NÃO SE DEIXE VER PELO ESPELHO DOS OUTROS

Resiliência Humana

Acredite no mantra que define que “o corpo é como um templo”.

ACREDITE EM SI

Não deixe que um comentário negativo sobre você ou sobre o seu corpo abale as certezas de quem é e daquilo que conquistou. Acredite no mantra que define que “o corpo é como um templo” e não permita que nenhum terramoto de crueldade o faça desabar.

Não é raro as pessoas fazerem comentários negativos sobre o aspeto físico de alguém. Seja para desviar as atenções dos seus próprios defeitos, por necessidade de aceitação ou simplesmente por acharem que têm alguma graça, já todos ouvimos alguém a fazê-lo. Mas o que parece uma atitude inócua pode na verdade ter consequências graves para a pessoa julgada.

NÃO TENHA MEDO DE USAR AS PALAVRAS BULLYING E BODY SHAMING. CONTESTE-AS FAÇA-SE OUVIR!

O apontar aquilo que alguns consideram um defeito leva a que as pessoas se centrem nos comentários e se permitam não gostar do seu corpo ou de algum pormenor dele.

O AMOR-PRÓPRIO É UMA VIAGEM

É necessária uma força mental e uma grande confiança para que não nos afete o que os outros pensam ou dizem de nós. Afinal, nenhum Homem é uma pedra. Somos afetados pelos que nos rodeiam e pelas suas opiniões, quer queiramos quer não. Deixar de ouvir comentários negativos exige tempo e treino mental, mas acabará por acontecer. Ouça as opiniões de terceiros, sobretudo quando as pedir, mas aprenda a filtrar aquilo que deve ou não acatar.

SINTA-SE BEM NA PRÓPRIA PELE

Por vezes os comentários mais subtis, como uma referência ao peso, deixam uma marca profunda e prolongada, que nos faz questionar toda a dentada que dermos a seguir. É importante que não deixe que estes comentários afetem a sua vida. Coma aquilo que verdadeiramente lhe apetecer, vista a roupa com que se sente bem e não aquela que a pessoa A ou B acha que lhe ficam bem, use a maquilhagem que lhe der na real gana. O conforto de se sentir bem na própria pele não tem preço, por isso pare de ouvir as sugestões que a querem transformar em algo que não é. Se não suporta saltos altos, não os use apenas porque alongam as pernas; se é homem e a barba o incomoda, não a deixe crescer só porque lhe dá um ar mais adulto. Afinal de contas, é você que tem de lidar consigo 24 sobre 24 horas. Se não se sentir bem na sua pele, como é que conseguirá viver de forma relaxada, feliz e em paz?

A VOZ QUE HÁ EM SI

Muitas vezes o nosso discernimento é maior que o dos outros. Por isso, quando alguém faz body shaming connosco – o ato de envergonhar ou reprovar o corpo –, acabamos por engolir o comentário e sofrer sozinhos. Não o faça mais! O facto de se calar quando alguém é cruel só faz com que se fique a sentir pior, por não ter contestado uma atitude que condena, e faz também com que a outra pessoa não veja ou não queira ver onde errou. Não tente minimizar a atitude: o é uma forma de bullying e deve ser repreendido.

Há muitas pessoas que fazem comentários sobre o corpo dos outros sem sequer se aperceberem de que estão a julgar e que estão a magoar o outro. Não perca a compostura, mas confronte a outra pessoa e faça-a ver que não é certo julgar pela aparência.

CORAGEM PARA DEFENDER OS OUTROS

É importante também, quando ganhar confiança para falar, que o faça mesmo quando não é o alvo da piada ou do comentário. Pense que, como há pouco tempo não tinha coragem de se defender, a pessoa que é alvo de chacota também pode ainda não a ter. Além disso, ao fazê-lo vai estar a dar apoio a alguém que pode ter ficado a sentir-se mais frágil naquela altura, mostrando-lhe que não está sozinho e que há pessoas prontas para uma palavra amiga. Tenha a mesma atitude quando as pessoas em questão não estão presentes: o que está errado é a atitude de criticar alguém pelo aspeto físico e não necessariamente o facto de o fazer à frente da pessoa ou com terceiros.

Ao FALAR É QUE A GENTE SE ENTENDE

É importante que não seja agressivo e que não pague na mesma moeda: não ofenda a pessoa que o ofendeu, explique- lhe apenas que ninguém gosta de ser julgado, que não se deve humilhar ninguém e que, se se invertessem os papéis, a pessoa também não gostaria que a julgassem. Talvez note uma diferença de postura daí para a frente.

DE PEQUENINO…

É extremamente importante que se eduquem as gerações futuras para a aceitação e a igualdade.

Procure ter diálogos frequentes com os seus filhos sobre estes temas, para lhes explicar que não devem gozar com alguém ou excluir colegas das brincadeiras por alguma diferença. Explique-lhe diretamente o significado de expressões como bullying e body shaming. Normalmente as crianças não veem as diferenças, a menos que os adultos as façam notar. Neste sentido, é importante, mesmo em conversas entre adultos que as crianças possam ouvir, que não se refira a ninguém por nenhuma particularidade física, quer seja o tom de pele, a estatura ou algum pormenor físico.

Procure também saber se as suas crianças são alvo de body shaming. Por vezes a mudança é subtil, mas acabará por se aperceber se algo os anda a deixar desconfortáveis.

Ensine-os a não ligar aos comentários, reafirme o amor por eles e faça-os sentirem-se seguros. Tenha uma conversa com a educadora, professora ou com os pais da criança em questão, sem partir para o ataque, para que a situação se resolva.

Se, apesar de todo o cuidado e educação, se vir na posição contrária e o seu filho fizer body shaming com alguém, tente perceber se há alguma insegurança por trás dessa atitude e explique-lhe que é errado julgar alguém pela aparência. Seja clara e firme, para que comece a mudança de atitude.

VEJA O MUNDO À SUA VOLTA

A tendência para alguém se isolar e romper padrões quando está magoado é muita, mas não ceda a uma espiral destrutiva. Há pessoas que entram em dietas drásticas, que têm por consequência transtornos alimentares como a anorexia e a bulimia. Por outro lado, há também quem reaja à crítica com ainda mais desleixo, num pensamento de “já nem vale a pena tentar”. Acabam por se alimentar em exagero, o que também traz obviamente problemas como a obesidade e os problemas
de saúde a ela associados. Rodeie-se de pessoas que a façam sentir-se bem e, se achar que precisa, desabafe com quem se sentir mais à vontade. Ao falar sobre o problema vai perceber o quanto as pessoas gostam de si, como a apoiam e a querem ver feliz. Se sentir que não consegue retomar o seu rumo sozinha ou com a ajuda dos amigos, procure o auxílio de um psicólogo, que não só a ajudará a exorcizar a raiva, como também a compreender-se melhor e a gostar mais de si.

MUDANÇA DE PARADIGMA

Repare que o paradigma atual está a mudar e que o estereótipo de mulher loira, alta, magra, de olhos claros como a ideal está a desvanecer-se. Cada vez mais, as marcas de moda e beleza apostam numa política onde todos os corpos são válidos e todas as mulheres são bonitas.

FONTEIntermarche.Pt
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