Autores

Acredite: a gente sobrevive. A gente cai, levanta, toma rasteira, levanta, leva porrada e levanta de novo.

E a gente sobrevive, sim. E a gente segue, mesmo faltando pedaços, a gente continua, cada vez mais gente de verdade.

Sabe quando a gente acha que não pode piorar? Pode, sim.

Sabe quando a gente acha que não vai aguentar? Vai, sim.

Sabe quando a gente acha que o sofrimento nunca acabará? Acaba, sim.

Leve o tempo que for, a tempestade há de passar.

Tem coisa que acontece e divide nossas vidas em antes e depois.

É como morrer com uma segunda chance para respirar na mesma vida.

A gente enterra o que existia, pois nada mais será igual.

A gente como que desaparece, vive o luto, reabastece a fé e a esperança e renasce.

A gente cria coragem e tira forças sei lá de onde, porque a vida quer isso da gente.

Qualquer incidente inesperado assusta, tira o chão, faz a gente voltar a ter aquela insegurança de quando éramos crianças assustadas ao apagarem a luz.

Faz a gente olhar tudo como se nada fosse do tamanho da gente: as coisas lá de fora se tornam gigantes, amedrontadoras. E a gente fica pequenininho, coração sufocando no peito, enxergando somente desesperança.

Ah, esses de repentes.

De repente, o telefone toca pra desarmar o nosso coração.

De repente, aquilo que tanto se evita vem e entra, chacoalhando tudo.

De repente, alguém para de respirar bem do seu lado. De repente, a luz acaba, o sol se vai, o céu escurece.

De repente, toca aquela música que você ama e tinha esquecido.

De repente, a gente recebe luz de quem menos espera e o dia surge no dia seguinte, novinho em folha. A gente volta a respirar sem pressão no peito, de repente.

Os “de repentes” é que mais ensinam, porque dificilmente aprendemos com aquilo a que nos acostumamos. E tudo vai dando errado e certo e errado e certo de novo, de repente.

E, de repente, a gente volta a sorrir e a chorar e a sorrir de novo. Porque nada além do amor verdadeiro consegue ser pra sempre.

Acredite: a gente sobrevive. A gente cai, levanta, toma rasteira, levanta, leva porrada e levanta de novo.

Fomos feitos para durar, porque existe sempre uma luz dentro de nós. Essa luz se chama fé e seu combustível é o amor.

E a gente sobrevive, sim. E a gente segue, mesmo faltando pedaços, a gente continua, cada vez mais gente de verdade.

A gente continua, cada vez mais forte, para conseguir sair das escuridões no tempo certo, no tempo exato de cada dor e de cada alegria que nos define a existência nesse mundo perigoso e lindo de viver.

Prof. Marcel Camargo

Graduado em Letras e Mestre em "História, Filosofia e Educação" pela Unicamp/SP, atua como Supervisor de Ensino e como Professor Universitário e de Educação Básica. É apaixonado por leituras, filmes, músicas, chocolate e pela família.

Recent Posts

Cirurgião cardíaco revela 4 alimentos que ele jamais colocaria no prato

Muitas pessoas acreditam que problemas cardíacos surgem apenas por fatores genéticos ou pelo avanço da…

20 horas ago

Fique atento: Estas 3 áreas de dor podem sinalizar câncer em estágio inicial

Sentir dor faz parte da vida. Uma dor nas costas após um dia cansativo, um…

20 horas ago

Quantos rostos você vê nesta imagem? A resposta pode revelar um traço oculto da sua personalidade

Algumas imagens têm a capacidade de revelar muito mais do que aparentam à primeira vista.…

2 dias ago

5 Signos que podem viver uma reviravolta no amor após o Dia dos Namorados

Para muitas pessoas solteiras, o Dia dos Namorados pode trazer reflexões sobre relacionamentos, expectativas e…

7 dias ago

7 detalhes que fizeram internautas duvidarem que era Shakira na Copa de 2026

A cerimônia de abertura da Copa do Mundo de 2026 reuniu milhões de espectadores ao…

7 dias ago

Quase todo mundo erra este desafio de trânsito: quem passa primeiro?

Você se considera um motorista atento às regras de trânsito? Então prepare-se para um teste…

7 dias ago