantes da minha vida: a família.

É como se, durante todo o mês de dezembro, eu sentisse uma serenidade muito maior do que nos outros meses.

As ruas iluminadas, os shoppings lotados de crianças correndo para ver o Papai Noel, as árvores enfeitadas, os amigos secretos, os filmes natalinos passando na televisão.

É tudo lindo, é tudo mágico! Gosto tanto do processo prévio que o dia em si é o que tem menos importância para mim – para mim, todos os dias de dezembro são Natal.

Gosto muito de passar o mês todo ouvindo músicas natalinas, montando a decoração da casa com a minha mãe e aproveitando momentos junto da família e amigos.

O que quero dizer é que, no final dia, o Natal para mim é um resgate de memórias maravilhosas e o momento do ano que me sinto mais conectada com as pessoas mais amadas da minha vida. Alguns podem dizer que é apenas uma data comercial, mas para mim é muito mais do que isso. É a época mais linda do ano porque paramos de pensar apenas em nós. Olhamos para o ano que passou, projetamos o futuro e nos dedicamos mais aos nossos familiares.

Para mim, o Natal é mágico por isso. Como diz a música: “It’s the most wonderful time of the year.” E teria como ser diferente?

Luzes, árvores enfeitadas, músicas temáticas, alegria, comida boa e família reunida. Isso só poder trazer muita magia, nostalgia e momentos felizes, não é mesmo?

Bruna Cosenza

Bruna Cosenza é paulista e publicitária. Acredita que as palavras têm poder próprio e são capazes de transformar, inspirar e libertar. É autora do romance "Lola & Benjamin" e criadora do blog Para Preencher, no qual escreve sobre comportamento e relacionamentos do mundo contemporâneo.

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