Sente-te Bem, O Resto Vem

Claudia Rocha

Uma das maiores armadilhas em que podemos cair é querer controlar as situações que nos acontecem. Parece contraditório – especialmente num blog que fala sobre como criar a nossa própria realidade – mas a verdade é que essa função não nos cabe a nós.

Temos um Universo omnipresente e omnipotente. Qualquer que seja o nome da entidade superior que orquestra todas as circunstâncias, pessoas e ideias, o facto é que é maior que nós, e que sabe exatamente o lugar certo. No fim, tudo se assenta, tudo faz sentido, por causa desta ordem divina das coisas.

No outro dia falei com um amigo sobre destino. Mas afinal, como é que alguém pode acreditar que escolhe o que acontece na sua vida mas ao mesmo tempo sabe que não pode controlar tudo?

É uma mistura dos dois: causalidade e livre-arbítrio.

Ao mesmo tempo que escolhemos o tom da nossa vida, o Universo já tem inúmeros caminhos que podemos percorrer, para chegar ao destino que desejamos (ou que não desejamos). Nós escolhemos a frequência, o grande orquestrador, Deus, destino, ou o Universo – como lhe quiserem chamar, trata de fazer a manutenção dos detalhes.

Ora, parece fácil, mas não é.

Até parece que aquilo que precisamos fazer para viver a vida dos nossos sonhos é sentarmo-nos confortavelmente e esperar as coisas virem até nós. Mas não é.

Por termos um padrão mental e emocional treinado que nos faz atrair as mesmas circunstâncias, é difícil reverter esse padrão.

Por outras palavras, queremos passar do ponto A para o ponto B, e achamos que basta mudar os pensamentos para viver uma vida completamente nova.

Mas se andamos sintonizados numa frequência predominantemente negativa, isso é quase impossível fazer “da noite para o dia”! Temos que ir aos poucos, mudando os nossos hábitos.

Mas a mudança tem que ser interna. Começa em nós, porque nós é que criamos a nossa realidade. Mas as pequenas circunstâncias, os pequenos momentos do dia, acontecimentos, pessoas, conversas e até mesmo as ações que tomamos, não são controladas por nós – porque também são manifestações daquilo que andamos a pensar e sentir.

Tentar mudar as coisas a partir do exterior não vai mudar nada, aliás, pode muito bem piorar as coisas. É como nadar contra a corrente. Sentimo-nos desgastados, desapontados, desiludidos, porque estamos a duvidar da nossa própria capacidade como criadores e a limitar a nossa permissão daquilo que realmente queremos.

Olhamos para como as coisas estão, queremos mudá-las, e depois sentimo-nos desapontados, porque é apenas mais do mesmo. Perpetuamos a vibração de ausência, e o Universo responde, com mais ausência daquilo que desejamos.

Tentar avaliar os resultados com apenas pouco tempo de mudança dos nossos hábitos de pensamento é um erro, aliás, o meu conselho é simplesmente ignorar a realidade física por um tempo.

Lunático? Talvez. Irrealista? Cada um cria o que pensa, por isso selecionar a realidade que queremos é um ato sábio. Não precisas descartar completamente aquilo que te acontece, basta escolheres as partes da tua vida que mais te agradam e fazer mais isso.

Se há algo que amas fazer, fá-lo mais vezes.

Se há algo a correr bem, fala disso e menos do que corre mal.

Sente-te bem, e deixa isso ser o suficiente. Não para manifestar um resultado específico, mas porque te estás a preparar para coisas ainda melhores, e ao treinares sentires-te bem mais vezes, irás treinar um padrão mais positivo e tornar-se-á natural para ti ver aspetos positivos até na pior das situações.

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Claudia Rocha
Portuguesa, autora do blog Vibe High - reflexões e dicas sobre Lei da Atração e como criar a nossa própria realidade.

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