Por que muitas coincidências não são casuais

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Certamente todas as pessoas já viveram, em algum momento, coincidências inexplicáveis. Por exemplo, de repente você decidiu telefonar para um velho amigo e, naquele momento, ele liga para você. Ou, por acaso, encontrar um conhecido na rua e, depois de falar com ele, sua vida mudar completamente. Ou ainda, fazer uma pergunta mentalmente e ver um anúncio publicitário com a resposta.

Ás vezes, as coincidências são tão perfeitas, que é impossível acreditar nelas. Um excelente exemplo disso é a história do ator Anthony Hopkins. Ele estava se preparando para a gravação do filme The Girl from Petrovka, baseado no romance de George Feifer.

Para estudar seu personagem, precisava da versão original da obra, mas não conseguia encontrá-la em nenhuma das livrarias nem na biblioteca ou com os seus amigos. O ator estava completamente desesperado, quando, acidentalmente, encontrou uma cópia do romance esquecida por alguém em um banco do metrô.

Mais tarde, quando foi pegar o voo para ir para o set, o ator acidentalmente esbarrou no aeroporto com Feifer, o autor da obra, que se queixou a Hopkins dizendo que havia emprestado a um amigo a cópia mais valiosa de seu livro, com suas anotações, e ele perdera o exemplar em algum lugar do metrô.

Como é possível explicar isso?

Parece que todas as pessoas e todas as informações estão conectadas entre si com fios invisíveis, que às vezes brilham. E, na opinião do famoso psiquiatra Carl Gustav Jung (contemporâneo e uma espécie de ’rival’ de Freud), realmente é assim que acontece. Este fenômeno é chamado de sincronicidade e talvez seja o fato mais misterioso do Universo.

Jung concluiu que existe uma estreita relação entre o homem e o seu entorno, ou melhor, com o espaço, o tempo, o consciente e o inconsciente. E, às vezes, sob a influência de sentidos objetivos, surge uma forte atração nesta relação, que provoca coincidências inesperadas, as quais geralmente chamamos de coincidências fatais, de destino, sorte incrível — e alguns chamam de milagre.

E quanto mais estreito for esse vínculo, entre aqueles ao seu redor e você, maior a probabilidade de que perceba e dê importância mesmo às menores coincidências. Podem ser, por exemplo, anúncios publicitários, músicas ou programas de rádio, encontros inesperados, imagens, conversas, aromas.

É claro que não podemos estar 100% certos desse fenômeno. No entanto, sua existência às vezes ajuda a agir e a tomar decisões ou a mudar a vida drasticamente. Você apenas tem de estar mais aberto e mais atento para ’criar’ esta possibilidade de sincronicidade. Não é de admirar que Don Juan dizia: “uma feliz coincidência é simplesmente uma maneira de agir”.

FONTEIncrível Club
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