Pessoas interessantes existem, sim, e se você as encontrar, não as deixe partir!

Cris Souza Fontes

Sempre digo entre meus amigos que a coisa mais difícil de hoje em dia é encontrar pessoas que realmente sejam interessantes, que realmente façam alguma diferença em nossas vidas, já que a maioria parece ter saído de uma fôrma de biscoito!

Cada dia que passa as pessoas se parecem mais umas com as outras, copiando trejeitos, vestimentas e comportamentos, fazendo com que, cada vez, tornem-se mais cinzas e opacas na multidão. Elas acham que, sendo assim, farão parte da massa, destacando-se. Mal sabem elas que, dessa forma, tornam-se cada vez mais invisíveis e comuns.

Mas daí, chega um certo dia, você já cansado(a) de olhar para as mesmas pessoas, conversar com gente que faz parte de um mesmo pacote, com ideias parecidas e nada de novo e nem de diferente, você então conhece alguém que lhe diz que é possível existir pessoas diferentes, porém, só é preciso aprender e saber garimpá-las no meio dessa multidão.

Aparece então, alguém tão magicamente interessante, que você fica até se perguntando por onde andava essa criatura? Por que se escondeu tanto tempo de você deixando que vivesse em um mar de pessoas iguais?
A gente percebe por fim, que pessoas interessantes, mas interessantes mesmo, ainda existem. São aquelas que têm luz, brilho próprio, ideias próprias e um sorriso que as difere dos demais.

São o tipo que encantam, hipnotizam e nos fazem querer ficar perto o tempo todo, o tempo todo… Daí você controla! Não quer que pense que é um(a) maluco(a) pegajoso(a), né? Mas é tão forte o magnetismo que quando você percebe e consegue abrir os olhos, já está perdidamente envolvido(a) pelo fascínio do ser interessante…

Ah, amigos e amigas… pessoas interessantes são raras! São de uma fôrma diferente, criadas artesanalmente uma a uma e nunca fizeram cópias. São criaturas que fascinam porque ensinam, surpreendem e conquistam a cada gesto ou olhar.

Já encontrou alguém assim? Então, se tiver encontrado, aí vai um conselho: NÃO DEIXE PARTIR. Não deixe ir pra longe de você alguém que mudou seu mundo, preencheu seus vazios, escreveu-lhe uma nova história. Não deixe partir pessoas que não se assemelham às outras, que colorem o seu mundo e o fazem sorrir. Não deixe que se afastem de você porque, meus amores, pessoas interessantes é feito uma Gibraltar Campion, uma flor encontrada somente nos penhascos de Gibraltar (território britânico) e que era considerada extinta até o início dos anos 90, mas em 94 foi descoberta uma única amostra e hoje é cultivada nos Centros britânicos de Gibraltar e Londres.

A pessoa interessante é a nossa Gibraltar Campion, nossa Silene Tomentosa, nossa flor rara. Daí, quando se encontra uma única espécie viva, o que se faz? Cultiva. Ajuda a germinar, crescer, desenvolver com cuidados, carinho, ternura.

Não estou dizendo neste artigo que se deve amordaçar, prender num quarto, acorrentar uma pessoa, quando a gente percebe que ela é interessante. Nada disso! Devemos deixar as pessoas livres, sim, para partirem quando quiserem, PORÉM, o que ocorre, muitas vezes, é que permitimos que pessoas incríveis se afastem de nós, sem que façamos um mínimo esforço para mantê-las por perto.

Às vezes, por falta de tempo, de entusiasmo, de confiança em si mesmo. Deixamos pessoas partirem todos os dias por sermos tolos e egoístas. Guardamos nossos sentimentos só pra gente, sem permitir que o outro saiba do que sentimos e o quanto o queremos por perto.
Quando eu digo para não deixar partir é para que reconheça a pessoa interessante que está ao seu lado, fazendo a diferença em sua vida e que se pergunte: “Eu encontro pessoas assim todos os dias?” Se sua resposta for não, eu lhe faço outra pergunta:

“Então, por que deixar que se vá para longe alguém tão raro?”

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Cris Souza Fontes
Escritora, blogueira, amante da natureza, animais, boa música, pessoas e boas conversas. Foi morar no interior para vasculhar o seu próprio interior. Gosta de artes, da beleza que há em tudo e de palavras, assim como da forma que são usadas. Escreve por vocação, por amor e por prazer. Publicou de forma independente dois livros: “Do quê é feito o amor?” contos e crônicas e o mais espiritualizado “O Eterno que Há” descrevendo o quão próximos estão a dor e o amor. Atualmente possui um sebo e livraria na cidade onde escolheu viver por não aguentar ficar longe dos livros, assim como é colunista de assuntos comportamentais em prestigiados sites por não controlar sua paixão por escrever e por querer, de alguma forma, estar mais perto das pessoas e de seus dilemas pessoais. Em 2017 lançará seu terceiro livro “Apaixonada aos 40” que promete sacudir a vida das mulheres.

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