As vezes, pegamos experiências negativas, as tomamos como verdades absolutas e saímos espalhando-as por aí com a nossa varinha de condão do mal.

Adriana Biem

NÓS SOMOS AS NOSSAS CRENÇAS

Você acredita no quê? Qual é aquela certeza que você tráz dentro de si e vive falando por aí em tom orgulhoso? “Ah, eu não sirvo pra isso”, “Ah, eu reclamo de tudo mesmo, brigo mesmo e faço barraco mesmo”, “Nem tento mais fazer dieta, isso não é pra mim”, “Odeio ler”, “Não sou criativa”, “Não gosto de exercício físico”…

Não que algumas dessas coisas não possam de fato ser genuínas, mas você já parou pra pensar que essas frases podem não ser assim tão verdadeiras? Já pensou que isso tudo pode ser somente alguma crença negativa que você tem sobre si próprio? Essas crenças podem até ter tido alguma utilidade em algum momento de sua vida, mas pode ser que agora não sirva mais para nada. Essas crenças podem também ser uma mera repetição de coisas que você escuta por aí e acaba acreditando porque escolher esse caminho é mais fácil e confortável.

Uma das características mais incríveis do ser humano é a sua capacidade de mudança, que também tem a ver com a capacidade de adaptação. Adaptar-se a princípio, pode soar positivo, e logicamente pode ser muito benéfico em algumas situações, mas o problema é que também nos adaptamos ao que é negativo, ao que rouba a nossa energia e ao que nos deixa insatisfeitos. Nos adaptamos às coisas que foram ditas ao nosso respeito ao longo de nossas vidas. E com o perdão do palavrão, quanta mxxx a gente escuta, não é mesmo?

Às vezes parece que todos estão querendo despejar seus caminhões de frustrações, decepções e tristezas em cima de nós, e insistem em nos fazer acreditar que se eles não conseguiram determinada coisa que queriam, você também não irá conseguir.

Dessa forma, as vezes, pegamos experiências negativas, as tomamos como verdades absolutas e saímos espalhando-as por aí com a nossa varinha de condão do mal, tirando a oportunidade das pessoas de sonharem, de tentarem por elas mesmas.


Nesses casos, adaptar-se pode ser a pior coisa que fizemos em nossas vidas. Adaptar-se pode significar a morte de nossos sonhos e planos e o começo de uma vida cheia de crenças limitantes.

No que você anda acreditando? Nas suas potencialidades ou nas coisas que disseram que você não conseguiria fazer? Você anda baseando as suas escolhas naquela sensação boa e confortante que você sente no coração quando pensa nela ou naquela cara de desaprovação que as pessoas fazem quando você conta?

Pense nas coisas que acredita. Elas te fazem expandir, se abrir e ter coragem ou te reprimem, te enfraquecem e te deixam acovardado(a)?

Muitas vezes em nossas vidas, a gente pensa que está escolhendo algo, quando na verdade são as nossas crenças que estão escolhendo por nós!

Pense nisso!

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Adriana Biem
Adriana Cardoso Biem Psicóloga Clínica, especialista em Gestalt-Terapia CRP 06/80681 Formada pela Universidade São Marcos, especialista pelo Instituto Sedes Sapientiae Atende em Alphaville (Barueri/SP) e Granja Viana (Cotia/SP) Contatos: [email protected] www.facebook.com/adrianabiempsicologa @adrianabiempsi (Instagram) www.adrianabiempsicologa.com.br

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