A gente adoece quando a gente não aceita a nossa realidade!

“O fato de o mar estar calmo na superfície, não significa que algo não esteja acontecendo nas profundezas”… (O mundo de Sofia – Jostein Gaarder).

A vida exige que encontremos válvulas de escape quando a situação está insuportavelmente dolorosa. Muitas pessoas, encontram a saída no trabalho, nos estudos, nas viagens, nos amigos…
Aprender a administrar as dores da alma com inteligência e criatividade, nos torna resistentes e resilientes para atravessar o terreno acidentado da vida, superando picos e vales.

Porém, “atravessar o espelho e ir para o país das maravilhas” criando realidades paralelas e paraísos artificiais, só provocam adoecimento e impedem o processo evolutivo humano.

Para se curar das dores que os acontecimentos da vida nos causaram é preciso amadurecer, é preciso passar pelas experiências retirando o aprendizado.

Lidar com frustração, rejeição, reprovação provocam dores existenciais. Fragmenta a alma, mas também nos enriquece como pessoa.

Aceitar a realidade dos fatos aumenta o nosso poder de percepção e nos leva a acessar os recursos internos que dispomos para superar as adversidades.

Negar os problemas não nos ajuda a supera-los! Pelo contrário, nos ilude e nos afasta da solução.

Mas quando nos responsabilizamos e os encaramos de frente com persistência acabamos encontrando a solução.

Negar a realidade é optar por andar às cegas pela vida, sem a possibilidade de criar o mapa dos caminhos já percorridos, e isso, dificulta o nosso avanço.

O passado precisa ser deixado no passado e não cabe reparação dos erros, e sim, lição e aprendizado.

Toda a evolução exige despedidas.

Aceitar as retaliações da realidade, nos leva a novos planos, estratégias inéditas, abordagens inventivas, soluções criativas e todas essas experiências nos tornam mais seguros para as próximas etapas que certamente virão.

Quando fugimos das provas da vida, adoecemos. Cristalizamos num formato, e perdemos a criatividade que está a serviço da inteligência, que nos leva a articular formas de lidar com adversidades.

Toda doença do corpo começa na mente. Criar cenários ficcionais ao invés de encarar panoramas reais, nos infantiliza e inviabiliza o nosso desenvolvimento.

Perdemos a capacidade de acessar a potência que nos habita.

Você só sabe se consegue pular mais alto, se “subir o sarrafo”.

É isso que a vida nos traz, novos desafios, às vezes, é a forma que a vida encontra de nos possibilitar pular mais alto.

As grandes oportunidades podem vir disfarçadas de desafios. Encare a vida de frente, sem negar a sua realidade. Aceite. É a aceitação que traz a solução.

Há sempre a possibilidade de acontecer algo inesperado e até mesmo negativo, mas se olhamos a verdade e aceitamos a realidade nos sentimos preparados e fortes para enfrentar a vida com coragem.

Estar preparado para lidar com os obstáculos sem fuga da realidade, só faz aumentar a sua confiança! Essa confiança é a sua competência para enfrentar a vida e suas surpresas.

Quando negamos a realidade adoecemos porque nos tornamos inseguros, medrosos e desanimados. Mas quando aceitamos a verdade que se revela, sem querer florear ou justificar, sem culpar ou julgar, conseguimos enxergar claro o que nos levou a chegar no ponto em que chegamos, e sabendo, poderemos mudar de estratégia, transformar hábitos e nos curar, pedindo ajuda, ou nos ajudando.

Pare de negar a realidade, por mais cruel que ela seja! Se você não aprender a lição que ela quer te ensinar, você sentirá que alguma coisa dentro de você está doente. Até que essa doença se torne a realidade que você não quis enfrentar.

*DA REDAÇÃO RH. Texto de Fabiano de Abreu Rodrigues, PhD, neurocientista, neuropsicólogo, biólogo, historiador, jornalista, psicanalista com pós em antropologia e formação avançada em nutrição clínica. PhD e Mestre em Ciências da Saúde nas áreas de Psicologia e Neurociências pela EBWU na Flórida e tem o título reconhecido pela Universidade Nova de Lisboa; Mestre em Psicanálise pelo Instituto e Faculdade Gaio/Unesco; Pós Graduação em Neuropsicologia pela Cognos em Portugal; Pós Graduação em Neurociência, Neurociência aplicada à aprendizagem, Neurociência em comportamento, neurolinguística e Antropologia pela Faveni do Brasil; Especializações avançadas em Nutrição Clínica pela TrainingHouse em Portugal, The electrical Properties of the Neuron, Neurons and Networks, neuroscience em Harvard nos Estados Unidos; bacharel em Neurociência e Psicologia na EBWU na Flórida e Licenciado em Biologia e também em História pela Faveni do Brasil; Especializações em Inteligência Artificial na IBM e programação em Python na USP; MBA em psicologia positiva na PUC. Membro da SPN – Sociedade Portuguesa de Neurociências – 814; Membro da SBNEC – Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento – 6028488; Membro da FENS – Federation of European Neuroscience Societies – PT 30079; Contato: [email protected]
*Foto de Tadeusz Lakota no Unsplash

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Fabiano de Abreu Rodrigues é psicanalista clínico, jornalista, empresário, escritor, filósofo, poeta e personal branding luso-brasileiro. Proprietário da agência de comunicação e mídia social MF Press Global, é também um correspondente e colaborador de várias revistas, sites de notícias e jornais de grande repercussão nacional e internacional. Atualmente detém o prêmio do jornalista que mais criou personagens na história da imprensa brasileira e internacional, reconhecido por grandes nomes do jornalismo em diversos países. Como filósofo criou um novo conceito que chamou de poemas-filosóficos para escolas do governo de Minas Gerais no Brasil. Lançou o livro ‘Viver Pode Não Ser Tão Ruim’ no Brasil, Angola, Espanha e Portugal.