A mãe que habita em mim saúda a mãe que há em você!

Iara Fonseca
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Meu máximo respeito a você que é mãe!

O que mais precisamos no mundo são de pessoas que sabem cuidar e amar um outro ser humano.

A vida seria bem melhor, se todos soubessem cuidar de si e dos outros, não é mesmo? Mas cuidar não é uma tarefa fácil, e a grande maioria de nós não sabemos cuidar despretensiosamente.

Só o amor tem o poder de transformar a vida para melhor! Porém, o amor aqui descrito é aquele que nada exige, apenas oferece apoio e se dedica.

Ser mãe exige muito de nós mulheres!

Mais do que noites e noites acordadas por anos a fio, mais do que infinitas fraudas e papinhas, mais do que tourear birras e educar, a mãe precisa ensinar a maior de todas as lições aos filhos:

A amar!

Não, ninguém nasce sabendo amar. Nós aprendemos através dos exemplos que recebemos.

Sim, é inegável a presença do amor logo nos primeiros instantes em que chegamos ao mundo e nos vemos nos braços de uma cuidadora amorosa. Conseguimos sentir esse amor, mesmo quando estamos apenas nos lembrando desses momentos de forte conexão.

No entanto, passado o tempo, e iniciado os julgamentos e castigos, esse amor genuíno e intocado, começa a sofrer um forte desgaste.

Há quem pense que as pessoas já nascem sabendo amar, e por isso existem tantos problemas de relacionamento por aí, pois um exige do outro um amor idealizado, isso acontece entre casais e também entre mães e filhos.

A gente exige algo que o outro não sabe, nem conhece. Aí mora o problema e a maioria dos conflitos.

Quando pensamos que esse amor incondicional nasce logo no primeiro encontro de olhares entre mãe e filho, na adolescência ele morre, então? Rs…

Brincadeiras a parte, acredito, depois de muito observar, que amar se aprende sim, com o exemplo que recebemos, da forma de amar da mãe, ou daquela(e) que nos criou.

Também se aprende observando o sentimento que nutrem os pais como casal.

As mães possuem essa responsabilidade gigante de ensinar o amor na sua mais singela essência. Porém, cada mãe que nasce após o parto, só consegue transferir ao filho o amor que ela aprendeu.

Muitas mães são extremamente apegadas, preocupadas e ensinam aos filhos, pelo exemplo, o mesmo estilo de amor, aquele que depende, que cobra, que exige, que controla.

Esse tipo de amor destorcido cria uma relação de codependência entre mãe-filho que se estenderá para os relacionamentos dele na vida adulta.

Esse filho, possivelmente reproduzirá o exemplo de amor recebido quando formar a sua nova família. Salvo raras exceções.

Outras mulheres/mães não receberam amor suficiente na infância (pelo menos não aquele que idealizaram), possuem fortes julgamentos em relação a própria mãe, ou sofreram a ausência dessa relação materna, e quando se tornam mães, tendem a compensar esse amor com os filhos, os sufocando com cuidados excessivos, ou mesmo o contrário, não conseguem estabelecer uma relação de carinho e afeto, e se tornam mães frias e distantes.

Não, mãe não é tudo igual não!

Tem mãe de todo tipo, e tem também uma infinidade de formas de amar! Mas toda forma de amar vale a pena?

Nem sempre!

Algumas formas de amar podem causar grandes problemas emocionais aos filhos.

É preciso aprender a amar como Jesus nos ensinou, mesmo que algumas de nós não o conheçam intimamente, vale uma leitura e uma aproximação com ele para entender o verdadeiro conceito de amar.

Afinal, como não gostar de um ser humano que só fez o bem e que veio aqui para nos ensinar o poder do amor?

Muitas pessoas possuem um “preconceito” velado com a figura de Jesus por conta da forte ligação que foi imposta a ele em algumas religiões cristãs. Mas se for esse o caso, retire Jesus da Cruz e o coloque sentado ao seu lado.

Jesus não é propriedade de religião alguma. Mas seus ensinamentos precisam estar em nosso poder!

A cura que ele realizou por toda parte onde andou se estabeleceu sempre através do amor, e ele ensinou aos apóstolos como fazer para despertar o amor em si, de tal modo, que eles pudessem também curar.

Oras, e qual é afinal a forma certa de amar?

O amor ensinado por Jesus é um amor sem imposições, sem cobranças, sem vitimismos, sem dramas e desesperos, sem preocupações excessivas, pelo contrário, com plena confiança e fé de que todos somos filhos de Deus, inclusive os nossos, que só nos foram emprestados por Ele, para que possamos os ensinar a amar, a honrar a vida e extrair dela o seu forte significado.

De nada adiantará todo o trabalho que tivemos para sustentá-los, nutri-los e honrá-los, se os amarmos errado.

Esse amor as avessas se voltará contra nós, uma hora ou outra.

Mães que estão lendo esse artigo:

Honro o seu jeito de amar, mas acredito que devemos todas nos unir para essa importante conversa!

COMO ESTAMOS AMANDO NOSSOS FILHOS E COMO ESTAMOS OS ENSINANDO A AMAR?

O amor de mãe deve ser incondicional, mas como é difícil amar sem pedir nada em troca, não é mesmo?

Quantas vezes nos pegamos implorando para um filho retribuir o amor que “acreditamos” termos dado em abundância?

Quantas vezes cobramos deles coisas que eles não são capazes de nos dar?

Quantas mães espelham o futuro dos filhos para que eles realizem as suas próprias vontades que não puderam realizar no passado?

Quantos planos fazemos para eles que, na verdade, são frutos do nosso ego e orgulho mesquinhos?

