A tecnologia não afastou as pessoas, apenas conectou as afinidades.

Idelma da Costa
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A tecnologia não afastou as pessoas, apenas conectou as afinidades.

O celular apenas substituiu a televisão, o rádio e o telefone, com as vantagens de escolher o filme que se quer assistir de acordo com a preferência, as informações e notícias que mais interessa, as músicas que mais gosta de ouvir, as pessoas com quem tem afinidades, com a vantagem de vê-las em tempo real, compartilhando o dia-a-dia em detalhes desde o acordar até o adormecer, a interação dos amigos com os jogos.

A história da televisão no Brasil começou na década de 50. A tv era em preto e branco e com apenas um canal e seu acesso era restrito a poucas pessoas e da classe mais rica. Apenas com o tempo que ela se popularizou.

Antes da televisão os adultos tinham por hábito visitar uns aos outros com bastante frequência e ficarem sentados na frente das casas conversando ao encerrar do dia, enquanto as crianças brincavam usando da criatividade nas brincadeiras, sendo o pique-pega, queimada, amarelinha, pula/agacha, morto/vivo, estátua, pula corda, pula elástico, , bolinha de gude, esconde-esconde, algumas de suas preferidas.

Com a televisão as pessoas substituíram as calçadas pela sala de estar.

Substituíram os bate papos, o hábito de fazerem visitas e as brincadeiras pelas novelas, jornais, programas infantis recheados de brincadeiras e desenhos animados, filmes, programas musicais, etc.

O mundo começava a mudar.

As mulheres começavam a ingressar no mercado de trabalho, as cidades cresciam com o aumento da população e a vida pacata e tranquila deixava de existir.

A correria do dia-a-dia tomava espaço e o tempo se tornava escasso.

As mulheres se sobrecarregavam com a jornada dupla e as crianças se sobrecarregavam com a escola, natação, balé, judô, escola de música, cursos extracurriculares como o inglês…

Ao encerrar do dia as pessoas se recolhiam em suas casas.

As mães ajudavam as crianças com as tarefas da escola, preparavam o jantar e depois de tudo ajeitado na casa, os pais e os filhos sentavam na sala de estar para assistirem tv até pegarem no sono e a rotina se repetia todos os dias.

Atualmente, com o avanço da tecnologia a rotina diária dentro de casa continua a mesma, apenas houve a divisão do tempo em frente à televisão com o celular.

O que se tem visto de diferente é o uso do celular a tira colo, numa companhia constante em todos os lugares e a todo instante, nos intervalos da escola, na hora do lanche no serviço, nos bares, restaurantes, nos passeios e viagens. Se tornou mais que uma necessidade, quase que um vício, por causa da facilidade portátil.

O mundo mudou, globalizou e continuará a se transformar.

O uso da tecnologia, em especial o celular, facilitou nossas vidas ao permitir que façamos compras on line e inclusive que façamos vários cursos com a educação à distância, que tem se tornado cada vez mais atrativa com as salas de aula on line propiciando a interação entre alunos e professores em tempo real.

Interagimos de maneira seletiva ao escolhermos num leque enorme de possibilidades aqueles com quem nos identificamos, que temos mais afinidade, que nos fazem sentir bem e dessa forma queremos ficar conectados.

Facilidades não nos fazem mal quando desfrutamos dela com equilíbrio. E isso nos faze bem e nos deixa felizes.

A tecnologia não substitui o ser humano. Apenas é nossa aliada, o meio que nos aproxima de quem realmente nos completa e de tudo que realmente nos importa e vale a pena.

É essa a verdadeira evolução. Um processo seletivo capaz de nos fazer felizes.

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Idelma da Costa
Idelma da Costa, Bacharel em Direito, Pós Graduada em Direito Processual, Gerente Judicial (TJMG), escritora dos livros Apagão, o passo para a superação e O mundo não gira, capota. Tem sido classificada em concursos literários a nível nacional e internacional com suas poesias e contos. Participou como autora convidada do FliAraxá 2018 e 2019 e da Flid 2018.