Intimidade – Conexão com o Universo, a Dois!

Claudia Rocha

Sempre fui fã do tipo de romance “nós contra o Mundo”, e às vezes parece que é bem assim. Quando encontramos alguém que nos apoia sempre, que conhece os nossos dias bons e maus e mesmo assim permanece ao nosso lado, sentimos um propósito maior. Como se essa pessoa fosse a nossa garantia de que vamos ficar mais fortes com o tempo.

Amor não é só romance, é resiliência. É ficar, mesmo quando o nosso humor dá abanões às nossas ideias e planos: de manhã dizemos que queremos viajar pelo Mundo e vamos fazer tudo, de tarde algo nos deita abaixo e sentimos que não temos dinheiro nem para jantar fora.

A nossa mente é facilmente atraiçoada pelas condições – somos humanos e temos momentos bons e menos bons, e podemos atacar tudo à nossa volta por isso, incluindo quem amamos.

Quando digo atacar, falo de respostas tortas, expressões desanimadas, falta de vontade de fazer coisas com a pessoa amada. Isso acontece, e não é nenhum bicho de sete cabeças, Mas é o verdadeiro teste à relação.

Ainda hoje, falei do tópico dinheiro. Ter dinheiro de sobra ou a falta dele é um teste que mostra quem as pessoas realmente são: famílias inteiras separam-se porque alguém ficou mais rico e não quer dividir com ninguém. Casais ganham a lotaria e separam-se instantaneamente. Não é o dinheiro – são as pessoas!

Da mesma forma digo: não são os problemas do relacionamento, mas as pessoas que o fazem. Os problemas são externos ao casal, e é a maneira como eles reagem que dita quem eles são e se o seu amor é para durar.

Um relacionamento é baseado numa forte intimidade.

E o que é intimidade?

É cada um estar em conexão consigo mesmo e o Universo, e DEPOIS falar. É cada um sentir-se bem, e DEPOIS agir. Porque ninguém que esteja com raiva diz o que realmente pensa e sente. O que achamos realmente de alguém é expressado de forma pura quando estamos sintonizados com o Universo, em harmonia – isto é, quando nos sentimos bem connosco.

Um relacionamento é a oportunidade perfeita para expressarmos o nosso alinhamento com o Universo, e inspirarmos o outro a fazê-lo também.

Estar em alinhamento é permitir o fluir do amor, da felicidade, enfim, das coisas boas que naturalmente vêm para nós, porque são o nosso propósito de vida, o nosso dever cósmico: boas emoções significam expansão, aprendizagem, a nossa evolução como seres físicos e espirituais.

Se estás num relacionamento, ou mesmo se estiveres solteiro/a, toma a decisão de entrares em sintonia com o teu “Eu Maior”: a parte mais sábia de ti que te guia para aquilo que tu queres. Faz isso cuidando de ti mesmo, distinguindo o que te faz sentir melhor e escolher apenas isso, e agir apenas quando te sentes inspirado.

Há várias práticas que facilitam esta conexão com o teu “Eu Maior”. Reflete e mergulha nessa jornada de auto-conhecimento, e amor-próprio. Quando estiveres pronto, podes amar como sempre deverias: incondicionalmente.

Incondicional não significa independentemente do outro te tratar bem ou não – significa que, em princípio, já estás com a pessoa que te ama tal como tu te amas a ti, e que por isso, independentemente das condições, vais deixar fluir o amor que é natural para vocês.

Nesses momentos de expressão de amor puro, magia acontece. Há um fortalecer de laços, e uma conexão não só com o Universo, como entre o casal. Há um sentimento que paira no ar, uma sabedoria de que somente o amor faz sentido, uma ternura pela pessoa que está à nossa frente.

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Claudia Rocha
Portuguesa, autora do blog Vibe High - reflexões e dicas sobre Lei da Atração e como criar a nossa própria realidade.

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