A INCRÍVEL GERAÇÃO DE MULHERES QUE FOI CRIADA PARA SER TUDO O QUE QUISER

Esse texto faz referência/é uma resposta/se atreve a complementar o fantástico texto escrito por Ruth Manus no Estadão e as réplicas que dele surgiram depois dele.

Mais do que a incrível geração de mulheres que foi criada para ser tudo que um homem NÃO quer, penso que somos a incrível geração de mulheres que foi criada para ser tudo o que quiser.

E ponto. Sem homens no título mesmo.

A autora tem razão quando diz que nenhum homem descreve sua mulher dos sonhos como as mulheres que queremos nos tornar, tem razão quando diz que nós fomos criadas para dominar o mundo, mas os meninos não foram criados para quererem as mulheres que dominaram o mundo.

Mais do que isso.

A autora é perfeita quando destaca a dissonância entre as mulheres que nossos pais querem que sejamos e as noras que eles querem para seus filhos homens. Palmas, Ruth, palmas.

Entretanto, mais do que a geração de mulheres criadas para ser tudo o que um homem não quer, prefiro dizer que fomos criadas para sermos tudo que quisermos.

Você quer aprender a lavar, passar, cozinhar, casar e ficar em casa cuidando dos filhos e da família de comercial de Nutela? Você pode!

Você quer fazer mestrado, trabalhar no escritório, fazer curso de mandarim e dedicar seu tempo livre a projetos sociais? Você também pode!

Você quer amar loucamente, escrever seu nome s2 o do gatinho nas paredes do quarto e perseguir ele em todas as festas? Pode!

Você quer sair do trabalho direto pro happy hour e ir pra casa cada dia com um cara diferente? Adivinha? Você também pode.

Nós somos a geração que pode. Aliás, não só pode. Deve. Devemos isso a todas as mulheres que batalharam antes de nós e às que continuam batalhando.

O que muita gente não entende (e aqui digo homens e mulheres), é que independentemente de você ser a mulher 1, 2, 3 ou 4 do exemplo acima, você não é melhor do que nenhuma das outras pelas suas escolhas.

Aliás, você não deveria nem parar pra pensar se é melhor ou não, você deveria pensar apenas no seu umbiguinho de felicidade: Se não é ilegal e te faz feliz, porque não?

Mamãe e papai me criaram pra dominar o mundo sim, mas também me ensinaram a pregar botão, me ensinaram a ler aos três anos de idade, e a tocar piano aos cinco.

Nunca me ensinaram inglês, mas assim como a cozinhar, eu aprendi sozinha. Ninguém parou pra me falar pra malhar, pra andar com o cabelo escovado, as unhas pintadas, ou que profissão seguir, mas pararam pra me mandar ser feliz.

Sozinha, acompanhada, ganhando dez mil por mês ou sendo garçonete numa praia em Porto Seguro. Contanto que eu esteja feliz, ‘e me banque nas minhas escolhas’ (juro, Mamãe fala com essas exatas palavras), eu terei dominado o mundo.

E aí, amigas, amigos, advogatas e resto do mundo, a escolha é sua sobre como você vai dominar o mundo. Eu decidi fazer tudo: Cozinho, limpo, faço as unhas, toco piano e violino, sei dois tipos de bordado, tricoto e costuro, sei o que é um impedimento, conheço as regras do MMA, só desço do salto pra ir a academia, moro na balada de quinta a domingo, me tornei advogata aos 21 anos de idade e nunca perdi um prazo processual.

Mas não tenho a pretensão de ser melhor do que ninguém, vivo dando tilt por nunca parar quieta, sinto inveja da minha melhor amiga que consegue dormir um dia inteiro e, veja só, estou solteira apesar de ser um partidão.

Eu, aos trancos e barrancos, tropeçando aqui e dando uma acelerada lá, sei que estou dominando o mundo.

O MEU mundo, no meu conceito de dominar o mundo. O que não quer dizer que eu esteja certa. Mas pelo menos sei que estou fazendo valer meu direito de ser absolutamente tudo o que eu quiser.

E é isso que todas nós mulheres deveríamos: Ser tudo o que quisermos. Contanto que sejamos felizes e que assumamos nossas escolhas, como já diria mamãe.

*DA REDAÇÃO RH. Texto de Samanta Zanella. Fonte: Advogatas. Foto de Priscilla Du Preez no Unsplash.

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