Pai. Como defini-lo?

Há aqueles que acompanham cada passo do filho e se tornam grandes companheiros de jornada.
Outros são mais reservados e poucas vezes demonstram carinho, mas lá no fundo, o amor sempre está presente.
Alguns, o físico não pode mais ser tocado, porém, ficaram eternizados não apenas em fotografias, mas no coração, onde sua voz, seu olhar, seus gestos e principalmente amor não se apagam.
Quantos nessa data sentem saudade do filho que acreditam que cresceu rápido demais ou que numa das curvas da vida teve que partir?

Porém, novamente reina o sentimento de amor que nenhuma distância ou tempo apaga.
E não nos esqueçamos dos que estão carregando pela primeira vez o filho no colo, quantos receios, quantas dúvidas, mas também quanta alegria!

Pai…
Palavra que vai além da explicação do dicionário, porque pai em sua essência não se explica, mas se sente com a alma.
Através de um abraço…
De uma palavra… Seja de incentivo e de bronca também.
Merecidos puxões de orelha, cobranças de responsabilidade.
Mas também grandes gestos de apoio e a presença nos momentos de vitória.

Pai…
Como não ter saudade do tempo em que eram as brincadeiras que reinavam?
Hoje as mãos não têm a mesma firmeza…
Mas as doces lembranças realmente não se apagam!
Quantas coisas criticávamos e hoje fazemos igual?

Pai…
Muitas manias e lições.
Momentos de conflito se misturam com outros de comemoração.
Quantas palavras que não foram ditas…
Mas quantas situações em que um olhar já dizia tudo!

Pai…
Que não nos abandona, mesmo que escolhamos a porta larga…
Que nos cobra responsabilidade, mas também nos ampara diante dos erros que cometemos.
Que nos conhece como ninguém!
Que sofre quando caímos…
Mas que sempre acredita em nosso potencial.
Que não se cansa de esperar o nosso melhor mesmo quando tantas vezes fraquejamos.
Não importa, estará lá sempre disposto a nos auxiliar.
A vestir a camisa do nosso time e conosco jogar.

Pai…
Que também erra e muito, provando que não é super heroi, mas na hora de nos defender nada teme.
Que se machuca, se prejudica ou até se humilha se for necessário para nosso bem-estar.
Que não importa se é longe ou perto, cruzará as distâncias para nos socorrer.

Pai…
Muitas e muitas vezes nos falou “não”
Provocou a nossa raiva.
Ou nos fez passar vergonha diante dos amigos.
Porém, não se importava com nossa rebeldia…
Fingia não ouvir nossas ofensas.
E sempre estava pronto para novamente nos auxiliar.

Pai…
Que escondia as lágrimas, que ficava feliz ou pensativo.
Quantas vezes nos deixou de castigo…
Mas também quantas vezes também ofereceu um abraço?
Sim, o tempo passou…
Mas a cada dia só nos trouxe a certeza de que não importa o que ocorra, o amor jamais terminará.
Esse sentimento continuará a nos unir porque os verdadeiros laços não se rompem.
Assim Pai, onde quer que você se encontre, no dia de hoje é o meu coração que se expressa e diz:

Eu te amo, Pai! 

Feliz Dia dos Pais!

VIASônia Carvalho
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Resiliência Humana
Bem-estar, Autoconhecimento e Terapia



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