12 minutos de bondade são suficientes para restaurar o bom humor, diz estudo.

Resiliência Humana

Quando a tristeza te invadir, tente passar 12 minutos tendo pensamentos gentis e oferecendo sua bondade para os outros que verá que esses poucos minutos serão suficientes para te fazer se sentir melhor. Isso foi comprovado em uma pesquisa americana que afirma: altruísmo e bondade são as mais potentes armas para restaurar o bom humor!

de MARTA MUSSO

Um pouco de ar fresco, uma corrida no parque ou talvez algumas compras saudáveis. Todo mundo tem seus remédios para se erguer quando o moral está no chão. Mas às vezes até o abraço que damos a nós mesmos pode não funcionar.

Para banir o mau humor, no entanto, existe um método infalível: não focar em nós mesmos, mas tentar fazer algo pelos outros.

Para propor isso, os psicólogos da Universidade Estadual de Iowa, revelam que para aumentar o humor basta ser gentil e cordial com os que estão ao nosso redor por apenas 12 minutos.

“É um remédio simples que não leva muito tempo”, explica o psicólogo Douglas Gentile, autor da pesquisa “Mostramos que ser gentil com os outros reduz a ansiedade e aumenta a felicidade”. O estudo foi publicado recentemente em Journal of Happiness Studies.

Caminhadas de 12 minutos

Para entender isso, os pesquisadores pediram a 496 estudantes que passassem 12 minutos pelos corredores e avenidas da universidade.

Antes da caminhada, os meninos foram divididos em grupos.

O primeiro foi solicitado a se concentrar em pensamentos amáveis ​​e amorosos: olhando para as pessoas que conheceram durante a caminhada, eles tiveram que pensar “Eu quero que essa pessoa seja feliz”.

Em vez disso, o segundo grupo foi convidado a pensar no que eles poderiam compartilhar com as pessoas que conheceram, como gostos, sentimentos e medos.

O terceiro grupo, em vez disso, baseava-se no “confronto social abaixo”: ao encontrar outros alunos, eles tiveram que pensar em como poderiam ser melhores que eles.

Finalmente, o quarto e último grupo foi o grupo do controle. Neste caso, Os alunos foram convidados a pensar apenas em detalhes estéticos, como roupas ou outros acessórios, sem julgar quem eles conheceram.

Todos os alunos completaram pesquisas, antes e depois da caminhada, a fim de medir sua ansiedade, felicidade, satisfação, empatia e cuidado.

A bondade vence

Ao comparar cada grupo com o grupo controle, os pesquisadores observaram que aqueles que tinham pensamentos gentis e amorosos sobre os outros se sentiam ainda mais felizes, mais satisfeitos, empáticos e menos ansiosos.

Assim como o segundo grupo, o altruísmo, que mostrou bons resultados, especialmente em preocupação e empatia.

O grupo de comparação social, por outro lado, não mostrou benefício em comparação ao grupo controle: os estudantes que se compararam aos outros, de fato, eram menos empáticos e atenciosos.

“A comparação é competição”, apontam os pesquisadores.

“Isso não significa que não possa ter nenhum benefício, mas a mentalidade competitiva está ligada a maior estresse, ansiedade e depressão”.

Personalidade não importa

Além disso, os pesquisadores examinaram se as diferentes personalidades dos estudantes poderiam de alguma forma influenciar os resultados.

Eles esperavam, por exemplo, que as pessoas narcisistas achassem difícil desejar que os outros fossem felizes.

Diferentemente do que era esperado, eles descobriram que a personalidade dos estudantes não teve nenhum papel em se beneficiar de comportamentos diferentes.

“Essa prática simples é válida independentemente do tipo de personalidade”, escrevem os pesquisadores.

“Ter pensamentos gentis com os outros reduziu a ansiedade e aumentou a felicidade e a empatia em todos os participantes”.

A comparação nas mídias sociais

Um dado particularmente interessante, apontam os pesquisadores, é o observado no grupo em que os alunos foram levados a fazer uma comparação com os demais.

Um resultado que de alguma forma poderia estar ligado ao fenômeno induzido pela comparação contínua proposta pelas mídias sociais, em que as pessoas realmente relatam sentir-se mais deprimidas e com baixa auto-estima.

“Embora não o tenhamos demonstrado diretamente neste estudo, sabemos que é quase impossível não fazer comparações nas mídias sociais”, explica Gentile.

“Muitas vezes sentimos inveja, ciúme, raiva ou decepção em resposta ao que vemos nas mídias sociais, e essas emoções perturbam nossa sensação de bem-estar”, conclui o autor, apontando que a comparação pode ser positiva e ter efeitos benéficos quando, por Por exemplo, você está aprendendo alguma coisa.

“Por exemplo, quando crianças, aprendemos olhando para os outros e comparando seus resultados com os nossos.

No entanto, quando se trata de bem-estar, a comparação não é tão eficaz quanto a bondade, que aumenta constantemente a nossa felicidade “.

*Via Repubblica. Traduzido e adaptado REDAÇÃO Resiliência Humana.

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