Por que o amor acaba de repente?

Rogerio Prado

Era o namoro perfeito. Cheio de romantismos, carinhos e sensibilidade. Também pode ter sido o casamento dos sonhos, com todos os detalhes decorados de amor e perfeição.

Claro que com o tempo, a correria do cotidiano e as preocupações profissionais, o relacionamento acaba não conservando o brilho e o fascínio dos primeiros meses. Surgem os primeiros desentendimentos. Naturais, é claro, pois sempre haverá ajustes quando dois universos distintos decidem unir-se num só espaço.

Mas não havia crise, você e seu amor viviam diariamente a felicidade de se descobrirem e experimentarem a parceria do cotidiano, sentindo que juntos, até ir ao supermercado, lavar roupas ou limpar a casa tornava-se uma diversão do casal.

Mas de repente, não mais que de repente, sem qualquer justificativa aparente, a pessoa que te amava decide colocar um ponto final em tudo. Como se aquele sentimento tão intenso tivesse terminado tal qual o combustível de um automóvel em alta velocidade.

Resta o profundo e doloroso sentimento de abandono. O abraço que não existe mais, o sorriso que virou lágrimas. A certeza de não conseguir compreender porque aquela história de amor morreu tão de repente.

Há duas possíveis explicações para estas histórias de amor semelhantes a tempestades de verão, que chegam rápido, intensas e terminam inesperadamente. A primeira possibilidade é de que a pessoa que termina o relacionamento sempre esteve mentindo para si mesma. As declarações de amor eram tentativas de convencer-se de que realmente te amava. A pessoa gostou muito de você e se esforçou para tentar te amar.

Entretanto, um namoro sustenta-se anos só com gostar, já uma união mais próxima requer o puro e verdadeiro amor. Então ele (normalmente homens abandonam mais do que mulheres) cansado de tentar te amar, exausto por fingindo um sentimento, resolve dar fim a tudo. Há casos em que simplesmente a pessoa que ontem dizia te amar, hoje vai embora e termina a história de amor pelo telefone ou redes sociais.

Outra situação que acaba motivando tais rompimentos inesperados e injustificáveis é o fato de que existem pessoas que não sabem viver felizes. A vida a dois apresenta diversos desafios e lutas. E algumas pessoas se sentem bem em meio às batalhas do cotidiano. Surge, então, uma crise de identidade quando as coisas começam a ir bem, ou seja, quando o casal alcança uma tranquilidade financeira, ou os filhos tornam-se menos dependentes da atenção dos pais.

A tão sonhada e desejada felicidade e tranquilidade pode assustar algumas pessoas que, em crises de pânico, jogam tudo para o alto, incapazes de pensar nos sentimentos de quem lhes ama, como se a vida e o amor perdessem o sentido.

Os motivos não importam. Já falamos em outra ocasião que compreender não transformará o teu passado. O melhor a fazer agora é superar este sentimento de abandono.

Por mais que seja difícil, pare de chorar por uma pessoa que não quer mais estar contigo. E comece a pensar nas várias pessoas que diariamente escolhem estar ao teu lado. Quantas pessoas maravilhosas hoje valorizam tua companhia e amam teu sorriso?

Não deixe que a pessoa que te abandonou leve consigo teu sorriso e tua alegria de viver, enquanto há muita gente ao teu redor torcendo pela tua felicidade.

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Rogerio Prado

Rogério Prado é professor, coach sentimental, palestrantes e escritor. Diretor do canal Vida em Abundância – palavras que transformam a alma (https://www.youtube.com/channel/UCuIKRvVgeEdbmFlrci4cj_Q). E autor do livro “O Desafio de Deus – 40 dias para transformar a sua vida”


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