Adolescente que estudou em escola pública passa em Medicina graças aos livros que sua mãe encontrou no lixo.

Débora Fernanda de Souza não tem computador nem internet em casa, mas sua mãe María Miracena vasculhou o lixo em busca de material que pudesse ajudá-la a se preparar para o vestibular.

“Foi uma grande alegria para mim e principalmente para minha mãe”, disse a jovem à TV Gazeta.

Quem persegue um sonho, realiza. Essa frase não pode descrever melhor a determinação de todas as pessoas que focam em realizar seus sonhos não importa o que aconteça, independentemente de terem algum tipo de desvantagem ou se o cenário não for favorável.

Quando alguém está disposto a alcançá-lo, aproveita até a menor oportunidade e foi o que fez Débora Fernanda de Souza, aluna de uma escola pública de São Gabriel da Palha, localizada no estado do Espírito Santo (Brasil), que mostrou que não é necessário ter uma excelente situação econômica para realizar seus sonhos.

A menina mora com os pais em uma casa humilde onde não há internet nem computador, situação que a coloca em grande desvantagem na hora de estudar, pois, atualmente, é bastante comum ter esses recursos em casa e foram tornam -se essenciais ao longo do tempo.

Principalmente com a chegada da pandemia e do estudo remoto, já que teve que por 2 anos, se tornou o único canal para estudar em quase todo o mundo.


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Além disso, Débora estava perto de terminar seus estudos na escola e teve que se preparar para prestar o vestibular, as circunstâncias eram muito adversas e pareciam impossível conseguir competir com os outros alunos que tinham mais recursos que ela.

Até que sua mãe, María Miracena, passou a procurar livros que pudessem ajudar sua filha, no lixo.

Ela trabalha como catadora de materiais recicláveis,e sabia que poderia encontrar algo que ajudasse a sua filha a progredir nos estudos. Dizem que o que é lixo para uns é tesouro para outros, e acontece que, todos os livros que ela encontrava, ela levava para a filha, e esse material, ajudou Débora a passar no vestibular e ser aceita em medicina em duas universidades.

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Seu destino era entre as universidades da Bahia e do Rio Grande do Sul, e optou pela Bahia por ser um estado vizinho de onde reside. Sua escola criou uma campanha para apoiá-la financeiramente com a transferência e o financiamento necessário.

“A medicina sempre foi um sonho meu, mas ouvi muito que quem não tem dinheiro não consegue, e por um tempo desisti. Achei que não era para mim, mas sempre foi assim no meu coração.”

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“Foi uma grande alegria para mim e principalmente para minha mãe. Estudar medicina também era seu sonho, mas sempre trabalhou na área e não tinha condições de pagar os estudos”, disse à mídia.

Débora é hoje o orgulho da família, pois foi a primeira a ingressar na universidade, e mais ainda a seguir sua vocação. Tudo graças ao apoio de sua mãe e aos livros retirados do lixo que a guiaram até essa conquista.

Não desista dos seus sonhos, persista, insista, se dedique, leia livros, a sua situação social não determina o seu futuro, que tudo é possível para quem acredita.

*DA REDAÇÃO RH.

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