Sobre os amores repentinos

Estela Meyer

É… A vida nos prega algumas peças.

Vida, sua marota. Tsc, tsc.

Como de costume, não é?! Mas se assim não fosse, que graça teria?

Aí você está lá, cheio de planos. Tudo organizado. Destino traçado. Malas prontas.

E no último minuto do segundo tempo algo acontece. Alguém aparece. Sim, te balança. Acredite, eu sei. E aí como
fica? Onde estão agora todas as convicções? Todas as certezas? Cadê aquela segurança toda?

E esses amores assim como chegam, eles se vão. Ou quem vai é você.

Talvez seja um teste.

Talvez seja um presente.

Talvez seja apenas a vida sendo como ela é.

Talvez esteja tudo no lugar que sempre teve de estar.

Sim, você chegou na hora.

Não houveram atrasos.

Nem desencontros.

A vida apenas seguiu. Como tinha que ser.

Ok! Mas aos 45 ainda há jogo.

E sabe, ainda dá pra fazer valer a pena. Há sim tempo. Tempo pra abraçar o que vier. Pra dizer e fazer o que a alma pede. Dá tempo sim de ser eterno, nem que aos olhos grandiosos e despreocupados do tempo, dure apenas um segundo.

O importante é, que o que quer que seja, seja verdadeiro. Venha da alma.

Uma vez li uma frase que dizia assim: “se deu saudade, então foi a escolha certa.”.

Acredito que essa seja a grandeza de se viver o presente, aceitar aquilo que vier, de braços abertos. De coração alegre e receptivo. A gente corre riscos, sim, mas sabe, às vezes esse é o preço que se paga por alguns momentos inesquecíveis.

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