Está aberta a temporada de abstrair e fingir demência

Gabi Barboza

Esse é o lema do fim de ano: abstrair e fingir demência. Não sei se pro bem ou pro mal, está aberta a temporada de festividades. Funcionários, familiares, parceiros de negócios, parentada que nunca aparece, gente que você detesta ver – socorro!

Por obrigação ou por gosto, todo fim de ano as pessoas se juntam. E aí é momento de sermos resilientes. Os tipos difíceis de pessoas pra se conviver, vêm de brinde nessa temporada maravilhosa.

Por isso, abstrair e fingir demência é a aposta inteligente do fim de ano! Separei quatro perfis que quase sempre estão nessas festas.


E é difícil manter a resiliência. Vou te ajudar com isso. Vamos lá:

1. A pessoa que não tem diálogo e desanda a fazer perguntas

É um questionário policial, praticamente. Essa criatura não tem assunto. Então faz mil e uma perguntas por minuto. E o pior: nem presta atenção nas respostas.

O jeito para sair fora dela são dois caminhos:

A) Faça perguntas a ela, sem responder as dela.

B) Saia de perto sem cerimônia.

Costumo usar a opção A, por ser apaixonada por comportamento humano e gosto de ver a reação da pessoa, sofrendo com o próprio veneno. Elas ficam tão sem jeito quanto nós.

2) A miss ou o mister língua solta que fala mal até da decoração do lugar

Tanto mulheres quanto homens podem assumir esse papel. É aquela pessoa que mal te conhece. Chega a sua presença, fala qualquer coisa, estabelece um diálogo mais ou menos. E pronto: começa a falar mal de tudo e de todos.


Tome cuidado, não entre na onda da pessoa. Talvez, seu novo (a) amigo (a) língua solta guarde pra si tudo o que você disse na festa da empresa. E adivinhe? Use contra você. É, tem gente pra tudo nesse mundo!

Abstrair e fingir demência com esse tipo tóxico de gente, é o melhor. Vale olhar com cara de desaprovação e sair de perto, evitar a pessoa. Melhor assim.

3) A parentada que pergunta as mesmas coisas, todo ano

– E o filho? Quando vão encomendar?

– E o namorado?

– Quando vão casar?

– E a faculdade?

– E o trabalho?

– E o apartamento, já comprou?

– E a empresa?

A vontade é ir pra festa de família com uma ~brusinha~ escrita “primeiramente Fora Temer” e “pague minhas contas e faça quantas perguntas quiser”.

O pior é que nem querem mesmo saber como estão as coisas. Isso é pura falta de assunto mesmo. Só quem passa por isso, sabe como é constrangedor. E quando perguntam do namorado e a moça gosta de meninas? Muito chato isso!

Esse povo, a gente faz que nem as águas de um rio ao passarem por pedras: aqui, abstrair e fingir demência é pouco. Pra se livrar da parentada: cumprimente de longe e nem chegue perto.

4) As pragas que ficam no celular e não sabem usar fone pra ouvir áudios

São pragas mesmo e mal-educadas. Não têm educação de ouvir áudios e/ou vídeos em público com foninho de ouvido. Gemidão do whats mandou lembranças!

Vale olhar com cara feia. Pode juntar com os primos ou amigos e todos olharem pra pessoa. Talvez ela perceba que está incomodando. Mas se não adiantar, pode pedir educadamente à pessoa pra ouvir baixo ou usar um foninho.

Bom, depois dessas dicas, só te desejo é sorte nessa temporada do ano.

Muita sorte.

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Gabi Barboza
É graduanda em Psicologia, tem 32 anos. Como o que faz o mundo dela girar, são as pessoas, trabalha com Recursos Humanos. É mineira, bem casada com um Gaúcho lindo. Mora em Porto Alegre desde 2012. Está sempre lendo e ama escrever. Se sente rica, por ter vários livros em uma estante que é o seu tesouro. Ama se engajar em causas sociais, crê que a única coisa que levamos desse mundo, é o que plantamos. E que as boas obras, são fundamentais.

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