A importância de aprender a desculpar, perdoar e esquecer os erros alheios

Patricia Tavares

Perdoar os erros pode ser extremamente difícil porque muitas vezes sofremos decepções que mexem com os nossos sentimentos mais profundos!

Acreditarmos em algumas pessoas e elas nos traírem, mentem, usam da intimidade, do conhecimento sobre nós para manipularem informações que afetam os nossos comportamentos.

Mas um dia tudo vem a tona, e muitas vezes parece que caímos de um prédio muito alto e a queda machuca muito, dói, ficamos com a cabeça girando, perdidos, sem chão, quebrados, pensando que fomos errados por acreditar, confiar, investir tão alto.

Há um desmoronamento de tudo ao nosso redor, uma sensação de que não vamos suportar, não vamos conseguir vencer este mal que tomou conta de nós.

Sentimos angustias, medo, raiva, tristeza. Ficamos enfraquecidos, descontentes. Muito tristes com aquele que brincou com nossos sentimentos.

Pensamos como fizemos tudo com afeto, amor, mas mesmo assim acreditamos que algo está errado conosco. E nos primeiros momentos não conseguimos entender que foi a outra pessoa que não foi madura suficiente para lidar com o relacionamento, as questões da vida, conversar, acertar pontos, dialogar, mostrar talvez insatisfações, ter oportunidade ter uma parceria na troca, no crescimento verdadeiro, melhorar a estrutura da relação, ficar mais feliz o que vivemos.

Estas pessoas não crescem no amor e por vezes fazem como muitas pessoas, que crescem em idade mas não evoluem em mentalidade, em sentimentos, em maturidade emocional, e saem por aí, sofrendo e fazendo todos em volta sofrerem.

Mas quando começamos a ter um maior entendimento de tudo, ou pelo menos procuramos ter, entendemos com o passar dos meses, que tudo vem para nos ajudar, nos proporcionar crescimento, maiores entendimentos, de como precisávamos modificar toda a nossa vida, que estávamos fazendo esforços demasiados para que tudo ficasse bom, bem, e que a coisa mais fundamental é a reciprocidade. Mas que precisamos aprender a perdoar e a transformar o mal em um bem maior!

Que uma relação não é composta de uma pessoa só, que precisamos fazer a nossa parte, precisamos aprender a perdoar, mas que o outro também necessita fazer a sua parte, querer evoluir.

Querer plantar amor, multiplicar os bons sentimentos, e quando não estiver muito bom, ambos os envolvidos, tenham coragem para com paz, vontade, disposição poderem encontrar juntos uma solução.

Que soluções, novos caminhos, não é responsabilidade de um só mas de todos os envolvidos, cada um necessita fazer a sua parte, entender sua parcela de responsabilidade em tudo que vive.

Que não haja acusações, críticas, julgamentos. Quando existe amor, existe querer paz, querer resolver com soluções de entendimento, gentileza, respeito as diferenças, com entendimento que cada um tem sua possibilidade e limitação, mas que querem juntos ultrapassarem, vencerem, no verdadeiro amor, qualquer barreira.

Então os corações se enchem de boa vontade, disposição em perdoar, damos as mãos e começamos uma nova etapa, livres de julgamentos, de acusações, sendo gentis, amáveis com os erros alheios. Sabendo que quando o outro nos faz mal, nos causa dor, sofrimento, antes de tudo ele é o seu próprio mal, se encontra infeliz, insatisfeito, na sombra e tudo o que consegue produzir é um reflexo de si mesmo, de suas feridas, muitas vezes não se dá conta.

Quem também já consegue vislumbrar novos horizontes, não se limita apenas aos momentos que está vivendo, entende que a vida é muito mais ampla, que ela está sempre querendo nos mostrar, nos ensinar algo, que ela nos envia uma mensagem muito mais profunda do que conseguimos enxergar com a nossa pequenez de sentimentos tão humanos.

Chico Xavier nos elucida ainda mais, dizendo:

“A melhor maneira de aprender a desculpar os erros alheios é reconhecer que também somos humanos, capazes de errar talvez ainda mais desastradamente que os outros”

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Patricia Tavares
Sou Psicóloga e Reikiana nível 2, trabalho há 19 anos em consultório com psicoterapia, hipnose clínica. Já trabalhei em hospital, núcleo de violência da mulher. Acredito na vida, no amor, nos bons sentimentos, no perdão, na beleza da alma, na superação, no ressignificar, na humanidade. Adoro escrever e falar sobre sentimentos, superações, motivar pessoas, conseguir promover o melhor, despertar o que possa ser maravilhoso em cada um de nós e libertar pessoas de suas prisões emocionais, com uma nova e especial forma de viver, independente dos acontecimentos da vida.