Términos não são o fim do mundo!

Iandê Albuquerque
Crying beautiful woman photo

Chega num ponto da estrada que percebemos que não resta mais alternativa alguma. Todas as esperanças se esgotaram, os planos não fazem mais sentido, conversas e telefonemas doloridos.
Nada do que possamos fazer parece resolver as coisas que estão fora do lugar, tudo parece fora do lugar. Outro dia eu li uma frase que dizia: ”Se chegar o momento de saltar, não hesite e salte sem medo, sem olhar para trás.”

Faz pouco mais de um ano e meio que, mesmo com medo, decidi saltar, seguir a minha vida e nunca mais olhar para trás. Desde então, depois do término, aprendi coisas que jamais pensei que aprenderia, suportei a saudade que agora virou só lembrança que não incomoda, nem dói.

Aprendi a lidar com o fato de abrir mão de alguém que eu amava porque, por mais difícil que fosse admitir isso, era a melhor decisão a se tomar.

Você simplesmente aprende a lidar com o fato de que, às vezes, as pessoas não permanecem ao seu lado (e muitas vezes é melhor que não permaneçam mesmo), relacionamentos acabam, términos acontecem e você precisa aprender, na cara dura, a reinventar-se, porque a vida é isso. É seguir em frente, aprender a lidar com perdas, independente de como essa perda o deixou.

Se você já passou por pelo menos mais de um término, já parou para pensar que todo fim te traz uma nova maneira de aprender a lidar com o que se foi e enxergar a vida de forma mais madura e segura?

Não estou dizendo que terminar com alguém que você ama muito seja o melhor caminho para tornar-se uma pessoa mais cautelosa e responsável, mas se você já superou ao menos dois términos, você deve entender o que eu estou falando. Términos nos ajudam a compreender que depositar expectativas demais em alguém não torna esse alguém mais interessante pra você, só transforma o outro em uma pessoa baseada nos seus pontos de vistas.

Às vezes, os términos nos deixam com aquela sensação de ter perdido a direção e não saber exatamente o que fazer depois que o outro partiu, mas términos também nos ajudam a nos reencontrar, a nos reerguer sozinhos, a buscar na nossa interioridade novos caminhos e assim, estar pronto para uma nova fase da sua vida.
A gente costuma pensar que nunca mais vamos encontrar alguém com aquelas características especiais que quem amamos possuía. E talvez, a gente nunca mais encontre mesmo, mas isso significa que os outros relacionamentos não possam ser realmente bons.

Talvez as pessoas sejam insubstituíveis na sua essência, mas o que dita o tom, a intensidade e a durabilidade do relacionamento é mais a disponibilidade dos sujeitos que as suas características pessoais.

Num dado momento você percebe o simples fato de que, mesmo que vocês se encontrem novamente, o que viveram, passou. Não volta mais. Você não é mais o mesmo, ela não é mais a mesma. Você deixa de se achar que o tempo que vocês passaram juntos deva ao menos significar alguma coisa, e talvez até signifique, mas essa coisa agora é muito pequena perto do que você busca.

Fim de relacionamento não é o fim do mundo. Sempre vai existir alguém disposto a fazer por você o que outra pessoa não fez.
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Iandê Albuquerque
Sou recifense, 24 anos, apaixonado por cafés, seriados e filmes, mas amo cervejas e novelas se houver um bom motivo pra isso. Além de escrever em meu blog pessoal e por aqui, escrevo também no blog da Isabela Freitas, sou colunista do Superela e lancei o meu primeiro livro em Novembro de 2014 pela Editora Penalux. .

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