Seja você mesma e arrase! Não se molde a padrões nem seja marionete do sistema!

Iara Fonseca

Definitivamente não sou e nunca serei como você. Tenho a minha história, a minha identidade e prezo a individualidade de ser exatamente como sou. Você pode achar que eu deveria ser isso ou aquilo, que meu jeito de ser é irritante ou cheio de frescuras, que minha vida não está dentro dos seus padrões aceitáveis, mas e daí? Acolho o que você diz, filtro com meu bom senso e acato o que me convém. Afinal, não é você que está aqui dentro, graças a Deus.

Já foi o tempo que me importava com o que os outros diziam a meu respeito. Passei longos anos da minha vida tentando me enquadrar em estereótipos e conceitos que acreditava serem ideais e que deveriam sem seguidos. Mas com o passar do tempo percebi que para ser feliz precisava descobrir quem eu realmente era. Quais eram os meus valores e o que realmente me trazia alegria.

Não foi fácil, sempre pintava aquela famosa frase: “Eu só serei feliz se algo acontecer”. Esse algo, geralmente, era externo e não dependia de mim. Ou era tão difícil e distante que provava ser impossível a realização do meu desejo.

Aprendi que para ser feliz precisava acalentar sonhos reais, desejos palpáveis, possíveis de serem realizados com planejamento, foco e ação. Aprendi a não precisar de conselhos de outras pessoas, a me recolher em pensamento silencioso, a me amar seja qual for o meu formato, mesmo que “despadronizado”.

Mesmo fora do padrão sigo harmoniosa, com detalhes autênticos que são só meus. O amor próprio nos concede um charme único, um poder entranhado, algo sutil, mas sublime.

Acordar todos os dias ao meu lado era um saco, e quando percebi que a vida não existe sem mim, mas pode existir sem todas as outras pessoas, mesmo que seja um tanto difícil sobreviver a saudade, acordei amando a minha companhia.

É, seria impossível viver sem mim. E eu sou a pessoa que mais importa. Não existe egoísmo nessa minha fala, por mais que pareça…É simplesmente, amor.

Eu tenho que amar a mim primeiro e ao outro, apenas um terço do tanto que eu me amo, isso não quer dizer não amar, mas amar com moderação, sem apegos desmedidos, e aproveitar o amor e a alegria que o outro me traz. Dessa forma, o outro toma parte de apenas um terço de mim, dois terços sou eu integralmente em minha mais perfeita essência e particularidade.

O outro não terá poder em mudar nenhuma característica minha, apenas eu, no silêncio do recolhimento e reflexão sobre mim mesma, poderei mudar algo que eu considere importante ser transformado aqui dentro, para minha evolução interna e por que não, para uma melhor relação interpessoal com quem eu amo.

Ser você mesma te leva ao seu próprio mundo de maravilhas. Podem jogar pedras quanto quiserem, mas a alegria ninguém te tira. Essas pedras, as vezes é até sinal de admiração, muitas pessoas não conseguem acatar a admiração pelo outro como algo bom e a transformam em inveja, por isso precisam jogar pedras. Não liguem. Essa é uma defesa natural do ser humano fraco que ainda precisa aprender a se amar. Seja você mesma e arrase! Não se molde a padrões, nem seja marionete do sistema!

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Iara Fonseca

Jornalista, poeta, educadora social, fundadora e editora de conteúdo do Rede de Ideias: PRODUÇÃO DE CONTEÚDO. Seu interior é intenso, sempre foi, transforma suas angustias em textos que ajudam muito mais a ela própria do que a quem lê. As vezes se pega relendo seus textos para tentar colocar em prática aquilo que, ela mesma, sabe que é difícil. Acredita que viemos aqui para aprender a ser, a cada dia, um pouco melhor, para si mesmo, e para o outro!


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