Isaac Newton é lembrado como um dos maiores gênios da ciência moderna, responsável por leis que explicam o movimento dos planetas e a gravidade.
Além disso, o que poucos sabem é que, paralelamente à física e à matemática, ele dedicou décadas da sua vida a um campo muito menos divulgado: a interpretação de profecias bíblicas.
Newton investigou textos religiosos, cálculos e manuscritos para chegar em uma conclusão surpreendente: uma data que, segundo sua leitura das Escrituras, marcaria uma profunda transformação no destino da humanidade.
Isaac Newton e seu lado oculto: fé, Bíblia e profecias
Ao contrário da imagem de cientista puramente racional, Newton acreditava que a Bíblia era uma revelação direta de Deus. Para ele, o tempo humano não limitava o Criador, que teria pleno conhecimento do passado, do presente e do futuro.
Essa convicção levou Newton a estudar intensamente livros proféticos como Daniel e Apocalipse. Ele via essas passagens não como metáforas vagas, mas como códigos simbólicos capazes de revelar eventos futuros, desde que interpretados corretamente.
De acordo com o historiador Stephen Snobelen, especialista nos escritos teológicos de Newton, o cientista estava convencido de que as profecias bíblicas descreviam acontecimentos reais que ainda se cumpririam.
O método de Newton: cálculos simples para prever o futuro
Diferente do que muitos imaginam, Newton não usou fórmulas complexas nem equações avançadas para chegar à sua previsão. Seu método se baseava em aritmética básica aplicada a períodos de tempo mencionados na Bíblia.
Ele analisava números simbólicos, como dias proféticos, anos e ciclos históricos, convertendo essas referências em datas cronológicas. O resultado desse processo levou Newton a apontar o ano de 2060 como um marco decisivo para a humanidade.
Importante destacar: Newton não apresentou essa data como um palpite ou superstição, mas como uma conclusão lógica dentro da sua interpretação teológica.
2060 não seria o fim do mundo, mas o fim de uma era
Quando falamos em uma previsão do futuro, muitos já pensam no fim do mundo. Contudo, Newton não acreditava em um apocalipse destrutivo no sentido popular. Para ele, 2060 não representaria a aniquilação do planeta, mas o encerramento de uma era marcada por corrupção, conflitos e instabilidade.
Na visão do cientista, esse período abriria caminho para uma nova fase da história humana, uma transformação profunda no modo como as sociedades se organizam, governam e convivem.
Ele associava esse momento ao retorno de Cristo e ao estabelecimento do chamado Reino de Deus na Terra, um período de mil anos de paz, segundo a tradição bíblica.
Um futuro sem guerras: a visão otimista de Newton
Longe do tom catastrófico, Newton imaginava um mundo renovado. Inspirado no profeta Miquéias, ele descrevia um futuro em que nações abandonariam a guerra, convertendo armas em ferramentas de trabalho.
Essa imagem simbolizava o fim dos conflitos armados, da opressão política e das disputas religiosas. Em seu lugar surgiria uma civilização orientada pela justiça, pela cooperação e pela prosperidade coletiva.
Para Newton, o verdadeiro “fim do mundo” não seria físico, mas moral e espiritual, o colapso de um sistema falho para dar origem a algo melhor.
Por que essa previsão ainda intriga o mundo moderno?
O fascínio pela data de 2060 não está apenas na previsão em si, mas no fato de ela ter vindo de um dos maiores nomes da ciência. Isso revela que, para Newton, ciência e fé não eram opostas, mas complementares.
Sua visão mostra que até mesmo as mentes mais brilhantes da história buscaram respostas além da matéria, tentando compreender o sentido último da existência humana.
Se o mundo realmente passará por uma grande transformação em 2060, ninguém pode afirmar. Mas o legado de Isaac Newton continua provocando reflexões profundas sobre tempo, destino e o futuro da humanidade.
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