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‘A masculinidade é o inimigo, não os homens’, diz historiadora de Cambridge

‘A masculinidade é o inimigo, não os homens’, diz historiadora de Cambridge.

Recentemente, em entrevista a BBC, a historiadora de Cambridge, Mary Beard, disse que o fato de ela ter sido, por muitos anos, a única mulher a dar aulas na Universidade britânica mais renomada, a fez lutar por mais mulheres no ambiente docente.

“Alguns dos meus colegas homens me apoiaram muito, e acho que tive sorte porque eles queriam mais mulheres. Eles eram muito ruins em encontrá-las, mas queriam ajudar. Mas é certo que muitos outros, não queriam”, disse ela.

Para ela, o silenciar da mulher, vem de muito tempo, desde a Odisséia, e nos dias de hoje, apesar de ela ter conquistado notoriedade e sentir que é ouvida pelos homens, em muitas ocasiões, ela percebe que há um conluiu entre eles.

“De vez em quando, você está em uma entrevista a três, com dois homens, e vê como eles desenvolvem um comportamento de conluio entre eles e é difícil argumentar”, explicou.

Mary traz uma questão importante para os dias atuais, ela diz que o problema não é o masculino, mas sim, o sexismo.

“O que quero combater e eliminar é esse tipo de sexismo e misoginia. Não estou interessada em trancar o sexista em um quarto e levar a chave comigo. Quero que as pessoas, os homens, vejam — acho que muitos querem — que o mundo é mais gentil e justo, se não for sexista. É melhor para todos, não apenas para as mulheres”, argumenta.

O olhar para o masculino é tão importante quanto o olhar para o feminino, segundo ela, não existe uma luta entre os gêneros e sim, uma necessidade de aceitação que passa pela ressignificação da masculinidade.

“Acho que minha posição seria que, embora eu vá lutar contra qualquer misoginia que encontrar, o farei em nome de todos. Acho que a masculinidade é o inimigo, não os homens. Eu moro com um, pelo amor de Deus!”.

Homens e mulheres são importantes para o mundo, mas o que nos leva a desgraça é a rivalidade e a necessidade que muitos têm de se colocarem como superiores e de criarem uma rivalidade desnecessária.

Uma feminista não deve se achar superior aos homens, caso contrário, ela se torna misógena e sexista. O que devemos é extrair o melhor de cada ser humano, independente de gênero, agregar e somar uns com os outros.

*DA REDAÇÃO RH.

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