Os 3 vícios que destroem o seu relacionamento!

Existem 3 comportamentos que a maioria das pessoas comete e que acabam com aquela sensação de prazer e felicidade nos seus relacionamentos. Você certamente já ouviu falar sobre eles, mas o que vou tentar trazer de inédito é a forma de explicar como e por que eles atrapalham tanto a sua vida amorosa.

A ideia é que você compreenda de um jeito completamente novo e claro o que é que você está fazendo e como fazer diferente! Bem, os 3 vícios são:

1) Não se autorizar
Você não se apropria de si mesma, não se torna autora da sua própria história. Fica insegura e com medo de ser você, de expor suas vontades, de falar o que quer, sente e pensa. Você conhece alguém e se mostra a mulher mais legal e compreensiva do mundo. Até aí tudo bem, porque quando a gente quer conquistar alguém, a gente deixa mesmo vir à tona o que tem de melhor. E tudo certo. Só que, diante de algo que o outro faz e que você não concorda ou não gosta, você se retrai. Se desautoriza, se tira o direito de mostrar sua opinião. Algumas mulheres, ao contrário, mas que ainda se trata do mesmo vício, mostram de um jeito agressivo, impondo-se demais, querendo mostrar tanta segurança que assustam, afastam os homens. Ou seja, ficam no famoso 8 ou 80. Não conseguem ser espontâneas e seguras de verdade, confiando que o homem certo é aquele que vai se encaixar naturalmente. Não! Elas forçam a barra, ficam ansiosas, tensas, tentando se comportar do jeito que acham que o outro vai gostar. São fakes, e não porque são falsas ou porque não são bacanas. Sim, são muito bacanas, mas estão morrendo de medo de errar de novo, de perder de novo, de não dar certo de novo. e saem de suas medidas verdadeiras. Quando você se livra desse vício, você simplesmente deixa rolar, principalmente porque você sabe o que quer. Exatamente o que quer e o que não quer.


2) Acreditar na história errada
Rosana, mas de que história você está falando? Eu estou falando da história mais importante da sua vida! Da sua história!!! Isso mesmo, de tudo o que você se conta sobre o que aconteceu desde o dia em que você nasceu até o dia de hoje. Tudo o que você lembra ou que lhe contaram ou que você soube de alguma maneira. Não importa. O que importa é o significado que você tem dado para isso tudo, especialmente para tudo o que aconteceu na sua vida amorosa até hoje: se teve muitos ou poucos relacionamentos, se já se sentiu amada ou não, se ainda tem mágoas, se tem medos, frustrações. Enfim, o que e como você se conta a sua história amorosa? Se hoje você tivesse 97 anos e estivesse na varanda da sala da sua casa, com sua neta adolescente ao seu lado, e ela a perguntasse sobre como foi sua vida amorosa, e você tivesse de contar o que viveu até esse momento, o que você contaria? De que forma? Com que palavras? Com que sentimentos? Com que arrependimentos, com que dores, com que alegrias? O que sua neta aprenderia? Que sensação ela teria sobre o amor, os homens e os relacionamentos? Talvez você esteja focada no que não aconteceu do jeito que você gostaria. E mais do que isso, talvez você esteja focada em apontar culpados, seja acusando a si mesma, seja acusando as pessoas com quem se relacionou ou até outras pessoas indiretamente.
Você só vai conseguir viver o amor que merece quando aprender a honrar a sua história. A ressignificar, a recontar os fatos da sua vida e as relações que viveu de um jeito completamente diferente, cheio de gratidão e respeito. Quando conseguir ser grata a tudo e a todos que passaram por sua vida. Porque foi graças aos erros que cometeu que pode aprender a fazer diferente. Enquanto você se contar a história errada e acreditar nela, vai continuar vivendo histórias erradas e reforçando a crença de que você tem o dedo podre para o amor, que não tem sorte, que tem alguma coisa errada com você, e claro. tudo isso vai fazer com que sua autoestima se torne cada vez menor e que você goste cada vez menos de quem você está se tornando e do resultado que cada história de amor que você vive tem.

3) Mentir pra si mesma! 
Provavelmente você nem se dá conta de que faz isso. E claro que não faz por mal. Você quer ser feliz, quer se sentir bem e confortável com o que acontece na sua vida. Veja bem, o que você faz é confiar no que lhe contaram, no que você ouviu durante toda a sua vida sobre amor, homens e relacionamentos. Você confiou em algumas pessoas que eram muito importantes para você e tudo bem. É assim mesmo. Quando criança, você não tinha condições de discernir, de escolher, de interpretar. Então, você assimilou as verdades de outras pessoas. Pessoas que a amavam e a amam e que querem o seu bem, que queriam lhe proteger. Mas o fato é que você cresceu e ganhou condições cognitivas, físicas e psicológicas para criar as suas próprias verdades. Mas sabe qual é a grande sacanagem? É que ninguém avisa que é hora de abandonar as velhas verdades que nos contaram e criar as nossas próprias, baseadas nos fatos e não em ideias pré-prontas. E daí a gente vai carregando as tralhas alheias misturadas com as tralhas que a gente mesma vai criando e isso vai virando um caos, uma bagunça que vai deixando a gente frágil, vulnerável, desconfiada.
É isso, o terceiro vício é essa mania de desconfiar, de achar que vai ser traída ou abandonada a qualquer momento. De achar que vai deixar de ser amada por alguma razão injusta. E daí você usa tudo isso contra si mesma e faz interpretações distorcidas, parciais, cheias de medos que não são seus ou de medos que já não fazem mais sentido.
Porque, ok, se você fosse abandonada aos 5 anos de idade, provavelmente não teria como sobreviver, não tinha condições pra isso. Mas agora? Convenhamos. Agora você sobrevive, sim. E pode até se tornar melhor e mais forte. Porque agora você tem condições de compreender, de discernir, de aprender e amadurecer. Agora você pode e deve lidar com a verdade, com a sua verdade, com a sua fé e com a certeza de que qualquer história que tenha terminado, mesmo depois de você fazer o seu melhor, terminou por uma única razão: era mesmo a hora de terminar.

E não existe liberdade maior do que quando a gente sente e entende, com cada célula do nosso corpo, que uma história dura o tempo exato que tem de durar. E que tudo é exatamente como tem de ser. E que só acontece o que tem de acontecer. E que a pessoa certa é sempre a pessoa que chega e a pessoa que vai embora é sempre a pessoa que tem de ir.

Esse é o máximo da evolução humana! Então, que eu e você consigamos treinar todos os dias. Porque a sua compreensão sobre esses vícios juntamente com seu amadurecimento emocional é o que vai possibilitar o fim de tudo o que anda atrapalhando sua felicidade no amor.

Quem Ama, Mostra!

VIARosana Braga
COMPARTILHAR
Resiliência Humana
Bem-estar, Autoconhecimento e Terapia



COMENTÁRIOS