Dentro do amor e da fórmula de amar de Jesus não cabe mesquinharias!

E por isso, peço que analisem seus comportamentos em relação ao amor, e tentem fazer um julgamento honesto em relação a si mesmas, sem que tenham que se martirizar para isso.

Apenas constatem certas coisas, pois, só quando admitimos as nossas falhas, temos condições para transformá-las.

Milhares de mães estão longe de seus filhos nesse exato momento, não por opção, mas porque eles mesmos, seus filhos amados, escolheram assim.

Algumas mães tratam esse distanciamento como mera ingratidão.

Alguns podem até “parecer” ingratos sim, mas essa ingratidão não surgiu do nada, concordam?

Nossos filhos são o espelho do amor que demos a eles. E algumas de nós só saberemos que amamos errado quando chegada a hora de devolvê-los para o mundo.

Há como percebermos isso antes?

Sim, há!

Os nossos filhos dão sinais o tempo todo. E o melhor que podemos fazer é, ao invés de analisá-los o tempo todo, devemos analisar a nós e a nossa forma de amar.

Quantos casos já ouvi de mães que se queixam do comportamento dos filhos, e os impõe condições severas, os fazem frequentar anos de terapia ainda na infância, quando na verdade, quem deveria ter procurado ajuda profissional há muito tempo, bem antes do nascimento do filho, era ela mesma!

Muitas mães dizem:

“Eu sou assim, ele tem que me amar do jeito que eu sou”.

“Seria cômico se não fosse trágico”, penso.

Seus filhos aprenderam a amar com você, apesar de já terem vindo para esse mundo com uma bagagem imensa e uma personalidade distinta, quem precisa amá-los como são, somos nós!

Desta forma, sabendo dizer não na hora certa, impondo limites e educando com bases fortes no respeito às escolhas que eles fazem, e na tolerância com a forma de pensar e ser, diferentes, estaremos ensinando a eles, com o exemplo, como eles devem agir conosco e com o mundo.

Mas quando insistimos em tentar mudá-los pela força da palavra autoritária e negligenciamos a necessidade de transformarmos primeiro nós mesmas, pelo amor e pelo exemplo, eles se rebelam e fogem.

E aí, os chamamos de ingratos.

De acordo com a Constelação Sistêmica, os nossos filhos precisam ser gratos simples e tão somente por termos dado a eles a vida. Caso contrário, na vida adulta, eles se colocarão fora do sistema familiar, e sofrerão com isso. Mas, não esperemos que eles entendam isso, tão já. Não mesmo! Quanto mais cobrarmos o amor, mais eles manterão a distância!

Entendam:

Não estou aqui, nesse momento tão especial, para enaltecer nossas falhas porque somos humanas e falhamos, é fato. E está tudo bem… Até que não fique mais! Quando não estiver mais “tudo bem”, precisamos buscar ajuda para nós, não para eles!

Porém, a mãe que existe em mim, também caminha titubeando pela incapacidade de amar ao tentar seguir a mesma abnegação de Jesus, na maioria das vezes.

Quero saudar a mãe que existe em vocês! A coragem que se precisa ter para aceitar essa tarefa!

Nossa função é orientar, educar, formar seres fortes, amáveis, responsáveis e independentes. Mas a nossa forma errada de amar, muitas vezes, pode acarretar no oposto do desenvolvimento de todas essas qualidades.

Podemos formar seres arrogantes, insensíveis, irresponsáveis e dependentes.

E não podemos nos eximir da culpa. No entanto, podemos sim, nos analisar e buscar tantos meios, terapias, para aprender a amar em sua forma mais pura e genuína, que nos trará resultados benéficos.

Sempre há tempo para isso!

O mundo precisa de pessoas com muitas das qualidades que nós desenvolvemos quando nos tornamos mães!

Garra, coragem, força, determinação, capacidade de sustento e devoção pelo amor, porém, é preciso que todas nós nos importemos não apenas com os nossos filhos, mas também com os filhos de todas as outras mães do Universo.

Que possamos lutar por seus filhos, pelos meus e pelos delas.

Que o nosso querer bem não seja exclusividade apenas dos nossos, pois eles percebem o nosso amor seletivo e passam a amar da mesma forma, ou desenvolvem uma profunda dificuldade em amar o próximo.

Precisamos de mães que cuidam não só dos seus, mas dos meus, e dos delas!

Que ensinem não só os seus, mas os meus e os delas!

Que não desistem dos seus, nem dos meus, e nem dos delas!

Que durante as homenagens do dia das mães, possamos nos analisar friamente e observar a qualidade do amor que oferecemos aos nossos filhos!

Não precisamos de flores, presentes ou coisas materiais, precisamos sentir que o amor que demos e ainda damos é o amor verdadeiro, ou é o fruto das nossas sombras e carências emocionais.

Se for a segunda opção, é hora de buscar ajuda profissional pois nunca é tarde para tentar transformar o que não está surtindo um efeito verdadeiramente amoroso, nem para nós e nem para eles!

Pensemos…

DEVEMOS NOS COMPROMETER COM A FELICIDADE, A NOSSA E A DOS OUTROS. NÃO SÓ HOJE! UM FELIZ DIA! TODO DIA!

*Texto de Iara Fonseca com exclusividade para o Resiliência Humana.

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Iara Fonseca
Jornalista, escritora, editora chefe e criadora de conteúdo dos portais RESILIÊNCIA HUMANA e SEU AMIGO GURU. Neurocoaching e Mestr em Tarot. Para contratação de criação de conteúdo, agendamento de consultas e atendimentos online entrem em contato por direct no Instagram.